melhores e piores filmes de Christopher Nolan

O filme mais aclamado de Christopher Nolan é surpreendente; veja lista do melhor ao pior

Fotos: Divulgação / Universal Pictures / Warner Bros. Pictures
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O aclamado cineasta Christopher Nolan acaba de lançar o filme “A Odisseia” nos cinemas, que entrou em cartaz na última quinta-feira (19). Trazendo uma roupagem de drama épico, thriller psicológico e ficção científica para o clássico absoluto de Homero, a superprodução narra o tortuoso caminho de volta para casa do guerreiro Odisseu, vivido por Matt Damon.

Mais do que um sucesso arrebatador que já quebra recordes globais de bilheteria, o novo longa reafirma a posição de Nolan como um dos diretores mais influentes e audaciosos de Hollywood. A obra já faz história por ser a primeira a ser inteiramente filmada com as novas câmeras IMAX de 70mm.

Para viabilizar os diálogos intimistas no formato sem perder o silêncio necessário no set, a IMAX desenvolveu uma nova câmera, chamada Keighley, muito mais silenciosa. Tudo partiu de uma exigência ousada do próprio cineasta:

“Olha, queremos nos comprometer a filmar nosso próximo longa inteiramente em IMAX. Se as câmeras estiverem prontas para isso, podemos ser os primeiros a usá-las”, propôs Nolan à empresa.

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O estilo inconfundível do diretor: do controle do tempo à ‘fobia’ de CGI

Com mais de 25 anos de carreira, o britânico-americano ficou famoso por transformar ideias extremamente complexas em gigantescos sucessos de bilheteria. Uma de suas maiores marcas autorais é a obsessão pelo tempo. Em “Amnésia”, o tempo é um quebra-cabeça fragmentado de trás para frente; em “A Origem”, ele é subjetivo e maleável nas camadas de sonhos; em “Interestelar”, vira um fenômeno físico e científico ligado à gravidade; e em “O Grande Truque”, dita a ilusão e a repetição do ilusionismo.

Outro fator que dita a estética de Christopher Nolan é a sua aversão a efeitos digitais excessivos. O diretor leva o realismo tão a sério que recriou o teste de uma bomba atômica sem o uso de computação gráfica (CGI) para as gravações de “Oppenheimer”, vencedor de sete Oscars, incluindo o de Melhor Diretor.

Apesar de transitar genialmente pela ficção científica, épicos de guerra e filmes de heróis, Nolan surpreendeu o público ao declarar o desejo de explorar um novo terreno. “Eu adoraria fazer um filme de terror”, declarou o diretor recentemente. Ele explicou que ainda não achou a ideia certa, frisando que “tudo depende de existir uma história que realmente me envolva”. Contudo, ele assume que obras como “Oppenheimer” e a própria “A Odisseia” possuem heranças e momentos diretos de horror, pontuando que abraçou esses elementos “porque acredito que o terror é um gênero essencialmente cinematográfico”.

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Christopher Nolan e Leonardo DiCaprio no set de A Origem em 2010
Foto: Divulgação / Warner Bros. Pictures

A carreira de Christopher Nolan

Por que Christopher Nolan decidiu adaptar a mitologia grega?

Questionado sobre a incursão em uma história milenar, o cineasta defendeu que o objetivo era preencher um espaço moderno vazio. “Como cineasta, você está procurando por lacunas na cultura cinematográfica, coisas que não foram feitas antes”, justificou Nolan. Para afastar a imagem engessada da antiguidade, o diretor construiu a narrativa com diálogos extremamente terrenos, frescos e acessíveis para o público contemporâneo.

O filme “A Odisseia” (2026) tem cena pós-créditos?

Indo direto ao ponto: não, “A Odisseia” não tem cena pós-créditos. O diretor é conhecido por não aderir à prática popularizada pelos filmes de super-heróis, mantendo toda a conclusão da narrativa na tela antes dos créditos subirem. Entretanto, quem ficar até o final ouvirá uma música original chamada “When I’m Home”, que marca a primeira vez que Christopher Nolan é oficialmente creditado como compositor musical (letrista), colaborando com nomes como Travis Scott, Ludwig Göransson e James Blake.

A estreia promissora com “Seguinte”

Sua trajetória de sucesso e seu estilo artístico marcado por narrativas não-lineares tiveram início em 1998 com Seguinte (Following), seu longa-metragem de estreia e, infelizmente, pouco conhecido da maioria das pessoas. Rodado de forma independente em Londres, em preto e branco e com baixo orçamento, o filme apresenta a história de um aspirante a escritor que segue desconhecidos na rua e acaba se envolvendo com um ladrão de residências. A trama funciona como um quebra-cabeça intrigante que se inspira no universo de diretores como David Lynch.

