cena do filme A Morte do Demônio Em Chamas de 2026

Final explicado de ‘A Morte do Demônio: Em Chamas’: quem morre, quem sobrevive e a chocante cena pós-créditos

Foto: Sony Pictures / Divulgação
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Se você acabou de sair da sala de cinema após assistir a A Morte do Demônio: Em Chamas (ou Evil Dead Burn, no título original) e ainda está tentando recuperar o fôlego, não se preocupe: você não está sozinho. O novo capítulo da icônica franquia Evil Dead, comandado pelo diretor francês Sébastien Vaniček e produzido pelo mestre Sam Raimi, é uma verdadeira montanha-russa de vísceras, traumas familiares e revelações surpreendentes que redefinem o futuro da saga.

Diferente de boa parte do terror moderno que poupa o espectador, o filme não tem freios. Mas além dos litros de sangue, o roteiro entrega uma expansão muito inteligente da mitologia do Necronomicon e se conecta de maneira direta e letal com os eventos de A Morte do Demônio: A Ascensão (2023).

Abaixo, dissecamos todos os detalhes do final, a sobrevivência da protagonista, a expansão do lore do Livro dos Mortos e o que exatamente significam as duas cenas pós-créditos que estão deixando os fãs de queixo caído.

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O que acontece no final de A Morte do Demônio: Em Chamas

Como a praga começou e a ligação secreta com A Ascensão

Antes de chegarmos ao clímax do filme, é fundamental entender como o mal chegou até a família enlutada. O longa surpreende ao estabelecer uma conexão direta com A Morte do Demônio: A Ascensão logo em sua abertura.

A história começa em um lago, onde a infame Deadite Jessica — a mesma que fechou o filme de 2023 — aparece tocando o terror. Após assassinar pescadores de forma brutal, a criatura vai para a beira da estrada e propositalmente faz com que o carro de William (George Pullar) capote, possuindo o marido de Alice (Souheila Yacoub) logo após o acidente. Esse evento é o estopim para a tragédia que se abate sobre a família durante o que deveria ser o funeral e o luto na casa de campo isolada.

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O clímax: como Alice sobrevive ao banho de sangue familiar?

Durante o clímax, Alice percebe que os Deadites não são apenas demônios genéricos; eles agem como torturadores psicológicos que usam os rostos das pessoas que ela amava — ou, no caso de seu marido abusivo, que ela temia — para despedaçar sua sanidade.

A luta final de Alice pela sobrevivência se transforma em uma verdadeira prova de resistência. Com quase todos os membros da família corrompidos pelo demônio, ela encontra no porão os artefatos guardados pelo cunhado Joseph (Hunter Doohan). O verdadeiro “Ás” na manga da sobrevivente são as lendárias Adagas Kandarianas, que nesta versão aparecem em um formato menor do que nas produções clássicas.

Alice consegue fugir para o telhado da casa e usa uma serra circular (buzzsaw) para derrubar as versões demoníacas de seus sogros, Edgar (Edgar) e Susan (Tandi Wright), direto pela chaminé, queimando o patriarca vivo no processo. Mas o desafio final é contra o próprio William, que ressurge como um Deadite completamente carbonizado e grotesco.

Em uma área em construção, Alice engana o demônio fingindo jogar a verdadeira adaga em um líquido inflamável. Com William distraído, ela crava a lâmina verdadeira em seu pescoço, destruindo seu rosto e encerrando a carnificina. Na última cena antes dos créditos, uma exausta e traumatizada Alice fuma um cigarro dentro da ambulância, enquanto policiais e bombeiros isolam a área.

A expansão do lore: cultos e o professor Knowby

Um dos detalhes mais elogiados pelos fãs mais dedicados de Evil Dead é a forma como Em Chamas expande a mitologia do Livro dos Mortos. Ao longo da trama, descobrimos que Joseph pesquisava obsessivamente o trabalho de seu avô.

A grande reviravolta para os fãs da franquia clássica é que este avô havia pesquisado o Naturom Demonto lado a lado com o Professor Knowby — o mesmo pesquisador que encontrou o livro nas ruínas do Castelo Kandar na trilogia original de Sam Raimi. O filme sugere que o avô essencialmente trouxe a maldição para a própria linhagem sanguínea, indicando ainda a existência de um culto maior que protege e tenta utilizar as três versões conhecidas do Necronomicon.

cena do filme A Morte do Demônio Em Chamas 2026
Foto: Sony Pictures / Divulgação

O que acontece nas cenas pós-créditos de A Morte do Demônio: Em Chamas?

Fiel à tradição, o terror não termina quando a tela escurece. O longa conta com duas cenas extras que alternam entre o humor ácido e o puro pavor.

Cena no meio dos créditos: a vovó na estrada

A primeira cena adicional brinca com o clássico humor “pastelão e sádico” da franquia. Vemos Polly (Maude Davey), a avó cadeirante da família que foi transformada em Deadite, arrastando-se pela beira de uma rodovia sem uma das mãos e deixando um rastro nojento pelo asfalto.

Quando uma motorista de bom coração encosta o carro para ajudá-la, a avó se faz de vítima, resmungando que está com “problemas nas pernas”. Assim que a jovem se aproxima, a Deadite dá um bote violento, ironizando que “vai levar as dela”. É a prova de que, como de costume, o mal não foi completamente erradicado e já encontrou novas vítimas.

