Supergirl 2026 crítica do filme

‘Supergirl’: o voo de uma alma em busca de si mesma (sem spoilers)

Foto: Divulgação / Warner Bros. Pictures
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O que é mais perigoso do que alguém que perdeu tudo? Ninguém entende isso melhor que Kara Zor-El. Enquanto seu primo achou um novo lar e com ele um propósito na Terra, ela carrega as marcas de um planeta destruído bem diante dela.

Com a direção de Craig Gillespie e a atuação de Milly Alcock, a nova Supergirl não tenta repetir aquela velha história de origem. É intenso, é brutal, é um mergulho no vazio – onde o desejo de justiça se mistura com a sede de vingança.

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Sinopse

Kara Zor-El (Alcock) vivenciou e sobreviveu ao colapso de Krypton, seu planeta natal, aos 14 anos de idade e agora, aos 21, ela ainda sofre com as consequências dessa destruição. Nesse longa, Kara se encontra com Ruthye Marie Knoll (Eve Ridley), uma alienígena com sede de vingança e determinada a acabar com o mercenário Krem (Matthias Schoenaerts), responsável pela morte de seu pai.

No primeiro momento, Kara não quer se envolver e muito menos exercer a figura de algoz, mas Krem resolve atacar alguém próximo da heroína e o jogo muda completamente. Daí em diante uma caçada cósmica começa, a levando para diferentes sistemas solares sem o impacto do sol vermelho e neutralizando os poderes da kryptoniana enquanto ela lida com vários perigos, incluindo tentar escapar do caçador de recompensas Lobo (Jason Momoa) ao lado de Krypto, o Supercão.

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Crítica do filme Supergirl 2026 sem spoilers

O grande trunfo de Supergirl está em sua honestidade narrativa; o filme não tenta esconder a cicatriz que define quem é Kara Zor-El, ele a coloca em primeiro plano. Diferente de Clark Kent, que encontrou na Terra seu lar, Kara é uma sobrevivente traumática. O longa acerta muito mostrando o passado da nossa protagonista em Krypton e depois em uma Argo destruída. Ela não é uma estranha que se adaptou, ela é uma refugiada que jamais esqueceu que seu mundo acabou e que sua família se foi.

É uma bagagem emocional incrível para refletir com a jovem Ruthye. A dinâmica entre as duas é o coração da obra, afinal são duas jovens movidas pelo luto e que acabam seguindo bússolas morais distintas. O que move a trama nada mais é do que a busca por vingança; embora compartilhem a mesma dor, elas buscam curas diferentes — uma através da justiça, outra através da retribuição.

Contudo, a estrutura narrativa em Road Movie, que é muito usada pois se propõe a ser uma jornada épica através do cosmos, acaba se tornando uma faca de dois gumes. Embora o formato ajude a estabelecer a escala da perseguição e seja divertida por ter uma fotografia belíssima, pode incorrer em momentos de “vazio” que prejudicam a fluidez da história, o que no caso acontece em dois momentos aqui: no transporte interplanetário e em um bar intergaláctico. A trilha sonora é impecável, no momento certo, na hora certa e trabalhada com uma sutileza que deixa qualquer um apaixonado.

Atuações

Bom, aqui vamos falar primeiro das positivas e vamos deixar um certo personagem por último.

Milly Alcock: Vinda de uma atuação aclamada como a jovem Rhaenyra Targaryen em A Casa do Dragão, aqui ela se mostra completamente diferente de sua outra personagem: ela é uma sobrevivente que perdeu tudo e está perdida no espaço. Esqueça a Supergirl ensolarada como vimos por exemplo na série da Warner estrelada por Melissa Benoist. É uma atuação madura, técnica e que prova que ela é uma atriz com potencial gigante.

Sua dupla em cena, Eve Ridley, entrega uma atuação equilibrada com o desejo de vingança, mas ainda com fragilidade emocional, afinal ela é uma criança que viu os pais serem assassinados. Ela é o elo para o amadurecimento de Kara.

Matthias Schoenaerts não é um vilão muito memorável, mas entrega o que sua função exige. Sendo brutal, ele constrói um mercenário interessante, mas esquecível.

Chegamos no personagem mais esquecível do filme: Lobo, interpretado por Jason Momoa. Ele só é um ponto negativo porque, infelizmente, está no filme. Não é engraçado, só atrapalha o desenrolar da história principal e, de verdade, eu nem lembrava que ele estava no longa.

Atuação suprema

Agora vamos falar dele, o verdadeiro protagonista, o melhor de todos, o maioral: Krypto. Nosso lindo doguinho rouba as cenas, que são poucas, já que a trama gira em torno de salvar ele, mas quando aparece, ele entrega tudo!

Supergirl 2026 é bom?

Supergirl é um filme com coração que pulsa, um estudo sobre como o luto molda a heroína e como a justiça, quando buscada através do ódio, pode ser uma faca de dois gumes. Uma obra que não está em busca de perfeição, mas da verdade do amadurecimento.

Se você procura um filme de super-heróis que ouse ser um drama sobre perda e redenção, esta é uma jornada necessária, apesar de alguns desvios de percurso.

Onde assistir ao filme da Supergirl 2026

O filme estreia nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer do novo filme da Supergirl

YouTube player

Elenco de Supergirl (2026)

  • Milly Alcock (Kara Zor-El)
  • Eve Ridley (Ruthye Marie Knoll)
  • Matthias Schoenaerts (Krem)
  • Jason Momoa (Lobo)
  • David Corenswet (Superman)
  • Diarmaid Murtagh (Drom Baxton)
  • Ferdinand Kingsley (Elias Knoll)
  • Emily Piggford (Delilah Knoll)

Ficha Técnica: Supergirl 2026

  • Título Original: Supergirl
  • Direção: Craig Gillespie
  • Roteiro: Ana Nogueira (baseado na obra de Tom King e Bilquis Evely)
  • Gênero: Ficção Científica / Drama / Super-herói
  • Estúdio/Distribuição: DC Studios / Warner Bros. Pictures
  • Universo: DCU (Universo DC de James Gunn)
Escrito por
Kako Gobeu

Formada em Direito e futura turismóloga, sou aquela pessoa que vive entre filmes, viagens e esportes. Já estive nos bastidores de eventos do audiovisual e também em eventos automobilísticos adoro estar onde a energia acontece! Curiosa pela natureza, estou sempre buscando novas experiências que misturam minhas paixões e me permitem explorar o mundo de jeitos diferentes.

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