Impuros - Temporada 6 (Episódio 1) Crítica da série do Disney+ - Flixlândia

Crítica | Entre a pólvora e a dor: a reinvenção sombria e brilhante de ‘Impuros’ na 6ª temporada

Foto: Disney+ / Divulgação
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Quase uma década após sua estreia, Impuros consolida seu título de série de ficção mais longeva do audiovisual brasileiro provando que sua força narrativa está bem longe do esgotamento. Lançada no Disney+ nesta sexta-feira, dia 1º de maio de 2026, a sexta temporada não oferece respiro ao público.

Retornando exatamente do ponto onde parou, a produção apresenta um roteiro que sabe misturar luto profundo, embates brutais e, surpreendentemente, uma dose cirúrgica de humor. Com um elenco em total sintonia e a promessa de expandir ainda mais seu universo, o sexto ano se posiciona rapidamente como um dos melhores momentos de toda a franquia.

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Sinopse

A nova temporada ignora qualquer salto temporal e joga o espectador direto nas consequências do final do quinto ano. Após um atentado devastador contra a sua família, o protagonista Evandro (Raphael Logam) é tomado por uma sede de vingança incontrolável. Cego pela fúria, ele se dispõe a eliminar antigos aliados, arriscando não apenas a própria vida, mas também todo o império internacional do tráfico que construiu.

Em paralelo, o incansável policial Victor Morello (Rui Ricardo Diaz) forma uma aliança inusitada com a filha Inês (Karize Brum), o genro Afonso (João Vitor Silva) e um grupo de ex-policiais milicianos. O objetivo da facção paralela é enfraquecer o tráfico nas comunidades, porém os interesses escusos de cada integrante logo ameaçam a operação.

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Crítica da temporada 6 de Impuros

O luto e a dor como combustível narrativo

O tom opressivo da nova temporada é estabelecido de imediato. A descoberta de Evandro de que seus filhos não sobreviveram ao atentado dita os rumos de sua psique. A trama o afasta da frieza empresarial do crime e o transforma em um pai desesperado, obcecado por encontrar os corpos das crianças.

O cinismo atinge o ápice quando o policial Morello localiza as cinzas e as envia para o traficante com um bilhete sombrio: “Tudo tem limite, até um pai precisa enterrar seus filhos“.

As cenas de enterro, que traçam um paralelo doloroso com o passado familiar de Evandro, mostram o esmero da série em trabalhar a bagagem emocional dos seus “personagens malditos”, provando que todos ali são vítimas das próprias escolhas extremas.

Impuros - Temporada 6 (Episódio 1) Crítica da série do Disney+ - Flixlândia (1)
Foto: Disney+ / Divulgação

O despertar sanguinário de Geísa

Se Evandro lida com a logística do império e da vingança, é Geísa (Lorena Comparato) quem protagoniza a curva dramática mais visceral da temporada. Após sobreviver inicialmente em estado gravíssimo e acordar para a notícia da perda dos filhos, a personagem protagoniza um clímax desesperador logo no primeiro episódio ao disparar uma arma contra a própria cabeça.

Contudo, a personagem não apenas sobrevive, como se transforma no maior anjo da morte da série. A “primeira-dama do Dendê” ganha uma jornada de retaliação assustadora, estipulando que adicionará um brinco à sua orelha para cada pessoa que matar no caminho. Esse mergulho na violência crua rende algumas das sequências mais icônicas da personagem em toda a produção.

A balança perfeita entre tensão e alívio cômico

A grande surpresa desta temporada é constatar que, mesmo imersa em mortes chocantes e luto, ela também consegue ser a mais engraçada. A direção acertou em cheio ao não deixar a tragédia sufocar a obra, introduzindo um humor genuíno nas situações cotidianas do crime. Momentos como o capanga Gilmar (Leandro Firmino) desabafando na terapia e Wilbert (Sérgio Malheiros) precisando conciliar novas responsabilidades no comando da facção com a iminência de ser pai são grandes acertos. Essa camada de leveza humaniza as figuras criminosas e torna a experiência de maratonar muito mais fluida e realista.

Expansão da Milícia e o Caos do “Playboy”

Do lado da lei – ou da falta dela –, a aliança de Morello renova o fôlego da narrativa. Inês e Afonso, atuando como uma espécie de “Bonnie e Clyde”, adentram fundo no submundo das milícias cariocas, uma decisão de roteiro inteligente que dialoga muito bem com a realidade do Rio de Janeiro e expande as ameaças da série.

Para elevar ainda mais as apostas, o final da temporada insere uma nova e formidável força: Playboy, interpretado por Bruno Gagliasso. Como o violento novo líder rival do Comando, o ator entrega um vilão caótico e explosivo, que prepara o terreno perfeitamente para um embate colossal com Evandro.

Conclusão

Como um bom vinho, Impuros fica melhor com a ação do tempo. A sexta temporada é um triunfo de tensão, caracterizando-se por cliffhangers de tirar o fôlego a cada episódio e por entregar, em seus momentos finais, a maior e mais impactante reviravolta da série até aqui.

Ao expandir seu escopo abordando a milícia de frente e introduzir novos rostos de peso como Bruno Gagliasso, a produção garante que a já confirmada sétima temporada continue sendo um evento indispensável no calendário do audiovisual nacional.

Onde assistir à série Impuros?

Trailer da temporada 6 de Impuros

YouTube player

Elenco da série Impuros

  • Raphael Logam
  • Rui Ricardo Diaz
  • Lorena Comparato
  • Karize Brum
  • João Vitor Silva
  • Leandro Firmino
  • Sérgio Malheiros
  • Bruno Gissoni
  • MC Carol
  • Bruno Gagliasso
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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