Confira a crítica do filme "Enfeitiçados", animação de 2024 com Rachel Zegler disponível para assistir na Netflix

‘Enfeitiçados’ tem momentos de brilho, mas passa longe de ser marcante

Foto: Netflix / Divulgação
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“Enfeitiçados” (Spellbound), a mais recente animação lançada pela Netflix, chega com a promessa de uma fábula moderna, com músicas de Alan Menken, direção de Vicky Jenson e um elenco de vozes estelar.

Apesar das credenciais, o filme é um esforço que mistura elementos clássicos de contos de fadas com uma mensagem relevante sobre divórcio e as dificuldades emocionais que ele acarreta. No entanto, será que essa combinação resulta em algo marcante?

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Sinopse do filme Enfeitiçados (2024)

A trama se desenrola no reino fictício de Lumbria, onde a jovem princesa Ellian (Rachel Zegler) enfrenta uma situação incomum: seus pais, o rei Solon (Javier Bardem) e a rainha Ellsmere (Nicole Kidman), foram transformados em monstros por uma maldição mágica.

Enquanto o rei virou uma criatura azul e desajeitada, a rainha assumiu a forma de um dragão emplumado. Cabe a Ellian liderar o reino em segredo, ao mesmo tempo que busca reverter o feitiço e restaurar a harmonia familiar.

A jornada da princesa a leva por cenários encantados, acompanhada de aliados como seu bichinho Flink e os Oráculos do Sol e da Lua (Nathan Lane e Tituss Burgess). Pelo caminho, ela precisa confrontar a “sombra”, uma metáfora para os sentimentos negativos que ameaçam consumi-la e seu reino.

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Crítica de Enfeitiçados, da Netflix

“Enfeitiçados” apresenta uma proposta intrigante ao abordar um tema tão humano e relevante como o impacto emocional do divórcio. Contudo, o filme tropeça ao tentar equilibrar a profundidade da mensagem com a leveza típica de animações familiares.

Apesar de toques criativos, como a transformação literal dos pais em monstros, o roteiro opta por explicitar demais suas metáforas, subestimando a capacidade do público jovem de captar mensagens mais sutis.

O design visual é um dos aspectos mais frágeis do filme. Comparado a grandes produções animadas, “Enfeitiçados” parece datado, com cenários pouco detalhados e personagens que carecem de inovação. Mesmo momentos mais criativos, como a “sombra” retratada como um tornado de emoções negativas, acabam ofuscados pela falta de polimento geral.

Trilha e dublagem

Musicalmente, Alan Menken entrega composições competentes, mas longe de seus clássicos memoráveis. “The Way It Was Before” é um destaque, mas outras faixas soam genéricas e rapidamente esquecíveis. Rachel Zegler, no entanto, demonstra talento ao combinar sua atuação vocal com momentos musicais que elevam algumas cenas.

Quanto aos personagens, Ellian se destaca como uma protagonista determinada e empática, mas a falta de um antagonista real prejudica o desenvolvimento do conflito. A “sombra” funciona mais como um conceito do que como uma ameaça palpável, e a ausência de riscos claros diminui o impacto emocional da narrativa.

Embora o filme tente modernizar o gênero de conto de fadas, ele frequentemente se apoia em clichês já explorados por outras animações, como Frozen, Valente e até Divertida Mente. O resultado é um produto que parece familiar, mas incapaz de oferecer algo único.

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Conclusão

“Enfeitiçados” tenta conjurar magia ao explorar temas relevantes e atemporais, mas sua execução genérica e visual inconsistente o impedem de se destacar. Com momentos pontuais de brilho – graças à música de Menken e à atuação de Zegler -, o filme oferece uma experiência que, embora divertida, dificilmente será lembrada como um marco na animação.

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Onde assistir ao filme Enfeitiçados?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Enfeitiçados (2024)

YouTube player

Elenco de Enfeitiçados, da Netflix

  • Rachel Zegler
  • John Lithgow
  • Jenifer Lewis
  • Javier Bardem
  • Nicole Kidman
  • Nathan Lane
  • Tituss Burgess

Ficha técnica do filme Enfeitiçados

  • Título original: Spellbound
  • Direção: Vicky Jenson
  • Roteiro: Vicky Jenson, Lauren Hynek, Elizabeth Martin
  • Gênero: animação, aventura, fantasia, comédia
  • País: Espanha, Estados Unidos
  • Duração: 109 minutos
  • Classificação: livre
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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