O novo universo cinematográfico da DC comandado por James Gunn e Peter Safran começou com o pé direito com o sucesso de Superman (2025), mas o segundo capítulo dessa nova fase está enfrentando uma dura realidade. Supergirl (2026), longa estrelado por Milly Alcock, chegou aos cinemas envolto em expectativas, mas os números de bilheteria e as polêmicas de bastidores já acenderam o sinal vermelho nos corredores da Warner Bros.
Com uma performance bastante abaixo do esperado e quedas vertiginosas em sua segunda semana de exibição, o filme caminha para se tornar uma das maiores dores de cabeça financeiras recentes do estúdio.
Abaixo, detalhamos a performance do filme, o quanto ele precisa fazer para empatar os custos e os atritos que impactaram a obra final.
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Qual foi a bilheteria de estreia de Supergirl (2026)?
O longa enfrentou uma estreia considerada fraca para os padrões de blockbusters de super-heróis. Os números mostram um cenário desanimador:
Abertura global e doméstica
No seu primeiro final de semana, Supergirl arrecadou US$ 62,6 milhões mundialmente (cerca de R$ 324 milhões), com apenas US$ 37,1 milhões vindos da América do Norte. Essa abertura ficou abaixo até mesmo das projeções que já haviam caído para a casa dos US$ 51 milhões a US$ 55 milhões.
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A marca dos US$ 100 milhões
O filme conseguiu ultrapassar a barreira dos US$ 100 milhões (alcançando US$ 100,5 milhões), mas levou 10 dias para atingir essa marca. Para efeito de comparação, Superman (2025) alcançou esse valor em apenas três dias de exibição.
Queda histórica
O pior golpe veio no segundo final de semana em cartaz, quando a bilheteria doméstica sofreu um tombo brutal de 74%, arrecadando míseros US$ 9,6 milhões. Especialistas apontam que a DC Studios pode estar diante de um fracasso comercial comparável a títulos como Morbius e Coringa 2.
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Quanto o filme Supergirl custou e quanto precisa arrecadar para se pagar?
A matemática para filmes de super-heróis é implacável, e os custos de Supergirl foram altíssimos.
Orçamento de produção
As estimativas do custo de produção giram entre US$ 170 milhões e US$ 186 milhões. Inicialmente, corriam rumores de que seria um filme de “baixo orçamento” na casa dos US$ 100 milhões, mas o escopo do projeto se provou bem maior.
Marketing
A Warner investiu pesado na promoção do filme, gastando cerca de US$ 120 milhões apenas em publicidade e distribuição global.
O ponto de equilíbrio
Tradicionalmente, somando custos e a fatia que fica com os donos dos cinemas, o filme precisaria faturar cerca de US$ 375 milhões globalmente para não dar prejuízo
Contudo, fontes internas afirmam que a meta real é um pouco menor, na casa dos US$ 300 milhões a US$ 315 milhões, já que atores menos conhecidos como Milly Alcock e Matthias Schoenaerts não negociaram porcentagens contratuais sobre os lucros da bilheteria.
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Qual a projeção de prejuízo para a DC Studios?
Diante do ritmo atual nas salas de cinema, o cenário é pessimista. Analistas de mercado projetam que Supergirl estacione sua arrecadação global entre US$ 200 milhões e US$ 210 milhões (com cerca de US$ 100 milhões nos Estados Unidos).
Se essa projeção se concretizar, o rombo para a Warner Bros. e para a DC Studios ficará entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões. Em um cenário um pouco menos desastroso, o prejuízo ficaria na faixa de US$ 80 milhões a US$ 85 milhões.
Por que Supergirl 2026 fracassou na bilheteria?
O fracasso não se resume apenas a uma fadiga do público com super-heróis, mas a uma combinação de concorrência esmagadora e problemas criativos.
Atritos nos bastidores e ‘diferenças criativas’
O desenvolvimento de Supergirl foi conturbado. James Gunn e o diretor Craig Gillespie tiveram graves “diferenças criativas” em relação ao tom do filme. O conflito foi tão intenso que o estúdio produziu dois cortes diferentes para as exibições-teste.
A versão do estúdio (que foi para os cinemas) venceu por pouco, alcançando aprovações medianas entre 60 e 70 pontos. A versão do diretor, por sua vez, tinha 11 minutos a mais e expandia as cenas do vilão Krem, interpretado por Schoenaerts. Esse embate resultou em um filme que a crítica considerou apático visualmente e excessivamente dependente de “fórmulas requentadas”.
Falta de apelo e concorrência
Apesar de ser uma personagem icônica, a heroína encontrou dificuldade de arrastar o público médio aos cinemas. Para piorar, Supergirl precisou dividir as salas com gigantes como Homem-Aranha: Um Novo Dia, Moana, Minions & Monstros (ou Toy Story 5 dependendo do mercado), e o épico A Odisseia, do diretor Christopher Nolan.
Curiosidade: o legado heroico no traje
Apesar dos tropeços comerciais, o filme prestou uma bela homenagem aos fãs da “velha guarda”. Em uma ligação emocionante com o passado da DC, a atriz Milly Alcock revelou que a capa do seu traje foi feita com um tecido original que sobrou da clássica capa de Superman, imortalizada nos cinemas pelo eterno Christopher Reeve nas décadas de 70 e 80. Um detalhe que mostra que, apesar dos erros na execução, a intenção de honrar o legado do estúdio estava presente na obra.
Ficha técnica Supergirl
- Direção: Craig Gillespie
- Roteiro: Ana Nogueira
- Elenco Principal: Milly Alcock (Kara Zor-El), Eve Ridley (Ruthye), Matthias Schoenaerts (Krem), David Krumholtz (Zor-El), Emily Beecham (Alura In-Ze) e Jason Momoa (Lobo)
- Estúdio: DC Studios / Warner Bros
















