Confira a crítica do filme "The Beach Boys", documentário sobre a banda disponível para assinantes do Disney+.

‘The Beach Boys’ é uma bela celebração da banda

Foto: Disney+ / Divulgação
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A Disney mais uma vez nos presenteia com um documentário que promete mexer com os corações dos fãs da música. Depois do filme dos Beatles, a plataforma traz agora em 2024 uma obra que se concentra na lendária banda The Beach Boys, explorando sua trajetória marcada por altos e baixos.

Dirigido por Frank Marshall e Thom Zimny, o documentário não se limita a glorificar os momentos de glória, mas mergulha profundamente nos problemas e contradições que moldaram o grupo. Em uma viagem que mistura nostalgia, revelações e muita música, o filme nos leva a entender melhor a dualidade entre a imagem pública e a realidade vivida pelos integrantes da banda.

Sinopse do filme The Beach Boys (2024)

O documentário começa em julho de 1976, durante uma apresentação triunfante dos Beach Boys em Anaheim, Califórnia. Nesse momento de glória, enquanto a banda celebra seu ressurgimento com a compilação de sucessos “Endless Summer” e a suposta recuperação de Brian Wilson, observamos um contraste marcante: a face de Brian revela confusão e medo, sugerindo que seu retorno não foi tão pleno quanto se esperava. A partir daí, o filme traça um paralelo entre a imagem idílica vendida ao público e as duras realidades enfrentadas pelos membros da banda, especialmente os irmãos Wilson e seu primo Mike Love.

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Crítica de The Beach Boys, do Disney+

O documentário de Marshall e Zimny vai além do superficial, revelando os bastidores complexos e muitas vezes sombrios da trajetória dos Beach Boys. O filme é eficaz ao destacar a disparidade entre a utopia californiana apresentada em suas músicas e as verdadeiras dificuldades enfrentadas pelos membros da banda. A infância problemática dos irmãos Wilson, marcada por abusos físicos e psicológicos por parte de seu pai, Murry Wilson, é apresentada com honestidade, embora algumas das histórias mais perturbadoras sejam apenas mencionadas de forma sutil.

Brian Wilson, o gênio criativo por trás de muitos dos maiores sucessos da banda, é retratado não apenas como um prodígio musical, mas também como um indivíduo profundamente atormentado. Sua luta contra problemas de saúde mental e abuso de drogas, culminando no abandono do álbum “Smile”, é apresentada de maneira sincera e comovente. As imagens de Brian no estúdio, mostrando sua capacidade de comandar músicos renomados, contrastam com suas fragilidades pessoais, criando um retrato completo de sua complexidade.

No entanto, em sua tentativa de cobrir a vasta história dos Beach Boys, o documentário acaba acelerando demais pelos eventos pós-1976, deixando de explorar mais profundamente o declínio mental de Brian, a morte trágica de Dennis Wilson e a influência controversa do psicólogo Eugene Landy. Essa decisão de focar mais nos aspectos positivos e na música pode deixar os espectadores com uma sensação de que falta algo.

Conclusão

O documentário mostra a relevância dos Beach Boys ainda em 2024. É uma obra essencial para fãs e admiradores da música, passando uma visão equilibrada entre os sucessos e as tragédias da banda. Embora apresente algumas lacunas ao não aprofundar certos aspectos mais sombrios da história, ele compensa ao capturar a essência do que tornou a música do grupo tão especial. As harmonias complexas, a genialidade de Brian Wilson e a resiliência do grupo são celebradas de forma merecida.

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Onde assistir ao documentário The Beach Boys (2024)?

O filme está disponível para assinantes do Disney+.

Trailer do filme The Beach Boys

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Ficha técnica de The Beach Boys (2024)

  • Título original: The Beach Boys
  • Direção: Frank Marshall, Thom Zimny
  • Roteiro: Mark Monroe
  • Gênero: documentário, musical
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 114 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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