Confira a crítica do filme "Nosferatu", terror fantástico de Robert Eggers de 2025 disponível para assistir nos cinemas

‘Nosferatu’ (2025) é uma obra paradoxal

Foto: Divulgação
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Robert Eggers, conhecido por obras de estética marcante como A Bruxa (2015), O Farol (2019) e O Homem do Norte (2022), retorna aos cinemas com sua visão de “Nosferatu” de 2025.

Inspirado no clássico do expressionismo alemão de Friedrich Wilhelm Murnau, Eggers não apenas presta homenagem a um dos maiores ícones do cinema mudo, mas também desafia os limites da recriação histórica e da narrativa visual. Mas, em meio a tanta opulência estética, a pergunta persiste: o que esta nova versão traz de verdadeiramente novo?

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Sinopse de Nosferatu (2025)

Ambientado em 1838, o filme acompanha Thomas Hutter (Nicholas Hoult), um agente imobiliário enviado à Romênia para negociar a venda de uma propriedade ao enigmático Conde Orlok (Bill Skarsgård).

No entanto, o conde é na verdade um vampiro milenar, cujo interesse vai além do contrato: ele deseja Ellen (Lily-Rose Depp), a esposa de Hutter. Enquanto a presença de Orlok traz morte e pestilência à cidade alemã de Wisborg, Ellen trava uma luta interna entre sua vulnerabilidade e a irresistível conexão com o monstruoso vampiro.

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Crítica do filme Nosferatu

Eggers reafirma sua habilidade inigualável para criar atmosferas opressivas e meticulosamente detalhadas. Desde os cenários quase monocromáticos até os figurinos desenhados com precisão histórica, cada elemento visual de “Nosferatu” reflete uma obsessão pela autenticidade que transcende o naturalismo.

A direção de fotografia de Jarin Blaschke explora as sombras e a luz de forma quase expressionista, remetendo diretamente ao clássico de Murnau e criando uma sensação constante de ameaça iminente.

No entanto, a riqueza visual não é acompanhada por um aprofundamento narrativo que justifique a existência deste remake. Embora Bill Skarsgård entregue uma performance imponente e assustadora como Orlok, o roteiro não permite que a relação entre Ellen e o conde atinja as camadas psicológicas ou eróticas exploradas por Coppola em Drácula de Bram Stoker (1992).

A interpretação de Lily-Rose Depp, embora competente, carece da profundidade necessária para equilibrar a dualidade entre vítima e protagonista.

A trilha sonora de Robin Carolan amplifica a tensão e contribui para a imersão no universo sombrio, mas mesmo essa opulência sensorial é incapaz de mascarar a previsibilidade do enredo. Eggers parece mais interessado em recriar o horror gótico de forma visual do que em desconstruí-lo ou reinventá-lo. Nesse sentido, “Nosferatu” é visualmente fascinante, mas narrativamente limitado.

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Conclusão

“Nosferatu” (2025) é uma obra paradoxal. Por um lado, reafirma o talento de Robert Eggers como um dos maiores estilistas visuais do cinema contemporâneo. Por outro, sua abordagem excessivamente reverente ao material original impede que o filme alcance o impacto criativo e emocional de suas versões anteriores.

Ainda assim, para os amantes de cinema e, especialmente, para os admiradores do trabalho de Eggers, esta é uma experiência que merece ser vista na tela grande, onde suas qualidades estéticas podem ser plenamente apreciadas. Contudo, em termos de narrativa e inovação, “Nosferatu” permanece à sombra de seus antecessores.

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Onde assistir ao filme Nosferatu?

O filme está disponível para assistir nos cinemas.

Trailer de Nosferatu (2025)

YouTube player

Elenco do filme Nosferatu

  • Lily-Rose Depp
  • Nicholas Hoult
  • Bill Skarsgård
  • Aaron Taylor-Johnson
  • Willem Dafoe
  • Emma Corrin
  • Ralph Ineson
  • Simon McBurney

Ficha técnica de Nosferatu (2025)

  • Título original: Nosferatu
  • Direção: Robert Eggers
  • Roteiro: Robert Eggers, Henrik Galeen
  • Gênero: terror, suspense, fantasia
  • País: Estados Unidos, Reino Unido, Hungria
  • Duração: 132 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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