cena do episódio 7 da temporada 3 de Euphoria (1)

‘Euphoria’ (3×07): a espiral de Cassie e o delírio messiânico de Rue

Foto: HBO / Divulgação
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A penúltima hora da temporada 3 de Euphoria chegou chutando a porta. O episódio 7, intitulado “Rain Or Shine” (ou “Com Chuva ou Sol” aqui no Brasil), entrega exatamente o nível de caos que a gente já estava esperando dessa reta final concebida por Sam Levinson.

A sensação de que tudo vai desmoronar a qualquer minuto finalmente se concretiza, com os personagens cruzando linhas das quais não há mais volta. O roteiro joga a cautela pela janela e nos arrasta para um thriller cheio de tensão, sangue e reflexões espirituais.

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Sinopse

O episódio amarra as principais tramas da temporada rumo ao desastre. Nate Jacobs se vê no fundo do poço ao ser capturado pelo gângster armênio Naz e enterrado vivo com uma dívida de 1 milhão de dólares nas costas. Para salvá-lo, Cassie entra em desespero total e conta com a ajuda relutante de Maddy, que decide arriscar a própria pele fazendo um acordo com Alamo, o perigoso magnata dos clubes de strip.

Do outro lado, acompanhamos o mentor Ali em um flashback pesado sobre seu passado nas drogas e sua jornada de redenção, o que contrasta com o momento atual de Rue. Achando que está sendo guiada pelo próprio Deus após o incidente com a árvore em chamas, Rue segue seu plano arriscado como informante da DEA. Ela finge uma agressão para se infiltrar na fazenda da traficante Laurie e tenta roubar o cofre com a ajuda de Faye, descobrindo segredos macabros.

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Crítica do episódio 7 da temporada 3 de Euphoria

O adeus macabro e angustiante a Nate Jacobs

Jacob Elordi se despede de Nate Jacobs de um jeito que ninguém imaginava, mas que, no fundo, faz um sentido poético bem doentio. Passar horas enterrado vivo respirando por um caninho, só para terminar picado na garganta por uma cascavel que escorregou para dentro do caixão, é de roer as unhas.

O criador da série já revelou que a ideia era dar ao público a morte que tanto pediam para esse vilão, mas envelopada de um jeito tão pavoroso e inspirado em filmes de faroeste que até a gente fica com pena e ansiedade. Foi um final miserável e assustador para aquele que foi o maior manipulador da série, tirando o peso do personagem do tabuleiro, mas deixando um buraco negro de consequências.

cena do 7 episódio da temporada 3 de Euphoria (1)
Foto: HBO / Divulgação

A espiral de Cassie e a armadilha de Maddy

As coisas não andam nada bem para Cassie. Depois que a irmã Lexi escreveu um roteiro para a série L.A. Nights que acabou culminando na demissão dela, a personagem de Sydney Sweeney fica completamente desestabilizada. Vê-la dopar o ator Dylan Reid só para postar uma foto nas redes sociais dele e recuperar seus assinantes do OnlyFans mostra o quão fundo ela cavou no desespero de manter as aparências.

Já a Maddy da talentosíssima Alexa Demie achou que conseguia domar monstros e acabou pagando o preço. Ao tentar salvar a vida do ex-namorado, ela entra na cova dos leões pedindo ajuda ao chefão Alamo. Ele mata Naz, descobre que o resgate não era necessário, e mesmo assim joga na cara dela que ficará com 20% dos seus lucros futuros. Maddy percebeu tarde demais que, no mundo real do crime organizado, ser perspicaz não te salva de vender a alma para o diabo.

O complexo de Messias de Rue e a dor de Ali

Zendaya e Colman Domingo continuam entregando a carga dramática mais forte de Euphoria. Os flashbacks mostrando a época em que Ali usava crack e machucava a família dão um peso gigantesco para o seu arco de tentar ser a salvação dos outros e manter seu “livro dos mortos” atualizado. Ele entende a autodestruição melhor que ninguém.

E Rue definitivamente precisa de ajuda. A garota comprou totalmente a narrativa bíblica de que é o novo Moisés sendo guiada para a Terra Prometida, ignorando o aviso valioso de Ali: o Moisés original nunca chegou lá. A cena dela abrindo o cofre com a Faye na calada da noite tem uma tensão absurda. Em vez de dinheiro, achar as identidades de mulheres traficadas – incluindo a da dançarina Angel – foi um baque sutil, mas aterrorizante, confirmando a maldade desenfreada de Alamo e do submundo. O episódio acabar no escuro com Faye berrando o nome do neonazista Wayne foi um gancho perfeito para enfartar qualquer espectador.

Roteiro frenético e mudança de tom

Dá para dizer que Euphoria não é mais uma simples série sobre dramas de colégio. Nessa temporada, o bagulho virou um suspense criminal digno de Quentin Tarantino. De certa forma, a série perdeu um pouco do pé na realidade que tinha lá no começo, transformando adolescentes problemáticos em engrenagens de cartéis de drogas e tráfico de pessoas. Pode ser meio absurdo? Com certeza. Mas, se formos avaliar apenas pelo valor de entretenimento e aflição, o episódio entrega de forma espetacular.

Conclusão

O episódio 7 da temporada 3 de Euphoria arrumou o terreno para um dos finais de temporada mais sombrios da televisão recente. O adeus brutal a Nate encerrou um ciclo de toxicidade e chocou geral, deixando Cassie de frente para o corpo da mentira que tentou viver.

Enquanto isso, a falsa sensação de controle de Maddy desmoronou, e Rue se meteu em uma emboscada em que apenas um milagre — ou os federais — poderão salvá-la de virar pó nas mãos da Laurie ou do Wayne. Resta agora prender a respiração e ver quem consegue sair dessa bagunça vivo no tão aguardado final.

Onde assistir à série Euphoria?

  • HBO Max

Trailer da temporada 3 de Euphoria

YouTube player

Elenco da 3ª temporada de Euphoria

  • Zendaya
  • Hunter Schafer
  • Eric Dane
  • Jacob Elordi
  • Sydney Sweeney
  • Alexa Demie
  • Maude Apatow
  • Martha Kelly
  • Chloe Cherry
  • Adewale Akinnuoye-Agbaje
  • Toby Wallace
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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