Shake, Rattle & Roll As Origens do Mal crítica do filme da Netflix 2025

Entenda o final de ‘Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal’: como Malum foi derrotado e o que significa a cena pós-créditos

Foto: Netflix / Divulgação
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Lançado como a 17ª parcela da mais duradoura franquia de horror das Filipinas, produzida pela Regal Entertainment, Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal (disponibilizado pela Netflix) trouxe uma mudança inédita na estrutura da saga. Em vez das tradicionais histórias curtas e isoladas, o longa de 148 minutos dirigido por Shugo Praico, Joey De Guzman e Ian Loreños conectou três épocas distintas — 1775, 2025 e 2050 — através de uma única mitologia focada na entidade demoníaca Malum.

Com uma narrativa ambiciosa que transita entre o horror religioso gótico, o slasher adolescente moderno e uma ação pós-apocalíptica com criaturas, o desfecho do filme deixa perguntas no ar sobre a Linhagem de Sangue e o destino do vilão. Abaixo, detalhamos tudo o que acontece no clímax e o verdadeiro significado da cena pós-créditos.

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Final explicado do filme Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal

Como as três eras de Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal se conectam?

Para compreender o final, é fundamental acompanhar a trajetória de Malum ao longo dos três séculos retratados no filme:

1775 (O Início no Convento)

Durante o período colonial espanhol, um baú ornamentado resgatado de um galeão naufragado é entregue a um convento isolado. Dentro dele habita o demônio Malum, que se alimenta dos desejos e espíritos fracos das freiras para ganhar força. Madre Clara (Carla Abellana) tenta alertar a comunidade sobre a entidade, mas é tratada como louca. Sua irmã mais nova, Hermana Flor (Loisa Andalio), entra no convento para salvá-la. Na noite de um eclipse, Clara se sacrifica para prender temporariamente a criatura no baú usando um prego sagrado, entregando seu crucifixo para Flor (que estava grávida) escapar.

2025 (O Ritual do Culto)

250 anos depois, no baile de máscaras “Heliclipse”, a jovem Faye (Francine Diaz) e seu irmão adotivo Sky (Sassa Gurl) vão ao evento para praticar pequenos furtos ao lado dos pais, Malena (Manilyn Reynes) e Bano (Alex Calleja). O local é invadido por cultistas mascarados que promovem um massacre para oferecer sangue jovem e libertar Malum do baú. Celeste / Callie (Karina Bautista) revela ser integrante do culto. Embora Faye, Malena, Sean (Seth Fedelin) e Ellie / Elle (Fyang Smith) consigam fugir, as vítimas mortas no massacre são transformadas em aswangs (criaturas demoníacas) sob o domínio do recém-libertado Malum.

2050 (A Era Pós-Apocalíptica)

Vinte e cinco anos após o massacre, as Filipinas foram devastadas e tomadas por hordas de aswangs lideradas por Malum. Rosdan (Richard Gutierrez) lidera um grupo de sobreviventes ao lado de seu irmão Riel (Dustin Yu) e de sua tia Malena (Manilyn Reynes). A chegada de Edris (Ivana Alawi), filha de antigos cultistas que fugiu da seita, traz de volta o crucifixo perdido por Malena em 2025 — a mesma relíquia mantida na família desde Clara e Flor em 1775.

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O que acontece no final de Shake, Rattle & Roll: Evil Origins?

A revelação da linhagem de sangue e o sacrifício de Malena

Quando Malena segura o crucifixo trazido por Edris, ela tem uma visão ancestral de Clara e Flor. As antepassadas revelam que a família possui um vínculo espiritual com Malum e que apenas o sangue dessa linhagem direta tem o poder de destruir a entidade.

Logo após a revelação, a casa do grupo é cercada por aswangs. Para garantir que Rosdan, Riel e Edris consigam fugir com vida, Malena toma uma atitude drástica: ela se tranca no apartamento com as criaturas e ateia fogo ao prédio, morrendo no incêndio para atrasar os monstros e entregando o crucifixo a Rosdan.

