A noite desta terça-feira (4) marcou um capítulo inesquecível para o audiovisual brasileiro. Celebrando seu quarto de século, o Prêmio Grande Otelo 2026, popularmente conhecido como o “Oscar brasileiro”, mudou de cenário — deixando a Cidade das Artes, na Barra, para brilhar no imponente Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia.
Com direito a estrelas chegando de VLT Carioca exclusivo até a porta do evento e uma abertura arrepiante com Ney Matogrosso interpretando “O Tempo Não Para”, clássico de Cazuza, a cerimônia consagrou a diversidade e a potência técnica das nossas produções.
O momento mais impactante da noite ocorreu na categoria de Melhor Filme de Ficção. Em um empate inédito nos 25 anos de história do prêmio, o troféu principal foi dividido entre dois gigantes: o drama social Manas, de Marianna Brennand, e o suspense histórico O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.
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O embate dos gigantes: O Agente Secreto e Manas
O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura (que não compareceu por estar fora do país), chegou ao evento como o campeão de indicações, com impressionantes 18 nomeações. O longa, situado no Recife de 1977 sob a ditadura militar, dominou as categorias técnicas e encerrou a noite com 4 estatuetas, faturando também Direção de Fotografia para Evgenia Alexandrova, Direção de Arte para Thales Junqueira e Melhores Efeitos Visuais.
Por outro lado, Manas mostrou sua força nas categorias artísticas e de narrativa. O filme, que retrata a dolorosa e libertadora jornada de uma jovem contra os ciclos de violência na Ilha do Marajó, garantiu 5 troféus no total. Além do prêmio de Melhor Filme, a cineasta Marianna Brennand levou Melhor Direção, o time de roteiristas faturou Roteiro Original, Isabela Monteiro de Castro venceu em Montagem de Ficção e a consagrada Dira Paes levou o prêmio de Atriz Coadjuvante.
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Dira Paes faz história e Alice Carvalho emociona o público
A vitória de Dira Paes como a personagem Aretha em Manas não foi apenas mais um prêmio, mas um marco histórico. Ao subir ao palco, ela se isolou como a mulher mais premiada em categorias de atuação em toda a história do Prêmio Grande Otelo. Com 4 estatuetas no currículo — incluindo as vitórias como Melhor Atriz por À Beira do Caminho (2013), Veneza (2022) e Pureza (2023) — ela deixou para trás ícones como Laura Cardoso e Leandra Leal.
Outro grande momento de emoção foi a vitória de Alice Carvalho como Melhor Atriz em Série de Ficção pela visceral Dinorah Vaqueiro de Cangaço Novo (série original Prime Video). Em seu discurso de agradecimento, a atriz potiguar fez questão de homenagear a importância das produtoras de elenco e relembrou suas origens humildes:
“Queria começar agradecendo a pessoas que são fundamentais para o meu trabalho (…) que são os produtores e produtoras de elenco, os diretores de elenco. Muito importante, porque nos dão uma oportunidade e fazem com que uma menina saia de Parnamirim e venha fazer um seriado como Cangaço Novo, que foi um projeto que absolutamente mudou a minha vida”.
Alice também levou o público às lágrimas ao homenagear a atriz potiguar Titina Medeiros, sua grande amiga e mentora, falecida em janeiro de 2026 vítima de um câncer pancreático:
“Eu só consegui fazer o teste de Cangaço Novo porque Titina Medeiros pagou a gasolina para que eu fosse fazer esse teste. Ela é a minha primeira professora de teatro […] uma das minhas melhores amigas”.
Esta foi a segunda vitória consecutiva de Alice na categoria, tendo sido premiada pelo mesmo papel em 2024. Atualmente, ela se prepara para dar vida à Rainha Marta na cinebiografia da ex-capitã da Seleção Brasileira, prevista para 2027.
Ney Matogrosso brilha no tapete vermelho e nas telas
Embora o prêmio principal tenha sido dividido, o filme que mais vezes fez a plateia vibrar foi Homem com H, a cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho. O longa angariou 6 estatuetas, incluindo o prêmio de Melhor Filme pelo Voto Popular e Melhor Ator para Jesuíta Barbosa, que entregou uma performance brilhante na pele do cantor. Jesuíta desbancou concorrentes de peso como Rodrigo Santoro, Irandhir Santos, Antonio Pitanga, Ary Fontoura e o próprio Wagner Moura.
