Confira a crítica do episódio 10 da temporada 3 de "Yellowjackets", série de 2025 disponível para assistir no Paramount+.

Um fim impactante, mas tardio, para a temporada mais caótica de ‘Yellowjackets’

Foto: Paramount+ / Divulgação
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“Yellowjackets” sempre apostou no mistério e na construção lenta de uma atmosfera sufocante entre passado e presente e, com o episódio 10, a série chega ao clímax da temporada 3 entregando respostas esperadas há anos, mas também reacendendo a chama de teorias, traições e disputas por poder — tanto na neve quanto no mundo real.

Se nem todos os arcos foram resolvidos com a contundência desejada, a temporada ao menos encerra com um sopro de esperança e um rugido sombrio vindo das profundezas da floresta.

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Sinopse do episódio 10, final da temporada 3 de Yellowjackets (2025)

No presente, o assassinato de Lottie por Callie choca Misty, que conecta as pistas com prazer perturbador. A filha de Shauna confessa o crime ao pai e os dois desaparecem, deixando Shauna sozinha e sem respostas. Ao mesmo tempo, Misty e Natalie conspiram para reparar um telefone via satélite com ajuda de Van, na esperança de pedir socorro. A missão tem êxito: alguém responde ao chamado de Natalie do topo da montanha, abrindo caminho para o possível resgate das garotas.

No passado, a temida “caçada” retorna, desta vez com Mari como a escolhida ao tirar a carta da Rainha de Copas. Ela acaba caindo em uma armadilha mortal armada por Travis e é devorada num banquete liderado por uma cruel Shauna, coroada como a verdadeira “Antler Queen”. A identidade da “pit girl” é finalmente revelada, junto ao prenúncio do resgate que, segundo a cronologia da série, acontecerá em breve.

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Crítica do final da temporada 3 de Yellowjackets (episódio 10), do Paramount+

O arco de Shauna foi o que mais se destacou — e dividiu — ao longo da temporada. Em Círculo Completo, a personagem se entrega de vez ao seu lado sombrio e toma o lugar de Lottie como figura de liderança (e de culto).

A coroação como Antler Queen, embora previsível, é simbólica: ela se torna o monstro que tanto tentou esconder, a sobrevivente que agora lidera com sangue e cinismo. No entanto, o roteiro peca ao tratar essa virada como inevitável, ignorando nuances importantes de sua dor e fragilidade vistas em temporadas anteriores.

A revelação da ‘Pit Girl’: tarde demais?

Após três temporadas, a série finalmente revela que Mari era a misteriosa garota do poço. A construção da sequência remete diretamente ao episódio piloto, costurando simbolismos visuais e refazendo o caminho até o sacrifício.

No entanto, apesar da execução visual eficiente, o impacto emocional da revelação se dilui. A previsibilidade e o tempo excessivo para se chegar à resposta tornaram o momento mais mecânico do que devastador. A sensação é de que o roteiro se atrasou em sua própria promessa.

O telefonema de Natalie: luz no fim da trilha

A cena final, com Natalie gritando por socorro no topo de uma montanha gelada, é, sem dúvida, uma das mais poderosas da série. O uso de “Livin’ on the Edge”, do Aerosmith, amplifica a adrenalina e o simbolismo do momento.

O simples “Eu consigo te ouvir” vindo do outro lado do satélite é mais impactante do que qualquer discurso sobre redenção. É aqui que “Yellowjackets” respira fundo e aponta para um novo rumo. É um sopro de esperança que resgata não só as personagens, mas o próprio fôlego da narrativa.

Callie e o trauma intergeracional

A morte de Lottie pelas mãos de Callie traz uma carga emocional complexa. A cena é envolta em simbolismo e paranoia, com Lottie projetando sobre a adolescente seus delírios espirituais e teorias perturbadoras.

Apesar do peso do acontecimento, o roteiro falha em desenvolver Callie com profundidade suficiente nos episódios anteriores, tornando sua explosão violenta mais chocante do que coerente. Ainda assim, o gesto de Callie marca o rompimento definitivo com o passado de sua mãe e abre espaço para que ela, talvez, seja o centro da próxima temporada.

A linha do tempo adulta: caos e conspirações

Se a narrativa do passado trouxe respostas, o presente se fortalece com a promessa de um confronto iminente. Misty, Tai e agora Callie parecem caminhar em direção a uma guerra velada contra Shauna, que, após perder tudo, decide abraçar seu lado mais sombrio.

A promessa de uma “caçada moderna” entre as sobreviventes adultas é sedutora e, se bem executada, pode resgatar o tom perturbador e provocativo que fez da série um fenômeno no início.

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Conclusão

O episódio 10, final da temporada 3 de “Yellowjackets”, não é perfeito — longe disso. Mas é uma entrega corajosa. Depois de uma terceira temporada marcada por irregularidades, a série finalmente dá respostas esperadas e injeta nova energia em sua trama.

A coroação de Shauna, a revelação da “pit girl” e o sinal de resgate são três marcos que mudam tudo. Mais do que fechar ciclos, o episódio prepara o terreno para o que pode (e deve) ser a reta final de “Yellowjackets”. Agora, é torcer para que a série não se perca novamente na floresta.

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Onde assistir à série Yellowjackets?

A série está disponível para assistir no Paramount+.

Trailer da temporada 3 de Yellowjackets (2025)

YouTube player

Elenco de Yellowjackets, do Paramount+

  • Melanie Lynskey
  • Jasmin Savoy Brown
  • Warren Kole
  • Christina Ricci
  • Tawny Cypress
  • Sophie Nélisse
  • Sophie Thatcher
  • Samantha Hanratty
  • Steven Krueger
  • Courtney Eaton

Ficha técnica da série Yellowjackets

  • Título original: Yellowjackets
  • Criação: Ashley Lyle, Bart Nickerson
  • Gênero: suspense, terror, drama
  • País: Estados Unidos
  • Temporada: 3
  • Episódios: 10
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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