A batalha final contra Malum e a derrocada dos aswangs

Guiados por Edris, os irmãos Rosdan e Riel confrontam Malum, que agora atinge sua forma física plena — um ser capaz de se teleportar e matar com gestos rápidos. Durante o confronto definitivo, os heróis percebem na prática a propriedade de seu sangue: o toque do sangue da linhagem faz a carne de Malum queimar intensamente.

Ao ver Rosdan sendo sufocado pelo vilão, o jovem Riel faz o sacrifício supremo: ele se atira contra o braço de Malum, deixando que o demônio atravesse seu peito. Imobilizando a entidade com o próprio corpo, Riel se apunhala repetidamente com a mão do vilão, fazendo com que o sangue em suas entranhas queime o braço do demônio e o incinere de dentro para fora.

Aproveitando o momento de dor do monstro, Rosdan banha uma adaga com seu próprio sangue e desfere dois golpes fatais no peito de Malum. Com o golpe, a forma física de Malum se desintegra em cinzas e, instantaneamente, todos os aswangs sob o seu comando caem mortos, libertando o país do domínio da horda.

Shake, Rattle & Roll As Origens do Mal crítica do filme da Netflix 2025
Foto: Netflix / Divulgação

O que significa a cena pós-créditos de Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal?

A cena pós-créditos de Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal tem duração de poucos segundos, mas traz um gancho direto para o futuro da franquia. Nela, a câmera foca no antigo baú de madeira lacrado, quando mãos cobertas de sangue emergem de seu interior.

A explicação para o momento é clara:

O espírito de Malum não foi erradicado

Embora a batalha em 2050 tenha destruído o receptáculo corpóreo do vilão e cessado a praga dos aswangs, a essência demoníaca de Malum retornou à sua prisão ancestral dentro do baú.

A promessa de um novo culto

Assim como aconteceu entre 1775 e 2025, a cena indica que o espírito do demônio continuará sussurrando e atraindo novos seguidores com sede de poder para tentar libertá-lo novamente no futuro.

A busca pelo prego sagrado

O desfecho sugere que, para uma derrota definitiva, sobreviventes como Rosdan e Edris precisarão localizar as ruínas do convento de 1775 para recuperar o prego abençoado utilizado por Madre Clara, o único artefato capaz de selar a entidade para sempre.

O que o Flixlândia achou do filme?

Eu mesmo, Wilson Spiler, assisti ao filme pelo Flixlândia, e posso dizer que Shake, Rattle & Roll: As Origens do Mal, mesmo com oscilações visíveis de ritmo entre os seus capítulos extremidades, é uma experiência divertida, ambiciosa e muito válida para quem busca entretenimento.

A coragem de reinventar a estrutura de uma franquia histórica e o brilho inquestionável do seu segmento central fazem deste longa uma ótima pedida para reunir os amigos e curtir um bom maratona de terror filipino.

Ficha técnica

  • Título Original: Shake, Rattle & Roll: Evil Origins
  • Direção: Shugo Praico (Segmento 1775), Joey De Guzman (Segmento 2025) e Ian Loreños (Segmento 2050)
  • Roteiro: Alex Castor, Noreen Capili, Onay Sales-Camero, Gina Marissa Tagasa-Gil e John Paul Abellera
  • Elenco: Carla Abellana, Janice de Belen, Loisa Andalio, Francine Diaz, Seth Fedelin, Fyang Smith, JM Ibarra, Sassa Gurl, Karina Bautista, Richard Gutierrez, Ivana Alawi, Manilyn Reynes, Dustin Yu, Matt Lozano e Alex Calleja
  • Gênero: Terror / Antologia / Slasher / Pós-Apocalíptico
  • País de Origem: Filipinas
  • Ano de Lançamento: 2025 (Seleção Oficial do MMFF 2025)
  • Duração: 148 minutos
  • Produção e Distribuição: Regal Entertainment / Netflix
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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