Nas demais categorias de cinema, Denise Weinberg conquistou seu primeiro prêmio como protagonista ao vencer como Melhor Atriz por O Último Azul, longa de Gabriel Mascaro que também garantiu a Rodrigo Santoro o troféu de Melhor Ator Coadjuvante. A comédia Velhos Bandidos, que traz a lendária Fernanda Montenegro aos 96 anos no elenco, levou o prêmio de Melhor Comédia. Na categoria de documentários, a brilhante cineasta Petra Costa saiu consagrada com Apocalipse nos Trópicos, premiado como Melhor Documentário e Melhor Montagem de Documentário.

Homenagens e tapete vermelho estrelado
A 25ª edição foi apresentada por Marieta Severo e sua filha Silvia Buarque. Logo na abertura, a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, dedicou a noite ao lendário produtor Luiz Carlos Barreto, falecido no final de julho. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, também discursou, anunciando que o prestigiado evento agora faz parte permanente do calendário oficial de eventos da cidade do Rio de Janeiro.
No tapete vermelho, o glamour chamou atenção. Marjorie Estiano fez uma rara aparição acompanhada pelo parceiro Márcio Maranhão Costa, com quem está desde 2022 após se conhecerem nos bastidores de Sob Pressão. Outros casais que roubaram a cena foram Rodrigo Santoro e Mel Fronckowiak, e a cantora Duda Beat com o ator Allan Souza Lima. Camila Pitanga (indicada por Malês) desfilou de braços dados com o pai, o veterano Antônio Pitanga.
Confira a lista completa dos vencedores do Prêmio Grande Otelo 2026
Abaixo, confira todos os laureados da histórica 25ª edição do Prêmio Grande Otelo, conforme dados oficiais divulgados pela Academia Brasileira de Cinema, com os nomes dos vencedores em caixa alta:
Melhor Filme pelo Voto Popular
- HOMEM COM H (dirigido por Esmir Filho) — VENCEDOR (Nota: Categoria de escolha direta do público sem lista de indicados discriminada de forma separada no painel principal).
Melhor Longa-Metragem Ficção
- Homem com H, de Esmir Filho
- MANAS (dirigido por Marianna Brennand) — VENCEDOR (EMPATE)
- O AGENTE SECRETO (dirigido por Kleber Mendonça Filho) — VENCEDOR (EMPATE)
- O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende
- O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Melhor Longa-Metragem Comédia
- Agentes Muito Especiais, de Pedro Antonio
- C.I.C – Central de Inteligência Cearense, de Halder Gomes
- Sexa, de Gloria Pires
- Sonhar com os Leões, de Paolo Marinou-Blanco
- Uma Mulher Sem Filtro, de Arthur Fontes
- VELHOS BANDIDOS (dirigido por Claudio Torres) — VENCEDOR
Melhor Longa-Metragem Documentário
- A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
- APOCALIPSE NOS TRÓPICOS (dirigido por Petra Costa) — VENCEDOR
- Hora do Recreio, de Lucia Murat
- Mambembe, de Fabio Meira
- Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley
Melhor Longa-Metragem Infantil
- Narciso, de Jeferson De
- O DIÁRIO DE PILAR NA AMAZÔNIA (dirigido por Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put) — VENCEDOR
- O Último Episódio, de Maurilio Martins
- Os Dragões, de Gustavo Spolidoro
- Thiago e Ísis e os Biomas do Brasil, de João Amorim
Melhor Longa-Metragem Animação
- Authentic Games no Império Desconectado, de Bruno Murtinho
- Eu e Meu Avô Nihonjin, de Celia Catunda
- Nosso Louco Amor, de Nelson Botter Jr.
