A Casa do Dragão temporada 3 episódio 1 crítica

‘A Casa do Dragão’ conserta erros do passado e entrega a ação que os fãs imploravam na 3ª temporada

Foto: HBO / Divulgação
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A espera acabou. A temporada 3 de A Casa do Dragão chegou com a dura missão de reconquistar a confiança do público após um segundo ano que testou a paciência de muita gente com a sua lentidão e excesso de preparativos. Para o alívio dos fãs, o aguardado retorno da série da HBO não perde tempo e já nos joga direto no meio do caos bélico.

Prometendo focar no que a audiência mais queria ver, a produção finalmente acende o pavio da Dança dos Dragões com um episódio de estreia de 65 minutos, que prova que as faíscas deixadas no ar finalmente viraram um incêndio descontrolado.

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Sinopse

A trama recomeça colada aos eventos dramáticos do finale anterior. Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy) decide seguir em frente com a brecha arriscada aberta por sua ex-amiga Alicent Hightower (Olivia Cooke) para tentar tomar o controle de Porto Real. Enquanto isso, Aegon II (Tom Glynn-Carney) segue foragido sob a asa de Larys Strong (Matthew Needham) e Aemond (Ewan Mitchell) tenta dominar o tabuleiro.

Mas o verdadeiro estopim desse retorno é o mar: a aliança inimiga da Triarquia, liderada pela sádica e carismática Sharako Lohar (Abigail Thorn), entra em rota de colisão contra o bloqueio naval do lorde Corlys Velaryon (Steve Toussaint), desencadeando a monumental e trágica Batalha da Goela, envolvendo os novos montadores de dragões e o jovem Jacaerys Velaryon (Harry Collett).

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Crítica do episódio 1 da temporada 3 de A Casa do Dragão

A Batalha da Goela: fogo, sangue e o caos da guerra

A estrutura desse primeiro episódio é bem curiosa e dividida. A primeira meia hora tem um ritmo mais cadenciado, focando em reorganizar as alianças e mostrar a tensa espera dos personagens, o que pode dar um leve calafrio na espinha de quem não aguentava mais ver as pessoas apenas conversando em salas fechadas. No entanto, do meio para o fim, quando a Batalha da Goela explode na tela, a recompensa é absoluta.

É um espetáculo visual de cair o queixo, com efeitos de primeiríssima linha e um foco gigantesco na ação naval que rivaliza com os melhores momentos de Game of Thrones. Temos mais dragões voando juntos do que nunca. Porém, a série acerta em cheio ao não glamorizar a pancadaria; pelo contrário, o foco está na carnificina e nas perdas devastadoras que afetam ambos os lados. Fica claro que usar dragões como armas de destruição em massa cobra um preço caríssimo, e a sensação de luto e desespero guia a ação.

A Casa do Dragão temporada 3 primeiras críticas
Foto: HBO / Divulgação

O peso da coroa e atuações espetaculares

Por mais que o fogo domine os céus, o verdadeiro ouro de A Casa do Dragão sempre foi o seu elenco. Emma D’Arcy entra em um estado de graça na pele de Rhaenyra, entregando uma performance assustadoramente boa e merecedora de prêmios. Agora que as responsabilidades reais da guerra recaem sobre ela, vemos sua vulnerabilidade, fúria e frieza lutando por espaço no mesmo olhar. A dinâmica entre ela e Alicent volta a respirar, mostrando que a amizade despedaçada entre as duas continua sendo o motor emocional mais poderoso da trama.

E não podemos esquecer de Matt Smith. Ele continua claramente se divertindo horrores como Daemon Targaryen, trazendo de volta aquele ar perigoso e instável que faz com que cada cena dele seja uma roleta-russa, mesmo estando ao lado da sua Rainha. Entre as novidades, quem já chega botando banca é James Norton, na pele do calculista Ormund Hightower, um novo vilão que esbanja arrogância e magnetismo em cada aparição.

Alguns tropeços no meio do caminho

Infelizmente, nem tudo é perfeito e a série continua caindo em armadilhas bobas. Com uma quantidade absurda de personagens na tela, muita gente boa fica de escanteio. Além disso, o roteiro faz certas concessões e adaptações do livro Fogo & Sangue que chegam a incomodar. O arco dado à jovem Rhaena Targaryen (Phoebe Campbell) com o dragão selvagem e descontrolado acaba gerando falhas táticas na batalha que a série usa como atalho dramático, o que certamente vai dividir o público purista. E nem vamos entrar no mérito do insuportável Criston Cole (Fabien Frankel), que muitas vezes parece continuar na trama sem um propósito narrativo que sustente seu tempo de tela.

Conclusão

Mesmo com um ritmo que engasga em alguns momentos de transição e escolhas de roteiro questionáveis ao desviar da obra original, o saldo da estreia da terceira temporada de A Casa do Dragão é extremamente positivo.

A série recuperou a sua confiança, perdeu o medo de avançar com a história principal e nos presenteou com sequências de ação eletrizantes e viscerais. Ao equilibrar o espetáculo épico com o doloroso drama humano de seus protagonistas, a produção prova que ainda é a líder incontestável da fantasia na televisão atual.

Onde assistir à série A Casa do Dragão?

  • HBO e HBO Max

Trailer da temporada 3 de A Casa do Dragão

YouTube player

Elenco de A Casa do Dragão, da HBO

  • Emma D’Arcy (Rhaenyra Targaryen)
  • Olivia Cooke (Alicent Hightower)
  • Matt Smith (Daemon Targaryen)
  • Tom Glynn-Carney (Aegon II Targaryen)
  • Ewan Mitchell (Aemond Targaryen)
  • Steve Toussaint (Corlys Velaryon)
  • Harry Collett (Jacaerys Velaryon)
  • James Norton (Ormund Hightower)

Ficha Técnica

  • Título: House of the Dragon
  • Temporada / Episódio: Temporada 3, Episódio 1
  • Baseado no livro: Fogo & Sangue, de George R.R. Martin
  • Showrunner / Criador: Ryan Condal
  • Data de Lançamento: 21 de junho de 2026
  • Duração do episódio: 65 Minutos
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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