Sabe aquela sensação agridoce quando uma série que você acompanhou por anos chega ao fim? Pois é, depois de sete anos de muito sangue, humor ácido e críticas sociais berrantes, The Boys finalmente pendurou as capas.
A quinta e última temporada carregou a pesada missão de encerrar a história, e o aguardado episódio 8, apropriadamente intitulado “Sangue e Ossos”, veio para dar o ponto final. Com algumas mortes devastadoras, ganchos para o futuro e um embate que os fãs esperaram a vida toda, o encerramento provou que agradar a gregos e troianos é praticamente impossível.
Sinopse
O episódio final começa com os ânimos no chão. Após o sacrifício heroico e trágico de Francês, os nossos protagonistas precisam lidar com o luto enquanto o relógio corre. Do outro lado, um Capitão Pátria completamente imortal (graças ao V1) e desequilibrado decide que é o “Primeiro a Chegar”, assumindo um complexo de Deus. Ele planeja usar um pronunciamento de Páscoa na Casa Branca para ameaçar exterminar todos que não o venerarem.
É a deixa para que os Rapazes invadam a Casa Branca em uma missão suicida. Com a ajuda de Ashley e os poderes de Kimiko turbinados para anular o Composto V, o grupo parte para o tudo ou nada. O episódio amarra confrontos clássicos, finaliza arcos de redenção e vingança, e coloca Billy Bruto cara a cara com Capitão Pátria para o embate que define o legado da série.
Crítica do episódio 8 da temporada 5, final de The Boys
O confronto final
Se você esperava uma guerra mundial com explosões à la Vingadores, talvez tenha se decepcionado. Muitos espectadores sentiram que a temporada final, incluindo o último episódio, sofreu com cortes de orçamento, focando demais em ambientes fechados e diálogos. O showrunner Eric Kripke defendeu essa escolha, afirmando que o foco da TV precisa ser nos personagens e não apenas em batalhas grandiosas a cada episódio.
E, para ser justo, a luta no Salão Oval entregou muita emoção. Ver Kimiko, movida não pela raiva, mas pelo amor por Francês, explodir a energia que drena os poderes de Capitão Pátria, Bruto e Ryan, foi um dos grandes acertos da trama. Quando Bruto finalmente pega o pé de cabra e arrebenta o crânio de um Capitão Pátria patético e implorando pela vida em rede nacional, a série nos dá o banho de sangue visceral que prometeu desde o piloto.

Despedidas, justiça poética e finais felizes
The Boys soube dar fins muito poéticos aos seus personagens secundários. A morte de Profundo, jogado no oceano por Luz-Estrela e rasgado por um polvo que ele tanto maltratou, foi um fechamento hilário e merecido. O mesmo vale para o insuportável Oh Pai, que perde a cabeça (literalmente) com uma mordaça reforçada ativada por Leitinho.
A série também nos surpreende ao dar finais relativamente felizes para os sobreviventes. Kimiko vai para a França com um cachorrinho homenagear Francês, Leitinho se casa novamente com Monique, e Hughie e Luz-Estrela terminam esperando uma bebê que se chamará Robin — uma bela homenagem à ex-namorada de Hughie que morreu no primeiro episódio da série.
O lado sombrio de Butcher
Mesmo com Capitão Pátria morto, Bruto não conseguiu encontrar a paz. Após a rejeição do filho Ryan e a triste morte de seu cãozinho Terror por velhice, ele decide que o único caminho é soltar o vírus que aniquilaria todos os “Supes” do mundo.
A resolução desse arco se dá de forma bem trágica: é Hughie quem impede o genocídio, atirando em Bruto, que morre em seus braços de forma surpreendentemente serena e pacífica. O ciclo de violência termina, mas as cicatrizes ficam.
A sombra das franquias
Um dos grandes problemas desse final foi a sensação de que a série estava segurando certas pontas soltas de propósito. Em vez de fechar tudo com chave de ouro, o episódio gastou tempo configurando o futuro.
Personagens de Gen V apareceram apenas para figuração, e nomes como Stan Edgar e Soldier Boy foram mantidos vivos ou trazidos de volta, claramente abrindo caminho para o vindouro spin-off Vought Rising. Isso tirou um pouco do peso da conclusão, fazendo parecer mais um “até logo” comercial do que o fim definitivo de uma história.
Conclusão: final de The Boys é bom?
No fim das contas, o episódio final de The Boys não foi perfeito. Ele sofreu com a falta de grandiosidade visual que alguns fãs ansiavam e com um roteiro que, às vezes, parecia apressado para fechar um ciclo de sete anos em apenas uma hora. No entanto, a série se manteve fiel à sua essência brutal e emocional.
O adeus de Capitão Pátria e Bruto entregou o nível de crueza e ironia que consagrou o show, e o final ofereceu um respiro merecido para personagens como Hughie e Luz-Estrela. Pode não ter sido o encerramento impecável que todos sonhavam, mas foi uma despedida sangrenta, louca e, acima de tudo, a cara de The Boys.
Onde assistir à série The Boys?
Trailer da temporada 5 de The Boys
Elenco da 5ª temporada de The Boys
- Karl Urban
- Jack Quaid
- Antony Starr
- Erin Moriarty
- Jessie T. Usher
- Laz Alonso
- Chace Crawford
- Tomer Capone
- Karen Fukuhara
- Nathan Mitchell
- Colby Minifie
- Susan Heyward
- Valorie Curry
- Daveed Diggs


















