Se os primeiros dias de Rhaenyra Targaryen no Trono de Ferro já pareciam um pesadelo burocrático e psicológico, os minutos finais do episódio 3 da 3ª temporada vieram para provar que a guerra está longe de acabar. Trocando o fogo dos dragões por uma das reviravoltas políticas mais astutas da série até agora, o final do capítulo nos deixou com o queixo no chão e preparou o terreno para um banho de sangue.
Se você ficou confuso com a cena na cela ou com a notícia trazida pelo guardião de dragões nos últimos instantes, não se preocupe. A gente destrincha agora tudo o que rolou no final deste episódio magistral.
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O que acontece no final do episódio 3 da temporada 3 de A Casa do Dragão?
Durante todo o episódio, acompanhamos o que parecia ser uma vitória fácil do lado Preto na Campina. Logo no início, o Príncipe Daemon Targaryen — montado em Caraxes e acompanhado por Hugh the Hammer (com Vermithor) e Ulf the White (com Silverwing) — força a rendição do exército Verde liderado por Lorde Ormund Hightower.
Sem saída aparente contra três dragões colossais, Ormund dobra os joelhos e entrega o seu escudeiro, que todos acreditam ser o Príncipe Daeron Targaryen, o filho mais novo da Rainha Viúva Alicent Hightower e do falecido Rei Viserys. Daemon volta para Porto Real cantando vitória, crente de que o conflito acabou.
Porém, a Rainha Rhaenyra, que passou o episódio inteiro debatendo se deveria ou não executar o menino para eliminar uma ameaça à sua coroa, decide poupá-lo, optando por mandá-lo para a Patrulha da Noite. Como um ato de misericórdia, ela permite que Alicent veja o filho uma última vez. É aí que a bomba explode.
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Quem é o falso Daeron Targaryen? O plano de Ormund Hightower explicado
Quando Alicent entra na cela, a sua expressão de horror e confusão diz tudo: aquele garoto não é o seu filho.
Pressionado por Rhaenyra, o menino assustado confessa a farsa. Ele é apenas um garoto comum que foi forçado por Ormund Hightower a descolorir os cabelos para se passar pelo príncipe. O menino revela que só aceitou participar do truque porque Ormund ameaçou enforcar a mãe dele caso recusasse.
Para os mais atentos, a série já vinha dando pistas de que algo estava errado. Rhaenyra havia notado que o garoto parecia jovem demais para a idade de Daeron e o observou esculpindo um falcão de madeira na cela — um símbolo que não tem nenhuma relação com os Targaryen ou os Hightower.
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Onde está o verdadeiro Daeron Targaryen e seu dragão Tessarion?
A revelação escancara a arrogância cega de Daemon. Ao focar na sua ânsia por vitória, ele sequer questionou o fato de que o jovem entregue por Ormund não estava acompanhado de seu dragão, a fêmea azul Tessarion.
Enquanto os Pretos perdiam tempo com o garoto impostor em Porto Real, o verdadeiro Príncipe Daeron Targaryen (que os fãs especulam ser o jovem ruivo visto brevemente no episódio 1) permaneceu em segurança junto ao exército de Ormund. O falso Daeron foi apenas uma isca genial usada pelos Verdes para ganhar tempo e reposicionar suas tropas.
A queda de Tumbleton e o dilema cruel de Rhaenyra
O golpe de mestre dos Hightower fica ainda mais claro nos momentos finais. Um guardião de dragões, único sobrevivente de um ataque surpresa, chega à Fortaleza Vermelha e informa à Rainha que as forças de Ormund — apoiadas pelo verdadeiro Daeron e por Tessarion — tomaram a cidade mercandeira de Tumbleton.
A notícia é um soco no estômago por dois motivos:
- O fator humano: Tumbleton é uma cidade cheia de inocentes que buscaram refúgio da guerra. Inclusive, descobrimos mais cedo no episódio que a esposa de Hugh the Hammer, Kat, fugiu exatamente para lá em busca de comida e segurança.
- O dilema ético: A primeira reação de Rhaenyra é querer montar em Syrax e transformar a cidade em cinzas. No entanto, o guardião a lembra de que, se ela fizer isso, queimará os próprios súditos que jurou proteger.
Neste momento, a série traça um paralelo brilhante e perigoso com Daenerys Targaryen. Rhaenyra está sendo empurrada para o limite, forçada a escolher entre a misericórdia e a força implacável de “fogo e sangue”.
O significado das chamas: por que Rhaenyra queima a cama de Viserys?
A última cena do episódio é carregada de simbolismo. Vemos Rhaenyra observando uma enorme fogueira no pátio da Fortaleza Vermelha. Seus servos estão queimando as tapeçarias com os símbolos dos Hightower e a antiga cama de seu pai, o Rei Viserys.
Durante o episódio, Rhaenyra teve dificuldades para dormir naquela cama, assombrada pelas memórias e pelo peso das decisões de seu pai. Ao queimar a cama junto com os estandartes Verdes, ela não está apenas apagando os vestígios da usurpação de Aegon II e Alicent; ela está aceitando que o tempo da paz de Viserys acabou.
A queima representa que ela finalmente abraçou a dureza da guerra que está por vir. O jogo recomeçou, e a ingenuidade ficou nas cinzas. Resta saber se, no próximo episódio, Rhaenyra cederá ao impulso da destruição ou encontrará uma forma mais estratégica de retomar Tumbleton.
Ficha técnica
- Série: House of the Dragon
- Temporada: 3
- Episódio: 3 (“Rhaenyra Triumphant” / “Heavy Is the Head”)
- Showrunner: Ryan Condal
- Elenco Principal: Emma D’Arcy (Rhaenyra Targaryen), Matt Smith (Daemon Targaryen), Olivia Cooke (Alicent Hightower), James Norton (Ormund Hightower), Kieran Bew (Hugh the Hammer)














