Para a alegria dos fãs de Star Wars, o dia 4 de maio trouxe não apenas comemorações, mas também o aguardado desfecho da primeira temporada de Maul – Lorde das Sombras no Disney+. Com os episódios 9 e 10, a série animada encerra seu primeiro ciclo de maneira espetacular, entregando exatamente o que prometeu: uma trama focada no submundo do crime e na reconstrução do império de Maul.
Trazendo combates de cair o queixo, consequências reais para os personagens e uma das aparições mais aterrorizantes de Darth Vader até hoje, a série não teve medo de ousar. O resultado é uma conclusão amarga, tensa e que deixa o terreno perfeitamente preparado para a já confirmada segunda temporada.
Sinopse
Os dois episódios finais acompanham a fuga desesperada de Maul (novamente com a excelente voz de Sam Witwer) e seus aliados improváveis para fora do planeta Janix, que está sob um bloqueio total do Império. Para conseguir uma nave, Maul faz um acordo perigoso com Dryden Vos (agora dublado por Scott Whyte): em troca do resgate, ele promete matar o atual líder da Aurora Escarlate (Crimson Dawn) para que Vos assuma o controle.
O grupo de fugitivos – que inclui a Padawan Devon Izara, o Mestre Jedi Eeko-Dio Daki e os rebeldes liderados por Brander Lawson (dublado por Wagner Moura) – precisa atravessar túneis subterrâneos e ruínas ancestrais. No entanto, eles são implacavelmente caçados pelos Inquisidores Marrok e o Décimo Primeiro Irmão. A situação, que já era ruim, vira um pesadelo completo quando o próprio Darth Vader surge em meio à névoa para caçá-los, resultando em batalhas intensas, traições chocantes e sacrifícios dolorosos que mudam o destino de Devon para sempre.
Crítica dos episódios 9 e 10 da 1ª temporada de Star Wars: Maul – Lorde das Sombras
Uma animação e coreografia de tirar o fôlego
Não dá para falar desse final sem exaltar o trabalho visual da Lucasfilm Animation. O salto de qualidade nas expressões faciais e nos detalhes das roupas de Maul é notável. Mas onde os episódios realmente brilham é na ação. A sequência em que nossos heróis tentam cruzar um fosso de ácido enquanto lutam contra Inquisidores é de prender a respiração.
As lutas de sabre de luz adotam um estilo menos focado no fotorrealismo e mais na intensidade e no caos, com múltiplos sabres vermelhos e azuis se cruzando na tela ao mesmo tempo. Quem lembra do duelo épico em Malachor no final da segunda temporada de Star Wars Rebels vai sentir uma vibração parecida aqui, só que em uma escala ainda mais impressionante e cinematográfica.

O retorno triunfal (e silencioso) de Darth Vader
A chegada de Darth Vader era esperada, mas a forma como foi executada superou as expectativas. Emulando a famosa cena do corredor em Rogue One, Vader surge das sombras apenas com o som de sua respiração mecânica e o brilho vermelho do sabre, assumindo um papel quase de vilão de filme de terror.
Um detalhe genial é que Vader não diz uma única palavra durante todo o episódio 10, o que só aumenta sua aura de brutalidade e ameaça. A série acerta em cheio ao mostrar que Maul, Daki e Devon juntos não são páreos para ele. Vader luta com apenas uma mão e usa pura força bruta para dominar seus oponentes, mostrando por que é a força mais temida da galáxia.
A queda de Devon e a manipulação fria de Maul
Porém, o grande trunfo narrativo desse final é como ele desenvolve a relação tóxica entre Maul e Devon Izara (dublada por Gideon Adlon). Durante a fuga, Maul percebe que a única forma de arrastar Devon de vez para o Lado Sombrio é tirando a âncora moral dela. Em uma atitude puramente nefasta e covarde, Maul aproveita a distração da batalha para empurrar o Mestre Daki com a Força na direção de Vader, garantindo que o Jedi seja morto pelo Lorde Sombrio.
É um momento de partir o coração, acentuado pelas perdas de outros personagens queridos — como o sacrifício heroico de Brander Lawson para salvar seu filho, Rylee. Sem seu mestre e consumida pela raiva e pelo luto, Devon finalmente cede. A cena em que ela aceita a metade do sabre de luz vermelho de Maul sela seu destino.
O mais legal disso tudo é que a série está basicamente tornando canônica uma das ideias favoritas de George Lucas para a trilogia prequela original, onde Maul se tornaria um chefão do crime ao lado de uma aprendiz Twi’lek (que seria a Darth Talon). É uma reciclagem de ideias que faz total sentido no atual contexto do cânone.
Conclusão
O final da 1ª temporada de Maul – Lorde das Sombras é corajoso por entregar um desfecho agridoce, onde o vilão protagonista, mesmo perdendo quase todo o seu exército, consegue exatamente o que queria: uma nova aprendiz e uma ponte para controlar a Aurora Escarlate.
Embora os episódios não tenham uma cena pós-créditos, eles terminam no ápice emocional, provando que a série não precisa depender de reviravoltas chocantes para ser boa, mas sim de um roteiro afiado e personagens complexos. Foi uma jornada sombria, madura e incrivelmente bem executada, deixando as portas abertas para uma segunda temporada que não poderia chegar em melhor hora.
Onde assistir à série Star Wars: Maul – Lorde das Sombras?
Trailer da 1ª temporada de Star Wars: Maul – Lorde das Sombras
Elenco de Star Wars: Maul – Lorde das Sombras, do Disney+
- Sam Witwer (Maul)
- Gideon Adlon (Devon Izara)
- Wagner Moura (Brander Lawson)
- Richard Ayoade (Two-Boots)
- Dennis Haysbert (Eeko-Dio-Daki)
- Chris Diamantopoulos (Looti Vario)
- Charlie Bushnell (Rylee Lawson)
- Vanessa Marshall (Rook Kast)
- David C. Collins (Spybot)
- A.J. LoCascio (Marrok)
- Steve Blum (Icarus)

















