Sabe aquela sensação agridoce de se despedir de uma série que você acompanhou por anos? Pois é, depois de sete anos de humor ácido, críticas sociais e muita, mas muita violência gráfica, The Boys finalmente pendurou as capas. O aguardado oitavo e último episódio da 5ª temporada, batizado de “Sangue e Ossos”, bateu recordes impressionantes de audiência no Prime Video, alcançando 57 milhões de espectadores no mundo todo.
Apesar do sucesso comercial, o episódio dividiu opiniões e fez a internet pegar fogo. Se você quer entender tim-tim por tim-tim de como foi esse encerramento, sem enrolação, vem com a gente mergulhar nos detalhes do embate definitivo entre Billy Bruto e Capitão Pátria!
Resumo do episódio 8 da temporada 5: o que acontece no final de The Boys?
O luto de Francês e o novo poder de Kimiko
O episódio já começa com um clima pesadíssimo no funeral do amado Francês, que se sacrificou heroicamente nos eventos anteriores. No testamento, lido por Hughie, ele declara que os rapazes são sua verdadeira família. Essa perda afeta Kimiko profundamente, deixando-a mais uma vez sem voz e com dificuldades para acessar seus novos poderes adquiridos pela radiação aplicada pelo Francês.
A virada só acontece quando a Sister Sage a provoca de propósito. A intenção da “Supe” mais inteligente do mundo era justamente despertar o poder de Kimiko para que ela fosse alvejada. O resultado? Kimiko solta uma rajada que drena os poderes de Sage — algo que a própria vilã ironicamente adorou, já que seu sonho era finalmente ser “burra” para poder assistir reality shows sem a mente sobrecarregada.
A invasão à Casa Branca: mortes de Profundo e Oh Pai
Enquanto isso, um Capitão Pátria completamente enlouquecido e imortal (graças ao uso do Composto V1) desenvolve um complexo de Deus e assume que é “O Primeiro a Chegar”. Ele planeja um pronunciamento televisivo do Salão Oval, na Casa Branca, ameaçando exterminar todos os cidadãos do mundo que se recusarem a idolatrá-lo.
Sem saída, Os Rapazes partem para uma missão quase suicida, invadindo a Casa Branca pelos túneis subterrâneos. Apesar de caírem em uma emboscada, a recém-eleita presidente Ashley surpreende e ajuda o grupo a se infiltrar para o combate.
A partir daí, vemos duas mortes recheadas de justiça poética:
- Profundo: O “herói” aquático é confrontado por Luz-Estrela (Annie). Ela o arremessa no oceano e, de forma hilária e merecida, ele acaba destroçado por um polvo e pelas mesmas criaturas marinhas que ele maltratou a série inteira.
- Oh Pai: O pastor irritante tenta usar seus poderes sônicos, mas tem a cabeça explodida quando Leitinho coloca em sua boca uma mordaça inquebrável, que ironicamente havia sido presente de Ashley.
Como Capitão Pátria morre no final de The Boys?
O ápice do episódio chega quando Kimiko, Billy Bruto e Ryan encurralam Capitão Pátria no Salão Oval. Kimiko falha em usar seus poderes por estar movida pela raiva, mas, impulsionada por uma visão reconfortante do Francês de que sua verdadeira força vem do amor, ela consegue disparar uma rajada de energia imensa. O golpe drena não apenas os poderes de Capitão Pátria, mas também os de Bruto e Ryan, transformando todos em meros humanos.
Vulnerável, patético e chorando, o grande vilão se ajoelha implorando por misericórdia. Ele até promete criar um metamorfo para trazer Becca de volta, chegando ao cúmulo de dizer que faria atos humilhantes para ser poupado. Mas Bruto não hesita: empunhando um pé de cabra, ele esmaga brutalmente o crânio de Capitão Pátria em rede nacional, encerrando de vez a era de terror do Super.

O trágico fim de Billy Bruto: ele morre na 5ª temporada?
Se você achava que a série acabaria com a morte do antagonista, se enganou feio. Billy Bruto não encontra a paz. Após ser rejeitado pelo enteado Ryan — que o lembra que matar o Capitão Pátria não o torna uma pessoa boa — e sofrer com a morte por velhice de seu querido cachorro Terror, ele tem uma forte recaída sombria.
Decidido a exterminar todos os Supes de uma vez por todas, Bruto rouba o vírus fatal e invade a Torre da Vought, pretendendo injetá-lo nos sprinklers para iniciar um genocídio global. É o Hughie quem o impede. Em uma briga corporal carregada de emoção, Hughie se vê obrigado a atirar no estômago do amigo. Em seus últimos suspiros, Billy Bruto aceita seu fim com serenidade. Ele morre nos braços de Hughie, pedindo desculpas e finalmente quebrando o eterno ciclo de vingança e violência que guiava sua vida.
Finais felizes, despedidas e o futuro: como The Boys acaba?
O encerramento nos presenteou com alguns desfechos surpreendentemente pacíficos para os sobreviventes, algo raro em The Boys:
- Leitinho se casa novamente com sua ex-esposa, Monique, em uma cerimônia bonita que tem a presença de Ryan.
- Kimiko volta a falar, adota um cachorrinho e viaja para a França, em uma clara e sensível homenagem ao legado do Francês.
- A presidente Ashley sofre impeachment por conta de suas alianças, e o político Singer retorna à presidência dos EUA.
- Hughie e Luz-Estrela recusam cargos burocráticos no governo de Singer. Hughie volta a gerenciar sua loja de eletrônicos, enquanto Luz-Estrela, mesmo grávida e sofrendo com enjoos matinais, continua atuando como heroína. A cereja do bolo é que o bebê será uma menina chamada Robin, uma lindíssima homenagem à primeira namorada de Hughie que foi morta pelo Trem-Bala no episódio piloto da série.
O episódio também não esconde suas ambições comerciais e prepara ativamente o terreno para a vindoura série prequela, Vought Rising. Ficou estabelecido que Soldier Boy foi mantido vivo em congelamento criogênico, e personagens icônicos como Stan Edgar retornam para comandar a Vought, deixando as portas abertas para a expansão desse universo.
Por que o final de The Boys dividiu tanto os fãs?
Embora o episódio tenha sido recheado de emoção, a repercussão do público foi uma verdadeira montanha-russa. Nas redes sociais como o X (antigo Twitter), a divisão ficou claríssima.
De um lado, muitos celebraram a morte do Capitão Pátria e a caracterização sombria do Bruto, chamando a conclusão de “pico do cinema”, muito por conta de a série honrar as tramas dos quadrinhos originais.
Por outro lado, uma base barulhenta de espectadores detestou o resultado. As principais críticas focaram na falta de escopo do episódio, questionando a ausência de batalhas grandiosas e criticando cortes orçamentários evidentes, resultando em cenas focadas mais em diálogos dentro de estúdios do que na destruição em massa esperada. Outro ponto que desagradou muitos foi a aparição repentina dos personagens de Gen V (que foi cancelada) agindo como meros figurantes, gerando a sensação de que o final foi um pouco apressado e comercial demais para sustentar derivados futuros, em vez de dar o ponto final perfeito para a série mãe.
O showrunner Eric Kripke defendeu as suas decisões abertamente. Ele argumentou que fazer televisão é focar em personagens e emoções reais, e não apenas jogar cenas de batalhas a torto e a direito. De uma forma ou de outra, perfeita ou imperfeita, a série encerrou sua corrida sendo fiel à brutalidade, cinismo e coração que sempre carregou.













