A meia-idade definitivamente não é para os fracos, e a temporada 2 de As Quatro Estações do Ano (The Four Seasons) sabe explorar essa fase da vida com uma honestidade brutal e hilária. A comédia dramática da Netflix, idealizada pelo trio Tina Fey, Lang Fisher e Tracey Wigfield, retorna com o desafio monumental de se reinventar após uma perda devastadora no final da primeira temporada.
Sem perder o charme de “conforto televisivo”, a série nos lembra que a amizade verdadeira pode ser o único bote salva-vidas quando tudo ao redor parece desmoronar.
Sinopse
A nova temporada começa na primavera, lidando diretamente com as consequências da morte trágica e chocante de Nick (Steve Carell) em um acidente de carro no Ano Novo. O grupo de amigos de longa data, agora reduzido a um quinteto, tenta manter a tradição de viajar juntos a cada estação do ano.
Enquanto Ginny (Erika Henningsen), a namorada mais jovem de Nick, lida com o final da gravidez e a chegada de um bebê, os demais amigos — Kate (Tina Fey), Jack (Will Forte), Danny (Colman Domingo), Claude (Marco Calvani) e a ex-esposa de Nick, Anne (Kerri Kenney-Silver) — precisam navegar por um luto denso, crises existenciais e as incertezas do futuro.
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Crítica da temporada 2 de As Quatro Estações do Ano
O fantasma de Nick e o impacto do luto
A ausência de Steve Carell como Nick é algo que a temporada inteira transpira, trazendo um misto de dor e genialidade narrativa. Nick era essencialmente a cola que unia as tramas, e perdê-lo é um baque gigante tanto para a dinâmica dos personagens quanto para o público.
A série acerta em cheio ao não tentar disfarçar essa ausência, mas sim transformar o fantasma de Nick no motor invisível que move a narrativa e as emoções de todo o grupo. É nítido que falta algo na química do elenco sem Carell por ali, mas a forma como a história abraça essa ausência para explorar como o luto afeta cada um de maneiras diferentes é muito rica.

A atuação gigante de Will Forte
Se existe um coração partido pulsando nessa temporada, ele pertence a Jack. A performance de Will Forte é de longe um dos maiores destaques deste ano, retratando a depressão com uma sutileza incrível. Ele não é só um cara triste; há uma raiva vulcânica por trás da sua tentativa exaustiva de manter o otimismo, chegando a ficar furioso com o próprio Nick por tê-los abandonado.
A jornada de Jack cobra um pedágio pesado no seu casamento com Kate, que tenta a todo custo manter o marido à tona, mas acaba sucumbindo à própria exaustão. Em um detalhe de cortar o coração, vemos Kate mentindo sobre treinar para uma maratona com ele apenas para poder comer sanduíches sozinha e ter um momento de paz.
Dinâmicas surpreendentes e amadurecimento
Enquanto alguns relacionamentos sofrem, outros ganham um brilho inesperado. Danny e Claude têm uma das tramas mais maduras da série quando debatem a possibilidade de ter um filho agora que Danny começou a repensar seu legado após a morte do amigo. A troca de farpas e argumentos entre Colman Domingo e Marco Calvani é deliciosa e realista, mostrando que divergências não precisam destruir um casamento.
No entanto, a coroa de melhor dinâmica vai para a relação impensável entre Anne e Ginny. Como a própria Anne brinca, mulheres não deveriam ser amigas da jovem por quem o marido as trocou antes de morrer. Ainda assim, elas desenvolvem uma parceria fascinante após o nascimento do bebê Eugene, com Anne chegando ao ponto cômico de testar a bomba de tirar leite de Ginny no próprio corpo para ajudá-la. É maravilhoso ver Anne se libertando do papel de ex-esposa amargurada para encontrar algum contentamento.
Altos, baixos e o cenário perfeito
Nem tudo flui com perfeição. O ritmo dá uma bela tropeçada durante os episódios de verão em Jersey Shore, diminuindo a tração excelente construída na primavera e que só retorna com força no outono e inverno.
Além disso, o uso de tela verde (CGI) em algumas cenas distrai pela baixa qualidade, embora a série compense isso com locações belíssimas como as montanhas de Nova York e os Alpes italianos, passando uma energia chique e caótica que quase lembra um filme da Nancy Meyers.
Outro ponto fraco é o interesse amoroso passageiro de Anne, que aparece do nada e desaparece tão rápido quanto, deixando a sensação de enredo mal aproveitado.
A temporada 2 de As Quatro Estações do Ano é boa?
Mesmo sendo um pouco mais irregular que seu ano de estreia, a segunda temporada de As Quatro Estações do Ano é um triunfo ao retratar a bagunça que é envelhecer ao lado de quem se ama. A série mistura as dores da mortalidade com gargalhadas provocadas por férias desastrosas, jantares de Ação de Graças caóticos (como Jack chutando o peru escada abaixo) e amizades que sobrevivem às piores rasteiras da vida. É uma comédia emocionante, sincera e que te deixa com vontade de marcar a próxima viagem com os amigos o mais rápido possível.
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Meta Description Confira a crítica completa da 2ª temporada de The Four Seasons na Netflix. Veja como a série de Tina Fey lida com amizade, luto e relacionamentos na meia-idade após uma perda chocante.
Onde assistir à série As Quatro Estações do Ano?
- Netflix
Trailer da temporada 2 de As Quatro Estações do Ano
Elenco de As Quatro Estações do Ano, da Netflix
- Tina Fey
- Will Forte
- Colman Domingo
- Kerri Kenney-Silver
- Marco Calvani
- Erika Henningsen
- Steve Carell


