- TAINÁ E OS GUARDIÕES DA AMAZÔNIA – EM BUSCA DA FLECHA AZUL (dirigido por Alê Camargo e Jordan Nugem) — VENCEDOR
Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano
- BELÉN (Argentina) — VENCEDOR (EMPATE)
- O Olhar Misterioso do Flamingo (Chile)
- O RISO E A FACA (Portugal) — VENCEDOR (EMPATE)
- Pepe (República Dominicana)
- Um Poeta (Colômbia)
Melhor Direção
- Daniel Rezende — O Filho de Mil Homens
- Esmir Filho — Homem com H
- Gabriel Mascaro — O Último Azul
- Kleber Mendonça Filho — O Agente Secreto
- MARIANNA BRENNAND (por Manas) — VENCEDORA
Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem
- Douglas Soares — Papagaios
- Gloria Pires — Sexa
- Júlia Jordão — Perfeitos Desconhecidos
- Márcia Faria — A Procura de Martina
- RAFAELA CAMELO (por A Natureza das Coisas Invisíveis) — VENCEDORA
Melhor Atriz de Longa-Metragem
- Camila Pitanga — Malês
- Carolina Dieckmann — (Des)controle
- DENISE WEINBERG (por O Último Azul) — VENCEDORA
- Jamilli Correa — Manas
- Tânia Maria — O Agente Secreto
Melhor Ator de Longa-Metragem
- Antonio Pitanga — Malês
- Ary Fontoura — Velhos Bandidos
- Irandhir Santos — Os Enforcados
- JESUÍTA BARBOSA (por Homem com H) — VENCEDOR
- Rodrigo Santoro — O Filho de Mil Homens
- Wagner Moura — O Agente Secreto
Melhor Atriz Coadjuvante de Longa-Metragem
- Alice Carvalho — O Agente Secreto
- Camila Márdila — A Natureza das Coisas Invisíveis
- DIRA PAES (por Manas) — VENCEDORA
- Grace Passô — O Filho de Mil Homens
- Hermila Guedes — O Agente Secreto
Melhor Ator Coadjuvante de Longa-Metragem
- Adanilo — O Último Azul
- Alejandro Claveaux — Ruas da Glória
- Augusto Madeira — Os Enforcados
- Carlos Francisco — O Agente Secreto
- Gabriel Leone — O Agente Secreto
- Robério Diogenes — O Agente Secreto
- RODRIGO SANTORO (por O Último Azul) — VENCEDOR
- Rômulo Braga — Manas
Melhor Roteiro Original
- A Melhor Mãe do Mundo
- Homem com H
- MANAS — VENCEDOR
- O Último Azul
- O Agente Secreto
- A Natureza das Coisas Invisíveis
Melhor Roteiro Adaptado
- Barba Ensopada de Sangue
- Cinco Tipos de Medo
- O FILHO DE MIL HOMENS — VENCEDOR
- A Queda do Céu
- Enterre Seus Mortos
- O Advogado de Deus
Melhor Direção de Fotografia
- Azul Serra, ABC — Homem com H
- Azul Serra, ABC — O Filho de Mil Homens
- EVGENIA ALEXANDROVA (por O Agente Secreto) — VENCEDORA
- Guillermo Garza — O Último Azul
- Pierre de Kerchove — Manas
Melhor Direção de Arte
- Dayse Barreto — O Último Azul
- Dina Salem Levy — Um Lobo Entre os Cisnes
- Marcos Pedroso — Manas
- Thales Junqueira — Homem com H
- THALES JUNQUEIRA (por O Agente Secreto) — VENCEDOR
Melhor Figurino
- GABRIELLA MARRA (por Homem com H) — VENCEDORA
- Gabriella Marra — O Último Azul
- Kika Lopes — Manas
- Manuela Mello — O Filho de Mil Homens
- Rita Azevedo — O Agente Secreto
- Rô Nascimento — Malês
Melhor Maquiagem
- Andrea Tristão — Barba Ensopada de Sangue
- Juliana Bolze — O Último Azul
- Marisa Amenta — O Agente Secreto
- MARTÍN MACÍAS TRUJILLO (por Homem com H) — VENCEDOR
- Martín Macías Trujillo — O Filho de Mil Homens
Melhor Montagem de Ficção
- Bruno Bini — Cinco Tipos de Medo
- Eduardo Serrano e Matheus Farias — O Agente Secreto
- Germano de Oliveira, EDT — Homem com H
- ISABELA MONTEIRO DE CASTRO (por Manas) — VENCEDORA
- Marcelo Junqueira, AMC — O Filho de Mil Homens
Melhor Montagem Documentário
- André Felipe Silva e João Wainer — Zico – O Samurai de Quintino
- Cristina Amaral — Ecos do Teatro Experimental do Negro
- DAVID BARKER, TINA BAZ, NELS BANGERTER, JORDANA BERG, VICTOR MIACIRO E EDUARDO GRIPA (por Apocalipse nos Trópicos) — VENCEDOR
- Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa — Mambembe
- Jordana Berg — Cazuza, Boas Novas
- Oswaldo Santana, AMC — Ritas
Melhor Efeito Visual
