It Bem-Vindos a Derry Episódio 6 resenha crítica recap resumo da série HBO Max Flixlândia

[CRÍTICA] ‘It: Bem-Vindos a Derry’ (1×06): em nome do pai, do palhaço e dos monstros de verdade

Foto: Divulgação / HBO
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Depois de dois episódios de tirar o fôlego que finalmente trouxeram Pennywise de volta à ação, It: Bem-Vindos a Derry pisa no freio com seu episódio 6, “Em Nome do Pai”. Não se engane, esta não é uma parada chata. O capítulo é um mergulho profundo nas consequências emocionais do terror, explorando o tema universal e sombrio das relações entre pais e filhos, tudo isso enquanto as fundações podres de Derry racham sob a pressão crescente da Entidade.

Com grandes acertos no drama humano e uma revelação sobre um certo palhaço que pode ser um tanto exagerada, este episódio reestabelece as apostas de uma maneira brutal e muito pessoal, preparando o palco para um final de temporada que promete ser explosivo.

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Sinopse

Após o caos nos túneis de Neibolt House, o episódio 6 dá uma pausa na ação direta para focar nas consequências emocionais e na preparação para o clímax. A trama central gira em torno de pais e filhos. Vemos um confronto doloroso entre Leroy Hanlon e seu filho Will, onde a raiva e o medo pela morte de Pauly levam Leroy a agredir Will, que o acusa de ter sido “contaminado” pela influência de It.

Enquanto isso, Charlotte Hanlon esconde o fugitivo Hank Grogan, pai de Ronnie, no Black Spot, um bar frequentado por aviadores negros, onde os jovens (Will, Ronnie, Rich e Marge) se reúnem, fortalecendo laços em meio ao crescente caos na cidade.

O episódio se aprofunda nos mistérios de Derry com a grande revelação sobre Ingrid Kersh: ela é, na verdade, Periwinkle Gray, a filha do palhaço original, Bob Gray (o Pennywise dançarino humano). Ingrid, que trabalha no Juniper Hill Asylum, está obcecada em se reunir com seu pai e, sob a ilusão de que a Entidade que imita Pennywise é ele, tem usado os pacientes para “alimentá-lo”.

Lilly Bainbridge, isolada dos amigos e apegada ao seu punhal mágico, descobre a verdade sobre Ingrid/Periwinkle e consegue escapar por pouco. O episódio termina com um clímax tenso: uma turba racista, incitada por Clint Bowers, cerca o Black Spot, preparando o palco para o iminente e trágico evento conhecido na mitologia de Stephen King.

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Resenha crítica do episódio 6 de It: Bem-Vindos a Derry

“Em Nome do Pai” é um episódio que, curiosamente, desacelera o ritmo, mas é justamente nessa pausa que ele encontra sua maior força. O foco volta para as dinâmicas humanas sob pressão, provando que a série brilha mais quando se aprofunda no terror psicológico e social que a Entidade de Derry cultiva.

É um acerto e um erro ao mesmo tempo, preparando o terreno para a “Augery” (o ciclo de violência) com algumas das melhores cenas da temporada, ao lado de um plot twist que parece desnecessariamente mastigado.

O poder do terror humano e as consequências pessoais

O episódio é absolutamente brilhante ao explorar o tema central de “pai e filho”, desde o título. O confronto entre Leroy e Will é de cortar o coração. Não é um susto de palhaço, mas o horror de ver um pai amoroso ser corrompido pelo medo e pela necessidade de controle, resultando numa bofetada que é tão chocante quanto qualquer monstro.

A atuação de Blake Cameron James (Will) ao chorar “Isso te pegou também!” é devastadora, e Jovan Adepo (Leroy) entrega a dor de um homem quebrando sob o estresse de tentar proteger a família em um mundo caótico. Esse drama doméstico conecta-se diretamente à força motriz de It: o medo transforma os humanos em armas uns contra os outros.

Outro ponto alto é o diálogo entre Leroy e Dick Hallorann. Enquanto Leroy tenta se agarrar à ordem militar, Dick, bêbado e assombrado, revela que Pennywise abriu sua “caixa de segredos” mental, uma alusão direta a Doutor Sono. Chris Chalk e Adepo elevam a tensão, mostrando a cisão entre o idealismo pragmático de Leroy e o realismo sobrenatural de Dick.

It Bem-Vindos a Derry Episódio 6 resenha crítica recap resumo da série HBO Max 2025 Flixlândia
Foto: Divulgação / HBO

Amizade, romance e a doce coesão dos “Perdedores”

Apesar das brigas iniciais (que, convenhamos, são um clichê meio forçado para separar o grupo, tipo um “truque barato” que o filme de 2017 também usou), a reunião das crianças no Black Spot traz uma dose de ternura necessária.

Os momentos entre Rich e Marge são muito doces e naturais, capturando a essência da amizade infantil à la Stephen King. A determinação de Marge ao enfrentar as Patty-Cakes (e usar seu olho “esquisito” como arma de badass!) é uma virada de personagem super satisfatória. Essa união é o contraponto vital para o terror: as crianças se unem enquanto os adultos se destroem ou sucumbem ao medo.

A cena do Black Spot também é onde o terror social ganha corpo. O bar é um refúgio de alegria e coesão em meio à hostilidade de Derry, e a iminente chegada da turba racista é um lembrete cru de que, para Pennywise, a violência humana é o verdadeiro banquete.

O twist de Periwinkle: exagero ou profundidade?

A revelação de Ingrid Kersh como Periwinkle Gray, a filha do Pennywise humano (Bob Gray), é o elefante na sala. É um plot twist que se arrasta, pois a série vinha dando pistas muito óbvias. Madeleine Stowe faz o possível para ancorar a loucura de Ingrid, que alimenta crianças ao monstro na esperança de “salvar” o pai, mas a ideia de uma “ajudante humana” para It, com sua própria fantasia de palhaço, soa um pouco como fanfic exagerada.

Como muitos sentiram, isso corre o risco de diminuir o “monstro”, transformando-o de uma força cósmica e primordial em algo que precisa de um “lacaio” humano para operar. It funciona melhor como a personificação do mal inerente a Derry, e não como o alvo de uma reunião de família bizarra. No entanto, o flashback em preto e branco de 1935 é visualmente fantástico, e ver Bill Skarsgård como o humano Bob Gray adiciona uma camada de estranheza que pode se pagar nas próximas semanas.

Conclusão

“Em Nome do Pai” é um episódio de transição que acerta em cheio nas suas cenas mais íntimas e dramáticas, especialmente no que tange à falência das figuras paternas e ao racismo crescente em Derry.

Se a série conseguisse equilibrar a excelência do drama Hanlon e o suspense sufocante do Black Spot com um plot sobrenatural menos complicado — dispensando a necessidade de uma “filha do palhaço” — seria perfeito.

O episódio é uma montanha-russa emocional, preparando o terreno para a tragédia inevitável que está por vir, lembrando-nos que o verdadeiro monstro nem sempre usa maquiagem.

Onde assistir à série It: Bem-Vindos a Derry?

Veja o trailer de It: Bem-Vindos a Derry (2025)

YouTube player

Quem está no elenco de It: Bem-Vindos a Derry, da HBO?

  • Mikkal Karim Fidler
  • Bill Skarsgård
  • Joshua Odjick
  • Jack Molloy Legault
  • Amanda Christine
  • Jovan Adepo
  • Clara Stack
  • Miles Ekhardt
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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