the morning show 4 temporada episódio 10 resenha crítica do final Flixlândia

Fim de jogo: ‘The Morning Show’ quita a dívida com um final da 4ª temporada eletrizante

Foto: Divulgação / Apple TV
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Uma temporada de televisão é tipo uma corrida: você precisa largar bem, manter o ritmo e cruzar a linha de chegada com força. A temporada 4 de The Morning Show começou com tudo, perdeu fôlego no meio, e só engrenou de novo no final, nos últimos dois episódios.

Mas, sinceramente? O final, “Violação Consciente” (Episódio 10), foi tão poderoso que a gente até perdoa a barriga que a temporada deu. É o tipo de final que os fãs esperavam e mereciam, amarrando todas as pontas soltas de um jeito dramático e catártico.

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Sinopse

O episódio de encerramento da 4ª temporada cumpre uma promessa assustadora feita lá atrás: Bradley Jackson (Reese Witherspoon) está detida em Belarus há 35 dias, sendo torturada com luzes fortes, música alta e privação de sono para entregar sua fonte no caso Wolf River. A trama foi inspirada em casos reais de jornalistas presos no exterior, mas, segundo a showrunner Charlotte Stoudt, a situação de Bradley até parecia “confortável” em comparação.

Enquanto Bradley resiste bravamente (escrevendo até um “f*ck you” em um bilhete, a guerreira!), a galera nos EUA se mobiliza. A grande jogada envolve Alex Levy (Jennifer Aniston), o pai dela Martin (Jeremy Irons), o ex de Bradley, Cory Ellison (Billy Crudup), e Chip (Mark Duplass). Eles se unem para expor Celine Dumont (Marion Cotillard), a CEO do UBN que estava envolvida em um cover-up e que usou sua influência para manter Bradley presa e calada, tudo para proteger os interesses de sua família.

O clímax acontece quando Alex, aconselhada pelo pai, anuncia uma ação judicial contra Celine, transmitindo o caos ao vivo no UBN. A reviravolta mais satisfatória é orquestrada por Cory: ele finge parar Alex, mas coloca Celine no viva-voz durante a coletiva de imprensa, fazendo com que a CEO, desesperada, ameace ao vivo que Bradley nunca mais voltará para casa se Alex não parar. Com a confissão transmitida, Celine cai, e Alex voa no jatinho de Paul Marks (Jon Hamm) para buscar uma Bradley exausta, mas livre, em uma reunião de tirar o fôlego na pista de Minsk.

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Resenha crítica do final da temporada 4 de The Morning Show

A queda de uma vilã à altura

Celine Dumont foi uma adição de peso, interpretada brilhantemente por Marion Cotillard. Enquanto a 3ª temporada patinou para criar um vilão verdadeiramente maligno em Paul Marks, Celine e a ambição financeira de sua família acertaram em cheio. Ela é o que a 3ª temporada falhou em alcançar com Paul Marks: pessoas absolutamente malignas, leais apenas ao dinheiro.

A queda de Celine é catártica. Depois de uma postura contida a temporada toda, o final permite que a loucura reprimida da personagem venha à tona. O momento em que Cory a engana, gravando sua ameaça ao vivo, é a resolução que a gente esperava de um final de The Morning Show: apostas altas, revolta e um confronto no ar. É um desfecho um pouco exagerado (graças aos iPhones e AirPods!), mas inacreditavelmente satisfatório.

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Foto: Divulgação / Apple TV

O triângulo vicioso: Alex, Cory e Bradley

As relações frágeis e muitas vezes tóxicas são o coração da série, e o final as usa para o bem maior. Cory Ellison estava arrasado e indiferente, mas o flashback sincero com Bradley e a descoberta de que sua própria mãe encobriu a história de Wolf River (para que ele conseguisse o emprego de editor-chefe, o que foi um golpe devastador em seu ego) o faz reavaliar tudo. Ele escolhe o que é certo: a verdade e Bradley.

A cena em que ele engana Celine é uma prova de que, para lutar contra uma adversária como ela, você precisa de um “Cory”. Além disso, o final é um triunfo para a amizade Alex/Bradley. Alex se arrisca (perdendo o emprego e pondo em risco seu envolvimento com o oligarca russo) para trazer a amiga para casa, culminando em um abraço emocionante na pista. É um momento que redime Alex e faz a gente torcer por essa dupla de novo.

O sofrimento de Bradley e a redenção da temporada

A trama da detenção de Bradley em Belarus, inspirada pela realidade, foi o motor que a temporada precisava. A performance de Reese Witherspoon é fantástica e despojada, capturando a exaustão física e mental da tortura por privação de sono. Embora o arco de Bradley ao longo da temporada não tenha sido o mais forte — especialmente após a traição de Claire na 3ª temporada, que torna sua lealdade à fonte do Wolf River um pouco inacreditável — seu sofrimento não é em vão.

A bravura de Bradley expõe o esquema no UBN, e a cena do resgate é pura emoção. Como diz o texto, a gente esquece os passos em falsos da temporada inteira para apenas apreciar o momento da vitória: Bradley Jackson está livre.

Conclusão

Embora a temporada 4 de The Morning Show tenha sido desigual e, por vezes, frustrante, com arcos meio chatos (como o de Wolf River no começo), “Violação Consciente” entregou uma conclusão poderosa e emocionalmente ressonante.

O episódio conseguiu costurar todas as narrativas dispersas, garantindo a punição merecida de Celine Dumont e a liberdade de Bradley Jackson, graças a um esforço conjunto e arriscado do elenco principal. A temporada termina com Alex e Bradley juntas novamente, em um momento de ternura que resgata a essência da série.

Muitas perguntas pairam no ar para a 5ª temporada: quem será o novo CEO (Mia, talvez?), e qual será o próximo grande escândalo (eleições de 2024 ou as Olimpíadas?). Se vou assistir? A resposta é sim, mas com um “cheque-mate” como este, a expectativa está alta.

Onde assistir à série The Morning Show?

Veja o trailer da temporada 4 de The Morning Show (2025)

YouTube player

Elenco de The Morning Show, da Apple TV+

  • Jennifer Aniston
  • Reese Witherspoon
  • Billy Crudup
  • Mark Duplass
  • Karen Pittman
  • Nestor Carbonell
  • Shari Belafonte
  • Hannah Leder
  • Victoria Tate
  • Amber Friendly
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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