Confira a crítica do filme brasileiro "Vitória", drama baseado em história real com Fernanda Montenegro que estreou em 13 de março de 2025

‘Vitória’: um retrato de coragem e resistência com grande atuação de Fernanda Montenegro

Foto: Sony Pictures / Divulgação
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Baseado em uma história real, “Vitória” é um filme que vai além da simples reconstituição de um caso de justiça. Com direção de Andrucha Waddington e roteiro de Paula Fiúza, o longa explora a luta de uma aposentada contra a criminalidade no Rio de Janeiro, trazendo à tona questões sobre corrupção, segurança e justiça social.

Mas o verdadeiro trunfo da produção é Fernanda Montenegro, que, aos 95 anos, entrega mais uma performance magistral, reafirmando seu status de maior atriz do Brasil.

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Sinopse do filme Vitória

No centro da trama está Nina (Fernanda Montenegro), uma massagista aposentada que vive sozinha em um apartamento em Copacabana. A rotina tranquila da idosa é interrompida quando ela passa a testemunhar, de sua janela, a ação de traficantes e policiais corruptos que controlam o território. Revoltada com a omissão das autoridades, ela decide agir por conta própria e grava as movimentações criminosas com uma filmadora.

O que começa como um gesto de indignação rapidamente se transforma em um ato de coragem extrema. Quando as gravações chegam às mãos do jornalista Flávio Godoy (Alan Rocha), Nina se vê no centro de um esquema de investigação que coloca sua vida em risco. Para se proteger, ela precisa tomar uma decisão drástica: entrar para o Programa de Proteção a Testemunhas e abandonar tudo o que conhece.

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Crítica de Vitória, com Fernanda Montenegro (2025)

Desde o primeiro momento em que aparece em cena, Fernanda Montenegro domina “Vitória” com sua presença inigualável. A atriz transforma Nina em uma mulher de fibra, mas também de fragilidade, um ser humano complexo que carrega nos olhos toda a dor de viver cercada pela violência.

Seu desempenho é repleto de nuances, e há momentos de pura genialidade, como na cena em que recebe uma notícia devastadora e, sem uma lágrima sequer, expressa uma avalanche de sentimentos apenas com um olhar.

Um roteiro que valoriza a narrativa e a personagem principal

Paula Fiúza, com colaboração de Breno Silveira, constrói um roteiro enxuto, mas poderoso. A escolha de acompanhar Nina em seu cotidiano cria uma conexão forte com o público, tornando cada uma de suas decisões mais impactantes.

O texto acerta ao construir Nina como uma personagem tridimensional: não apenas uma vítima da violência urbana, mas uma mulher de forte senso de justiça, que não abaixa a cabeça para desaforos e confronta o sistema mesmo com todas as limitações impostas pela idade e pela estrutura social.

O peso da direção de Andrucha Waddington

A direção de Waddington é competente, mas pouco ousada. Após a morte de Breno Silveira, ele assumiu o projeto e optou por uma abordagem mais tradicional, focada na eficácia narrativa. Isso resulta em um filme tecnicamente correto, mas sem grandes riscos estéticos. No entanto, a boa fotografia e a reconstituição detalhada do Rio de Janeiro de 2005 elevam o realismo da história.

Um dos acertos de Waddington é o uso das locações externas. O filme evita o clichê de retratar apenas as paisagens paradisíacas do Rio de Janeiro e aposta em uma representação mais fiel do cotidiano da cidade, com suas galerias comerciais e ruas movimentadas. Já as cenas no apartamento de Nina são filmadas em estúdio, mas com um realismo impressionante.

O elenco coadjuvante e seus destaques

Se “Vitória” é o filme de Fernanda Montenegro, é justo reconhecer que ela está muito bem acompanhada. Alan Rocha faz um trabalho convincente como o jornalista Flávio Godoy, trazendo a sensibilidade necessária para o papel.

Linn da Quebrada também se destaca com uma participação pequena, mas marcante. Sua personagem, Bibiana, traz momentos de leveza e humanidade ao longa. Já o jovem Thawan Lucas impressiona na pele de Marcinho, um menino de rua que se torna um dos poucos amigos de Nina. Sua trajetória ao longo do filme carrega uma carga dramática inesperada, elevando ainda mais a intensidade da narrativa.

A ‘polêmica’ escalação de Fernanda Montenegro

Um dos pontos polêmicos de “Vitória” é a escalação de Fernanda Montenegro para o papel principal. A história real foi baseada na vida de Joana da Paz, uma mulher negra que passou anos sob proteção após denunciar a quadrilha. No entanto, quando Fernanda foi escalada, a verdadeira identidade de Joana ainda era desconhecida do público.

Essa questão gera debates sobre representação, mas, ao assistir ao filme, é difícil imaginar outra atriz entregando a performance que Fernanda entrega. A escolha pode ser discutida, mas sua atuação irretocável se impõe como o grande trunfo da obra.

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Conclusão

“Vitória” é um filme que emociona, revolta e inspira. A história de uma mulher que decidiu lutar contra o crime por conta própria carrega uma força universal, e a atuação de Fernanda Montenegro torna essa jornada ainda mais impactante. Mesmo com uma direção pouco ousada, o filme brilha na construção de sua protagonista e no realismo da trama.

Não é apenas um filme sobre justiça, mas sobre coragem e sobre o poder da resistência. E, ao final da sessão, fica claro que somos sortudos por ter Fernanda Montenegro para contar essa história.

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Onde assistir ao filme Vitória, com Fernanda Montenegro?

O filme estreou em 13 de março de 2025 nos cinemas.

Trailer de Vitória (2025)

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Elenco do filme brasileiro Vitória

  • Fernanda Montenegro
  • Linn da Quebrada
  • Alan Rocha
  • Sacha Bali
  • Laila Garin
  • Silvio Guindane
  • Jeniffer Dias
  • Thawan Lucas

Ficha técnica de Vitória (2025)

  • Direção: Andrucha Waddington
  • Roteiro: Paula Fiuza, Fábio Gusmão
  • Gênero: drama, policial
  • País: Brasil
  • Duração: 110 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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