O Cozinheiro Assassino: A História de César Román crítica da série Netflix 2024

‘O Cozinheiro Assassino: A História de César Román’, o indivíduo e as falhas sistêmicas

Foto: Netflix / Divulgação
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A minissérie documental “Cozinhando o Crime: Desvendando a História de César Román” (El Rey del Cachopo), disponível na Netflix, é um estudo aprofundado sobre a figura de César Román, conhecido como o “Rei do Cachopo”, um prato característico da cozinha asturiana.

Este empresário bem-sucedido e dono de restaurante em Madrid escondia um lado sombrio que culminou em um crime horrível contra sua namorada, Heidi Paz. Dirigida por Román Parrado e produzida por Charlie Arnáiz e Alberto Ortega, a série de três episódios promete mergulhar nos detalhes mais íntimos e perturbadores dessa história.

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Sinopse da série O Cozinheiro Assassino: A História de César Román (2024)

César Román, celebrizado na gastronomia de Madrid como “Rei do Cachopo”, é o foco desta docussérie que explora não só sua ascensão no mundo culinário, mas também seu trágico envolvimento no assassinato de Heidi Paz.

Os episódios são produzidos através de entrevistas com conhecidos do casal, imagens de arquivo e reconstituições dramáticas, desenhando um retrato complexo das dinâmicas de poder e controle entre Román e Paz, culminando em seu desaparecimento e morte.

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O Cozinheiro Assassino - A História de César Román crítica da minissérie Netflix 2024
Cena da série “O Cozinheiro Assassino: A História de César Román” (Foto: Netflix / Divulgação)

Crítica de O Cozinheiro Assassino: A História de César Román, da Netflix

“O Cozinheiro Assassino” é meticuloso em sua narrativa, construindo cuidadosamente a persona pública e privada de Román. O documentário não hesita em mergulhar nas profundezas de sua manipulação e da dualidade de seu caráter, evidenciando como sua fachada de sucesso e charme escondia uma natureza calculista e sombria. A série é competente ao manter o espectador engajado, utilizando uma mistura de técnicas narrativas que ampliam a tensão e a urgência da investigação.

Entretanto, a série pode ser criticada por seu potencial sensacionalista. Em meio a um mercado saturado de docusséries sobre crimes reais, “O Cozinheiro Assassino” às vezes se inclina para uma dramatização que pode parecer excessiva, correndo o risco de eclipsar a seriedade do crime em questão com sua estética polida e narrativa envolvente.

Além disso, as constantes interjeições de Román e a inclusão de sua perspectiva podem ser vistas como uma tentativa de equilibrar a narrativa, mas muitas vezes acabam por reforçar a visão do público sobre sua culpabilidade, dada a natureza e o contexto das evidências apresentadas.

Leia críticas de filmes da Netflix

Conclusão

“O Cozinheiro Assassino: A História de César Román” faz um trabalho competente ao trazer luz sobre os aspectos mais obscuros da humanidade, através do caso de Román e Paz. A série desafia os espectadores a refletir sobre a natureza do mal e as relações abusivas.

Embora possa pecar pelo dramatismo em certos momentos, a série se destaca pela sua abordagem detalhada e pela tentativa de oferecer uma visão completa dos eventos que levaram ao trágico destino de Heidi Paz. É uma observação crucial não só sobre um indivíduo, mas também sobre as falhas sistêmicas que às vezes permitem que tais tragédias ocorram.

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Onde assistir à série O Cozinheiro Assassino: A História de César Román (2024)?

“O Cozinheiro Assassino: A História de César Román” está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer da série O Cozinheiro Assassino: A História de César Román

YouTube player

Ficha técnica de O Cozinheiro Assassino: A História de César Román, da Netflix

  • Título original: El Rey del Cachopo
  • Direção: Román Parrado
  • Gênero: documentário, policial
  • País: Espanha
  • Ano: 2024
  • Temporada: 1
  • Episódios: 3
  • Duração: de 46 a 51 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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