A estrutura fragmentada e o roteiro original do longa-metragem renderam elogios da crítica e prêmios em festivais europeus, como o British Independent Film Award. Esse reconhecimento abriu as portas do mercado americano para o cineasta, permitindo que ele dirigisse seu projeto seguinte, Amnésia, que contou com um orçamento muito maior e atores renomados como Guy Pearce e Carrie-Anne Moss, que consolidou a assinatura de Christopher Nolan, recebendo indicações ao Oscar de Melhor Edição e Melhor Roteiro Original.

O primeiro grande filme

Após o reconhecimento em Seguinte, Christopher Nolan dirigiu Amnésia (Memento), filme baseado em um conto de seu irmão, Jonathan Nolan, que acompanha a jornada de Leonard Shelby (interpretado por Guy Pearce), um homem determinado a vingar o assassinato de sua esposa.

O grande diferencial da obra reside na sua estrutura narrativa fragmentada e não-linear: para colocar o espectador na mesma condição do protagonista — que sofre de amnésia anterógrada e não consegue formular novas memórias —, a história combina cenas em preto e branco contadas em ordem cronológica com sequências coloridas apresentadas de trás para a frente. Para não se perder em sua própria investigação, o personagem utiliza um sistema complexo de fotos polaroides, bilhetes e tatuagens espalhadas pelo corpo.

Ao longo da trama, a confiabilidade das pistas é colocada em xeque através das interações de Lenny com figuras ambíguas como Natalie (Carrie-Anne Moss) e Teddy (Joe Pantoliano). O clímax revela que o protagonista frequentemente manipula os próprios registros e cria mistérios para dar um propósito à sua existência, sugerindo inclusive que ele próprio possa ter causado a morte da esposa por acidente. O longa-metragem tornou-se um clássico cult aclamado pela crítica, consolidando a carreira de Nolan em Hollywood e conquistando indicações a prêmios prestigiados, como o Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Edição.

O impacto da trilogia do “Cavaleiro das Trevas” no cinema

Muito antes do boom atual do gênero, a franquia de Nolan redefiniu o que filmes baseados em histórias em quadrinhos poderiam ser. Adotando um tom realista e uma roupagem sombria para “Batman Begins” (2005) e suas continuações, o diretor trouxe uma grande carga dramática embasada em dilemas morais, abandonando o cenário cômico e caricato da época. A franquia não só mudou a forma como Hollywood enxerga e financia os super-heróis, mas sofisticou de vez a leitura e a cobrança do público para este tipo de produção.

O clássico ‘tardio’ “Interestelar”

Em entrevista à Variety, o diretor falou sobre a recepção mista que Interestelar recebeu à época de seu lançamento em 2014. Apesar de hoje ser aclamado (principalmente pelo público), o longa-metragem agrega uma aprovação “baixa” no Rotten Tomatoes.

Segundo o cineasta, a resposta morna o surpreendeu. Para o diretor, embora possa soar arrogante, parte da crítica “não estava pronta” para o o que veria. Mesmo assim, o filme foi sucesso de bilheteria e tem aprovação de 87% do público.

Oppenheimer onde assistir e quando estreia no streaming
“Oppenheimer” deu a Nolan o primeiro Oscar da carreira (Foto: Universal Pictures / Divulgação)

O primeiro Oscar ninguém esquece

Com quase três décadas de trajetória no cinema e colecionando grandes sucessos no currículo, Nolan alcançou um marco histórico em sua carreira ao receber o seu primeiríssimo Oscar de Melhor Diretor pelo aclamado longa Oppenheimer. A vitória consolidou o filme como uma de suas produções mais celebradas, fazendo com que ele desbancasse concorrentes de peso na categoria, incluindo os diretores Martin Scorsese, Justine Triet e Yorgos Lanthimos.

Além de consagrar a estreia de Christopher Nolan como diretor premiado pela Academia, a mesma cerimônia rendeu ao filme diversas outras estatuetas importantes, como a de Melhor Ator Coadjuvante para Robert Downey Jr., além dos prêmios de Melhor Fotografia e Melhor Montagem. A obra, que traz o ator Cillian Murphy no papel do físico conhecido como o pai da bomba atômica, juntou-se a outros clássicos icônicos do diretor, tais como A Origem, Interestelar e Batman: O Cavaleiro das Trevas.

Ranking: os melhores e piores filmes de Christopher Nolan

Para celebrar a estreia de seu mais novo projeto, confira a lista definitiva com a filmografia do diretor ranqueada da melhor para a pior avaliação, com base no índice de aprovação da crítica internacional agregada no portal Rotten Tomatoes:

A Odisseia (2026) — 95% de aprovação

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Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) — 94% de aprovação

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Amnésia (2000) — 94% de aprovação

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Oppenheimer (2023) — 93% de aprovação

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Dunkirk (2017) — 92% de aprovação

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Insônia (2002) — 92% de aprovação

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) — 87% de aprovação

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A Origem (2010) — 87% de aprovação

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Seguinte (1998) — 87% de aprovação

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Batman Begins (2005) — 85% de aprovação

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O Grande Truque (2006) — 76% de aprovação

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Interestelar (2014) — 73% de aprovação

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Tenet (2020) — 70% de aprovação

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Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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