Cena pós-créditos final: O retorno impossível de Ellie

Se a primeira cena te fez rir, a segunda cena muda tudo. Retornamos ao crematório mostrado no início do filme, onde o corpo de William estava. Uma criança, filha da funcionária do local, é deixada sozinha na sala das urnas funerárias. Lendo os nomes, ela para em uma urna com a inscrição: “Ellie”.

As luzes começam a piscar loucamente, e, ao se olhar em um espelho, o reflexo da menina é substituído pela imagem aterrorizante de Ellie (a mãe possuída e principal ameaça de A Morte do Demônio: A Ascensão, interpretada brilhantemente por Alyssa Sutherland). A Deadite pede silêncio com o dedo, salta do espelho para o mundo real, quebra o pescoço da criança e avisa direto para a câmera: “A mamãe voltou” ( “Mommy’s back” ).

A pergunta que não quer calar: Como Ellie sobreviveu? No final de A Ascensão, a personagem havia se fundido aos filhos para formar uma abominação (o Marauder) e, em seguida, foi completamente triturada por um cortador de lenha. Como suas cinzas foram separadas e parararam ali? Fiel ao seu estilo, a franquia ignora a lógica física da morte. A cena sugere que os Deadites existem além do corpo hospedeiro, usando os espelhos ou as próprias cinzas como portais, o que estabelece que o mal do Necronomicon nunca pode ser totalmente destruído.

cena do filme A Morte do Demônio Em Chamas de 2026
Foto: Sony Pictures / Divulgação

Os bastidores: efeitos práticos, censura e os traumas humanos

Além de toda a mitologia e do susto final, A Morte do Demônio: Em Chamas se destacou por seu rigor técnico. Em entrevista ao ComicBook, o diretor Sébastien Vaniček deixou claro que abominava a ideia de usar apenas CGI para o terror.

“Assim que soube que o título seria Em Chamas, pensei: ‘Vou precisar de fogo de verdade no set’, porque A Morte do Demônio sempre foi sobre efeitos práticos. Nem é apenas uma questão de respeitar o legado, mas porque é isso que faz esses filmes funcionarem tão bem” , justificou Vaniček, reforçando que queria poeira e imperfeições reais na lente para esgotar fisicamente a plateia.

A brutalidade orgânica foi tanta que a Sony Pictures (distribuidora e estúdio parceiro) teve que intervir para que o filme não recebesse a restritiva classificação indicativa “NC-17” nos Estados Unidos. Ao Screen Rant, o cineasta desabafou sobre a mesa de edição:

“Durante as filmagens, pude fazer o que quisesse. Não havia limites […] Então, em algum momento, era NC-17, e eles me disseram: ‘Ok, corte isso, isso, isso, isso. É onde você tem que trabalhar porque isso é demais para o público’. E foi aí que tive que voltar para a sala de edição e cortar um pouco as coisas, entender as regras e brincar com elas para conseguir um filme com classificação R [para maiores de 17 anos]”.

E, no centro desse furacão de violência — que inclusive chocou o público por conter a incômoda morte do cachorro da família —, brilha a atuação de Souheila Yacoub. Longe do clássico estereótipo de heroína imbatível, Alice é retratada como uma pessoa normal lidando com seus traumas reais antes de encarar os sobrenaturais. “Não sei muito sobre terror… Sou uma florzinha”, brincou a ex-ginasta e atriz ao ComicBook, explicando como abordou a vulnerabilidade humana e dramática da personagem em meio ao banho de sangue.

Na première europeia no icônico Le Grand Rex em Paris, Vaniček resumiu perfeitamente o longa: “É talvez o menos sangrento dos filmes de Evil Dead, mas sem dúvida o mais violento e brutal”.

Continuação de A Morte do Demônio: o futuro da franquia

Com o gancho da sobrevivência de Ellie e da avó Polly solta pelas estradas, a franquia sinaliza que diferentes ramificações da maldição estão ocorrendo simultaneamente. No entanto, o próximo filme já anunciado para 2028, Evil Dead Wrath (A Morte do Demônio: Fúria, na tradução literal), dirigido por Francis Galluppi, será um prelúdio ambientado em 1972.

É improvável que o retorno de Ellie esteja conectado a este prelúdio — a não ser que os roteiristas envolvam viagens no tempo, o que não seria inédito, vide Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness). A teoria mais forte é que essa cena pós-créditos sirva para plantar a semente de uma futura sequência (talvez um embate épico entre Alice e Beth, a heroína de A Ascensão) para quando a linha do tempo principal retornar aos dias atuais.

Até lá, A Morte do Demônio: Em Chamas consagra a nova e aterrorizante fase da franquia e garante o pesadelo de milhares de fãs nas madrugadas.

Ficha técnica

  • Título Original: Evil Dead Burn
  • Título no Brasil: A Morte do Demônio: Em Chamas
  • Data de Lançamento (Brasil): 9 de julho de 2026
  • Direção: Sébastien Vaniček
  • Roteiro: Sébastien Vaniček, Florent Bernard e Sam Raimi
  • Elenco Principal: Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar, Maude Davey e Erroll Shand
  • Produção: Rob Tapert e Sam Raimi
  • Estúdio / Distribuição: Warner Bros. / Sony Pictures
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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