O Bad Boy e Eu resenha crítica do filme 2025 Flixlândia (1)

[CRÍTICA] ‘O Bad Boy e Eu’ tem estilo, mas falta emoção

Foto: Diamond Films / Divulgação
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Dirigido por Justin Wu, “O Bad Boy e Eu” chega aos cinemas com o peso de adaptar uma das fanfics mais populares do Wattpad, escrita por Tay Marley. O desafio é grande: transformar um fenômeno digital em um longa que dialogue tanto com fãs quanto com um novo público, preservando a intensidade emocional da obra e, ao mesmo tempo, criando uma linguagem cinematográfica própria. Com Siena Agudong e o influenciador Noah Beck à frente do elenco, o filme aposta na mistura entre romance, dança e conflitos adolescentes para construir seu universo.

Wu conduz o projeto com um olhar claramente voltado para o público jovem, investindo em cores vibrantes, trilha sonora pop e uma estética que remete às produções teen contemporâneas. O roteiro de Crystal Ferreiro e Mary Gulino, no entanto, tenta equilibrar drama e leveza sem se aprofundar em nenhum dos dois caminhos, criando uma obra que frequentemente soa mais calculada do que espontânea. Ainda assim, a adaptação tenta revisitar o espírito da fanfic original, onde encontros inesperados e sentimentos intensos definem a jornada dos protagonistas.

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Sinopse

A história acompanha Dallas Bryan, uma jovem dedicada que inicia seu último ano do Ensino Médio com um único propósito: conquistar uma vaga na escola de dança mais prestigiada do país, em homenagem à mãe. Focada e disciplinada, ela evita distrações típicas da adolescência, convencida de que qualquer desvio de rota pode colocá-la mais distante dos seus sonhos. Tudo segue sob controle até a chegada de Drayton Lahey, o garoto mais popular da escola e capitão do time de futebol americano.

A convivência entre os dois começa entre provocações e olhares desconfiados, mas aos poucos se transforma em algo mais complexo. Enquanto Dallas tenta lidar com as próprias inseguranças e a pressão por excelência, Drayton revela camadas que vão além da fachada de “bad boy” que a escola enxerga. Unidos por suas fragilidades e pela vontade de serem vistos além dos rótulos, ambos descobrem que alguns encontros têm o poder de transformar trajetórias.

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Resenha crítica de O Bad Boy e Eu

Apesar do material de sucesso, O Bad Boy e Eu nunca encontra uma verdadeira identidade narrativa. A direção de Wu tenta dar brilho à história, mas o resultado se aproxima mais de um roteiro adornado do que de uma obra emocionalmente envolvente.

A relação entre Dallas e Drayton, que deveria ser o coração do filme, se apoia excessivamente em expressões ensaiadas e diálogos genéricos, reduzindo a força do romance a um conjunto de gestos previsíveis. A química hesitante entre os protagonistas contribui para esse distanciamento, impedindo que o público mergulhe na paixão que o filme tenta vender.

O Bad Boy e Eu resenha crítica do filme 2025 Flixlândia
Foto: Diamond Films / Divulgação

Tudo muito superficial

No campo dramático, o roteiro oferece conflitos que parecem surgir e desaparecer com rapidez, sem gerar impacto ou evolução significativa. O arco da dança, tão essencial para a motivação de Dallas, surge como pano de fundo decorativo, sem o peso emocional necessário para justificar suas escolhas. Já Drayton, que deveria ter seu passado explorado de forma mais consistente, é apresentado por meio de estereótipos pouco convincentes, limitando a complexidade que seu personagem sugere.

Na esfera técnica, a produção também oscila. A fotografia e a direção de arte seguem à risca a estética saturada de romances adolescentes, mas não a utilizam para reforçar sensações ou aprofundar a atmosfera narrativa. Há beleza visual, mas ela permanece superficial. Isso se soma a uma montagem apressada, que privilegia transições rápidas e impede que alguns momentos tenham espaço para respirar — especialmente os que envolvem dança, que poderiam ser mais orgânicos e expressivos.

Aparência em detrimento da substância

O elenco entrega performances competentes, mas sem brilho. Noah Beck demonstra esforço, mas carece de naturalidade nas cenas que exigem maior intensidade emocional. Siena Agudong, por sua vez, conduz Dallas com firmeza técnica, mas esbarra em um texto que não lhe permite extrair a sensibilidade necessária.

As participações coadjuvantes, incluindo James Van Der Beek, funcionam mais como peças de cenário do que como motores dramáticos, reforçando a sensação de que o filme prioriza aparência em detrimento de substância.

Conclusão

O Bad Boy e Eu tenta unir romance jovem, superação e dança em uma narrativa doce e inspiradora, mas acaba entregando uma experiência irregular. Sua intenção de emocionar está presente, mas a falta de naturalidade nas relações e a superficialidade dos conflitos impedem que a história alcance o potencial sugerido pela obra original.

A adaptação não é desprovida de charme, mas esse charme se dilui na previsibilidade e na sensação constante de artificialidade.

Onde assistir ao filme O Bad Boy e Eu?

O filme estreou nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de O Bad Boy e Eu (2025)

YouTube player

Elenco do filme O Bad Boy e Eu

  • Siena Agudong
  • Noah Beck
  • Drew Ray Tanner
  • James Van Der Beek
  • Deborah Cox
  • Asia Lizardo
  • Jake Foy
  • Kendall Cross
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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