Zico O Samurai de Quintino crítica do documentário filme 2026 - Flixlândia

Crítica | ‘Zico, O Samurai de Quintino’ é um registro histórico indispensável para as novas gerações

Foto: Downtown Filmes / Divulgação
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Zico: O Samurai de Quintino é uma produção documental dirigida por João Wainer que chega aos cinemas nesta quinta-feira (30) como um dos lançamentos de maior expectativa do calendário do cinema brasileiro.

Realizado pela Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, com a colaboração da Globo Filmes e do SporTV, o projeto apresenta um relato detalhado sobre a trajetória de Arthur Antunes Coimbra, o Zico, sendo distribuído nacionalmente pela Downtown Filmes.

O longa-metragem busca registrar o impacto histórico do atleta, atendendo ao interesse do público e dos admiradores que acompanham a carreira do ídolo do Flamengo.

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Sinopse

O documentário narra a jornada de Arthur Antunes Coimbra, o Zico, desde o quintal de sua casa em Quintino até a consagração mundial. Através de um vasto e inédito arquivo pessoal em Super-8 e VHS, o filme revela o homem por trás do ídolo: as superações físicas na juventude, a liderança na era de ouro do Flamengo e a revolução que promoveu no futebol japonês, onde ganhou a alcunha de ‘Samurai’.

Com depoimentos de grandes nomes do esporte e familiares, a obra é um registro sobre disciplina, lealdade e o impacto de um dos maiores camisas 10 da história do futebol.

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Crítica do documentário Zico, O Samurai de Quintino

E elo entre gerações

Zico sempre foi uma figura mítica para mim e isso foi construído com relatos de terceiros, no meu caso, as histórias que foram contadas pelo meu irmão mais velho. O documentário atua como um suporte fundamental ao converter essas narrativas orais em registros visuais concretos, permitindo que as gerações que não acompanharam a trajetória do atleta no período em que ele estava em atividade compreendam sua relevância histórica.

Ao apresentar um acervo detalhado, a obra deixa de ser apenas um relato biográfico para se tornar uma representação da identidade e do entusiasmo que definem a torcida rubro-negra. A produção oferece uma oportunidade de testemunhar a formação de um ídolo cuja importância permanece preservada na memória coletiva do esporte nacional.

Zico O Samurai de Quintino crítica do documentário 2026 - José Carlos Araújo, Daniela Boaventura e Zico_Crédito Peter Wrede - Flixlândia
Foto: Peter Wrede / Divulgação

O lado humano

O documentário mostra amplamente o lado humano do Galinho ao explorar suas raízes em Quintino e a presença fundamental de seu pai, Seu Antunes, na estruturação de seu caráter e no desenvolvimento de sua jornada profissional.

A utilização de um material íntimo, composto por gravações em Super-8 e fitas VHS produzidas pela própria família, permite que o público visualize momentos domésticos e viagens particulares que conferem uma dimensão mais pessoal à figura pública do atleta.

Além desses documentos, a exibição de objetos históricos, como um caderno pessoal onde eram anotados minuciosamente todos os seus gols, evidencia o elevado nível de compromisso e a busca pelo aprimoramento que o acompanharam desde o início de sua carreira no futebol.

A força do coletivo

Para Zico não existia espaço para a individualidade, mas sim para a coletividade. Existia o “nós” antes do “eu”, diretriz que orientou a concepção deste projeto. A narrativa evita o personalismo excessivo para destacar como o apoio mútuo e os laços de amizade foram determinantes em sua caminhada.

Essa percepção é reforçada por depoimentos de figuras como Júnior, Ronaldo Fenômeno e Carlos Alberto Parreira (entre outros nomes), que relatam a capacidade do atleta de elevar o desempenho de seus companheiros de equipe.

Complementando essa visão, o Maracanã é apresentado como um elemento central da história, funcionando como o cenário principal onde se desenrolaram tanto os êxitos quanto os desafios que marcaram a trajetória do jogador e de seu grupo.

O legado no Japão

O atleta não jogou apenas no Flamengo. Sua passagem pelo Japão se tornou a porta de entrada do esporte para o país e marcou a transformação profissional para o futebol local. Através de sua atuação no Kashima Antlers, o brasileiro introduziu novos padrões de disciplina e organização que ajudaram na criação da liga profissional japonesa, o que justifica o apelido de samurai, dado pelos torcedores locais.

O documentário destaca uma curiosidade sobre sua trajetória: o período de vínculo com o futebol japonês, somando as funções de jogador e técnico, totaliza 22 anos, superando as duas décadas de dedicação ao clube carioca. Essa longevidade reforça seu papel como um mentor que estruturou as bases da modalidade no país do Sol Nascente, justificando o reconhecimento e o respeito que recebe naquela nação.

Conclusão: vale a pena ver Zico, O Samurai de Quintino?

Zico: O Samurai de Quintino é um registro histórico indispensável para as novas gerações de torcedores, funcionando como um documento detalhado sobre a importância do atleta para o esporte. A obra permite que os relatos transmitidos por familiares, como as memórias compartilhadas por meu irmão, recebam enfim o suporte visual e a grandiosidade documental que sua trajetória exige.

Ao unir um acervo de imagens inéditas a depoimentos de figuras relevantes, o projeto confere forma concreta a uma admiração que atravessa décadas. Para quem acompanhou o entusiasmo de entes queridos já falecidos pela figura do ídolo, a experiência de assistir à legitimação desse legado em tela grande promove um encerramento marcado pelo respeito e pela compreensão profunda do impacto de Arthur Antunes Coimbra.

Trailer do documentário Zico, O Samurai de Quintino

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Escrito por
Bruno de Oliveira

Sou um apaixonado por filmes, séries e cultura pop em geral. Entre um blockbuster e um filme introspectivo e intimista encontro meu lugar no mundo e me sinto a vontade para viajar seja lá para qual mundo for.

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