Se você já garantiu seu ingresso para conferir a aguardada cinebiografia do Rei do Pop, dirigida por Antoine Fuqua, provavelmente está com aquela dúvida clássica antes de ir ao cinema: vale a pena ficar sentado esperando as letrinhas subirem?
Com a estreia de “Michael” nesta quinta-feira (23), estrelado brilhantemente por Jaafar Jackson (sobrinho do próprio cantor), a internet já está cheia de perguntas sobre o desfecho do filme. A gente te explica tudo o que acontece — e o que rolou nos bastidores —, sem enrolação.
O filme do Michael Jackson tem cena pós-créditos?
A resposta curta é: não, “Michael” não possui uma cena pós-créditos tradicional. Você pode levantar da poltrona e ir embora assim que os créditos começarem a rolar.
No entanto, há um detalhe importantíssimo logo antes do fim. Em um estilo que lembra bastante as revelações da Marvel, a tela escurece e o filme exibe uma cartela com um aviso para o público. A mensagem diz: “A História Continua” (algumas sessões descrevem como “Este é um dos maiores artistas do nosso mundo e sua história continua a partir daqui”).
Esse gancho deixou os fãs de queixo caído, afinal, cinebiografias raramente ganham sequências.
Onde a história do filme Michael termina?
O longa, que tem cerca de 2 horas e 7 minutos de duração, acompanha a ascensão do astro desde a infância em Gary, Indiana, até o seu estrondoso sucesso. A trama opta por não ir até o trágico falecimento do cantor em 2009.
O clímax emocional foca no embate entre Michael e seu pai abusivo, Joe Jackson (vivido por Colman Domingo). O ápice acontece quando o artista anuncia, durante a Victory Tour em 1984, que fará seu último show ao lado dos irmãos, marcando sua total independência. Visualmente, o filme se encerra um pouco depois, entre o fim dos anos 1980 e 1988, mostrando o cantor no auge criativo se preparando para os icônicos shows da era Bad em Londres.
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Por que o final original foi alterado?
Se você achou o final heróico e seguro demais, saiba que essa não era a ideia inicial. Originalmente, o roteiro avançava até o ano de 1993. O filme deveria terminar de forma melancólica, com viaturas da polícia chegando ao Rancho Neverland para investigar as primeiras denúncias de abuso sexual infantil feitas por Jordan Chandler.
Por que isso mudou? O filme foi fortemente apoiado pelo espólio da família Jackson. Quando as filmagens já tinham acabado, a equipe jurídica percebeu um enorme erro: um acordo extrajudicial feito com Chandler em 1994 proíbe que ele seja retratado em qualquer obra futura.
O resultado foi uma correria nos bastidores. A produção precisou desembolsar cerca de US$ 15 milhões de última hora para refazer praticamente todo o terceiro ato, deletando qualquer menção aos escândalos. Isso fez com que o projeto final ganhasse um tom mais “chapa branca”, focando apenas na genialidade musical e evitando as maiores polêmicas.
Vai ter continuação? O que esperar de “Michael 2”
Tudo indica que sim. Aquela mensagem “A História Continua” não está lá à toa. Produtores como Graham King e a Lionsgate têm planos ambiciosos de transformar a vida do cantor em uma franquia.
Como o corte original tinha mais de três horas e muita coisa da década de 1990 já havia sido filmada (cerca de 30% do drama original), esse material deve ser reciclado. A expectativa é que um futuro “Michael 2” englobe:
- As eras dos álbuns Dangerous (1991) e Invincible (2001).
- A construção e consolidação do Rancho Neverland.
- A vida de Michael fora da “gaiola” familiar e sua solidão como ícone global.
Resta saber se, na sequência, os realizadores terão a ousadia de abordar as intensas batalhas judiciais ou se manterão o formato de “show de talentos higienizado” que marcou o primeiro capítulo.