- ALEXANDRE BOIRON, LUUK MEIJER E DAVID VAN HEESWIJK (por O Agente Secreto) — VENCEDOR
- Claudio Peralta — O Diário de Pilar na Amazônia
- Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes — O Último Azul
- Juliano Storchi — O Filho de Mil Homens
- Massao Asaga — Homem com H
Melhor Som
- ANA LUIZA PENNA, MARTÍN GRIGNASCHI E ARMANDO TORRES JR. (por Homem com H) — VENCEDOR
- Lia Camargo, ABC, Toco Cerqueira e Alan Zilli, MPSE — O Filho de Mil Homens
- Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar RB e Vincent Sinceretti — O Último Azul
- Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz — O Agente Secreto
- Valéria Ferro, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Reis, ABC e Armando Torres Jr., ABC — Manas
Melhor Trilha Sonora
- André Abujamra e George Nahssen — A Melhor Mãe do Mundo
- Antonio Pinto e Barulhista — Malês
- Fabio Góes — O Filho de Mil Homens
- GUILHERME AMABIS, MARIANA AMABIS E RICA AMABIS (por Homem com H) — VENCEDOR
- Tomaz Alves Souza e Mateus Alves — O Agente Secreto
Melhor Série de Ficção (TV/Streaming)
- Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
- Beleza Fatal
- Cangaço Novo (2ª temporada)
- Emergência Radioativa
- MÁSCARAS DE OXIGÊNIO NÃO CAIRÃO AUTOMATICAMENTE (HBO Max) — VENCEDOR
Melhor Atriz em Série de Ficção
- Adriana Esteves — Os Outros
- ALICE CARVALHO (por Cangaço Novo) — VENCEDORA
- Bruna Linzmeyer — Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
- Camila Pitanga — Beleza Fatal
- Marjorie Estiano — Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
- Thainá Duarte — Cangaço Novo
Melhor Ator em Série de Ficção
- Allan Souza Lima — Cangaço Novo
- Chico Díaz — Os Donos do Jogo
- JOHNNY MASSARO (por Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente) — VENCEDOR
- Johnny Massaro — Emergência Radioativa
- Ravel Andrade — Raul Seixas – Eu Sou
Melhor Série de Documentário (TV/Streaming)
- A Mulher da Casa Abandonada
- CAÇADOR DE MARAJÁS (Boutique Filmes / Waking Up Films) — VENCEDOR
- Cazuza: Além da Música
- Chico Anysio – Um Homem à Procura de um Personagem
- Congonhas: Tragédia Anunciada
- O Testamento: O Segredo de Anita Harley
Melhor Série de Animação (TV/Streaming)
- As Aventuras de Tita
- Esquadrão do Mar Azul (2ª temporada)
- Esse É o Bicho! (2ª temporada)
- Gnaks!
- O Mundo Sem Filtro de Any Malu
- OSMAR, A PRIMEIRA FATIA DO PÃO DE FORMA — 3ª temporada (44 Toons) — VENCEDOR
- Senninha na Pista Maluca (3ª temporada)
Melhor Curta-Metragem Ficção
- AMARELA (dirigido por André Hayato Saito) — VENCEDOR
- Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho
- Boiuna, de Adriana de Faria
- Klaustrofobia, de João Londres
- Peixe Morto, de João Fontenele
- Presépio, de Felipe Bibian
Melhor Curta-Metragem Documentário
- Cartas pela Paz, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
- Conselho, de Alice Riff
- Filme sem Querer, de Lincoln Péricles
- Replika, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
- SEBASTIANA (dirigido por Pedro de Alencar) — VENCEDOR
Melhor Curta-Metragem Animação
- A TRAGÉDIA DO LOBO-GUARÁ (dirigido por Kimberly Palermo) — VENCEDOR
- Como Nasce um Rio, de Luma Flôres
- Mãe da Manhã, de Clara Trevisan
- Safo, de Rosana Urbes
- Seu Vô e a Baleia, de Mariana Elisabetsky
- Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvarez
- Alice Carvalho
- Antônio Pitanga
- Apocalipse nos Trópicos
- Ary Fontoura
- Camila Pitanga
- Cinema
- Cinema Brasileiro
- Denise Weinberg
- Dira Paes
- Fernanda Montenegro
- Filmes
- Gabriel Mascaro
- Homem com H
- Jesuíta Barbosa
- Kleber Mendonça Filho
- Luiz Carlos Barreto
- Manas
- Marieta Severo
- Marjorie Estiano
- Ney Matogrosso
- O Agente Secreto
- Prêmio Grande Otelo
- Prêmio Grande Otelo 2026
- Rodrigo Santoro
- Velhos Bandidos
- Wagner Moura

















