Confira a crítica do filme "The Electric State", ficção científica de 2025 com Millie Bobby Brown e Chris Pratt disponível na Netflix

‘The Electric State’, um blockbuster de grande orçamento, mas de pouca substância

Foto: Netflix / Divulgação
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Os Irmãos Russo conquistaram Hollywood com sua ascensão meteórica dentro do Universo Cinematográfico da Marvel, culminando no sucesso estrondoso de Vingadores: Ultimato. Desde então, suas produções pós-Marvel ficaram marcadas por altos orçamentos e estrelas de peso, mas também por resultados artísticos questionáveis.

Agora, em parceria com a Netflix, eles retornam ao gênero sci-fi com o filme “The Electric State”, uma adaptação da graphic novel de Simon Stålenhag. No entanto, a expectativa de um novo clássico do gênero dá lugar a um blockbuster que se contenta em ser apenas mais um longa-metragem de grande escala sem verdadeira identidade.

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Sinopse do filme The Electric State (2025)

Situado em uma realidade alternativa nos anos 1990, “The Electric State” apresenta um mundo onde as máquinas se tornaram conscientes e travaram uma guerra contra os humanos. Embora o conflito tenha sido vencido pela humanidade com a ajuda do magnata Ethan Skate (Stanley Tucci), os robôs sobreviventes foram exilados para uma área desértica conhecida como Zona de Exclusão.

No centro da narrativa está Michelle (Millie Bobby Brown), uma jovem que perdeu sua família e vive desajustada em um lar adotivo. Sua vida muda ao descobrir que um bot é, na verdade, uma materialização mecânica de seu irmão Christopher (Woody Norman), a quem julgava morto.

Determinada a entender o que aconteceu, ela embarca em uma jornada perigosa ao lado do contrabandista Keats (Chris Pratt) e de seu robô parceiro, Herman (Anthony Mackie), enquanto tenta reunir sua família e desvendar os segredos por trás do mundo em que vive.

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Crítica de The Electric State, da Netflix

É inegável que “The Electric State” possui uma produção grandiosa. O design retrofuturista dos robôs é um dos pontos altos, trazendo influências claras da estética dos anos 1950 e 1990 para construir um mundo visualmente intrigante.

No entanto, esse impacto visual é superficial, pois a narrativa não se preocupa em aprofundar os conceitos apresentados. O universo distópico é interessante, mas a história se limita a clichês, sem explorar de fato as consequências do avanço tecnológico e a relação entre humanos e inteligências artificiais.

Protagonistas sem brilho e personagens desperdiçados

Millie Bobby Brown e Chris Pratt possuem química em cena, mas seus personagens seguem arquétipos batidos e previsíveis. Michelle é a jovem rebelde em busca de respostas, enquanto Keats é um contrabandista com bom coração, claramente inspirado em Han Solo. As interações entre eles tentam recriar a dinâmica de Thelma & Louise, mas sem o impacto emocional necessário.

Stanley Tucci, Giancarlo Esposito e Ke Huy Quan são talentosos, mas seus papéis não possuem profundidade suficiente para destacar suas atuações. O maior destaque, ironicamente, está nos robôs, que são os personagens mais carismáticos do filme.

Roteiro previsível e pouca identidade própria

O roteiro, assinado por Christopher Markus e Stephen McFeely (responsáveis por Capitão América: O Soldado Invernal e Ultimato), segue uma estrutura excessivamente formulaica. Ele não assume riscos e se apoia em elementos nostálgicos para atrair o público, mas sem um conceito sólido. A falta de originalidade é um problema sério, pois a história parece um compilado de ideias já exploradas em outras produções de ficção científica.

Se “The Electric State” se propõe a ser apenas um entretenimento leve para o público da Netflix, nesse quesito ele cumpre sua função. O filme tem um ritmo dinâmico, momentos de ação bem coreografados e efeitos visuais de ponta. No entanto, falta-lhe uma alma. Diferente de outras adaptações sci-fi bem-sucedidas, como Blade Runner ou Mad Max: Estrada da Fúria, a produção dos Irmãos Russo não deixa uma marca duradoura no gênero.

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Conclusão

“The Electric State” tinha todos os elementos para ser um grande filme: diretores renomados, um elenco repleto de estrelas e um universo promissor. No entanto, a execução falha em trazer algo realmente novo ou emocionante. O visual caprichado e a presença de robôs carismáticos podem atrair o público casual da Netflix, mas para aqueles que esperavam um sci-fi memorável, o filme acaba sendo apenas mais um exemplar esquecível dentro do gênero.

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Onde assistir ao filme The Electric State?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de The Electric State (2025)

YouTube player

Elenco de The Electric State, da Netflix

  • Millie Bobby Brown
  • Chris Pratt
  • Ke Huy Quan
  • Stanley Tucci
  • Giancarlo Esposito
  • Jason Alexander
  • Woody Norman
  • Woody Harrelson
  • Anthony Mackie
  • Brian Cox
  • Jenny Slate

Ficha técnica do filme The Electric State

  • Título original: The Electric State
  • Direção: Anthony Russo, Joe Russo
  • Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely, Simon Stålenhag
  • Gênero: ficção científica, aventura, ação
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 128 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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