Confira a crítica do filme "A Lista da Minha Vida", comédia romântica de 2025 com Sofia Carson disponível para assistir na Netflix

‘A Lista da Minha Vida’ e o reencontro tardio com os sonhos da juventude

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Com direção e roteiro de Adam Brooks, o filme “A Lista da Minha Vida” é a mais nova aposta da Netflix no universo dos dramas românticos voltados ao público jovem-adulto. Baseado no best-seller de Lori Nelson Spielman (A Lista de Brett), o longa busca emocionar ao retratar a trajetória de uma mulher na casa dos trinta que, após a morte da mãe, recebe a missão de cumprir os desejos da adolescência que ficaram para trás.

Estrelado por Sofia Carson, o filme promete mais do que apenas romance: ele fala sobre luto, amadurecimento, família e a coragem de retomar as rédeas da própria vida. Apesar de se apoiar em alguns clichês do gênero, a produção encontra força em suas relações afetivas e nas performances carismáticas do elenco.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme A Lista da Minha Vida (2025)

Em “A Lista da Minha Vida”, Alex Rose (Sofia Carson) se vê diante de um desafio inesperado após a morte de sua mãe Elizabeth (Connie Britton): completar, em um ano, todos os itens de uma lista de desejos escrita quando tinha apenas 13 anos.

Como condição para receber sua herança, cada tarefa concluída libera um novo vídeo gravado pela mãe. A princípio relutante, Alex embarca em uma jornada de reencontro com sua essência — e, sem saber, com a possibilidade de um novo amor, novas amizades e verdades familiares até então ocultas.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Presença’ é o verdadeiro terror moderno

+ ‘Morando com o Crush’ tropeça no roteiro, mas entrega fofura juvenil

+ ‘Tornado: Joplin em Ruínas’: a dor, o caos e a memória de um desastre que marcou uma geração

Crítica de A Lista da Minha Vida, da Netflix

Alex começa sua trajetória em meio à estagnação. Presa a um relacionamento morno com o excêntrico Finn, presa a um emprego que não a realiza e envolta pela sombra dos próprios fracassos, ela aparenta estar confortável — mas o filme revela, com sutileza, que essa zona de conforto é, na verdade, uma prisão. O roteiro acerta ao evidenciar que não é preciso uma grande tragédia para que alguém perca o rumo; às vezes, basta o acúmulo de pequenas desistências silenciosas.

Sofia Carson entrega aqui uma atuação que se equilibra entre o charme de seu histórico com a Disney e a tentativa de amadurecimento como atriz dramática. Embora seu alcance emocional nem sempre atinja profundidades mais complexas, sua Alex convence na vulnerabilidade e conquista o espectador na leveza.

O verdadeiro coração da história: mãe e filha

Por mais que o marketing e o enredo tentem posicionar “A Lista da Minha Vida” como um romance, é na relação entre Alex e Elizabeth que está o coração do longa. Mesmo separadas pela morte, a presença da mãe é constante — e poderosa. Connie Britton, mesmo em aparições breves através de vídeos, carrega sua personagem com uma ternura cativante, conseguindo emocionar em poucos minutos de tela.

A dinâmica entre mãe e filha é onde o roteiro de Adam Brooks se permite respirar, explorar silêncios, mágoas, conselhos e memórias. É como se cada novo DVD representasse não só uma tarefa a cumprir, mas um reencontro possível com aquilo que Alex deixou para trás.

Entre clichês e carisma: o romance e os tropeços do roteiro

É justamente quando o foco se desloca para os interesses amorosos que o filme perde um pouco do brilho. O triângulo amoroso entre Alex, Garrett (Sebastian de Souza) e Brad (Kyle Allen) parece saído de um manual de rom-coms: o pretendente perfeito no papel, o aliado que se revela amor verdadeiro e a inevitável reviravolta emocional. Faltam camadas, especialmente na construção dos conflitos. As quebras de relacionamento surgem de maneira abrupta, e os vínculos, por vezes, soam artificiais.

Ainda assim, Carson e Allen têm química suficiente para tornar o desfecho romântico agradável, mesmo que previsível. Brad, o advogado fofo e levemente sarcástico, funciona como contraponto emocional e ajuda a equilibrar a narrativa entre afeto e propósito.

Mais lista do que jornada? As limitações emocionais do filme

Apesar da premissa tocante, o filme se torna refém de sua própria estrutura. O “checklist” que impulsiona a trama acaba mecanizando a experiência: em vez de descobertas orgânicas, há uma sensação de tarefa cumprida. A cada DVD desbloqueado, há uma nova missão e, com isso, um novo tópico a riscar. Em alguns momentos, essa repetição transforma o longa em uma colagem de cenas agradáveis, porém pouco profundas.

Além disso, o drama pessoal de Alex com a carreira, os irmãos, o pai distante e o reencontro com o ensino são apresentados com potencial, mas não desenvolvidos com o cuidado necessário. São linhas narrativas que, se exploradas com mais tempo (talvez em uma minissérie), teriam muito mais impacto.

Estética, ambientação e nostalgia: o valor da leveza

Visualmente, “A Lista da Minha Vida” entrega uma experiência acolhedora. A ambientação em Nova York, com seus tons quentes e locais reconhecíveis, ajuda a dar autenticidade ao filme. Há também um tom nostálgico — com o uso de DVDs e listas escritas à mão — que reforça o clima de volta às origens. Em tempos de tecnologias e relações aceleradas, o filme opta por um ritmo mais suave, quase terapêutico.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

“A Lista da Minha Vida” é, acima de tudo, um filme sobre recomeços. Pode não reinventar a roda, tampouco fugir dos clichês do gênero, mas compensa suas falhas com carisma, doçura e mensagens que, embora simples, continuam sendo universais: é preciso coragem para crescer, voltar atrás e escolher viver uma vida que faça sentido.

Não é uma obra que vai transformar o cinema contemporâneo, mas é aquele tipo de produção perfeita para uma tarde introspectiva, daquelas em que se precisa de conforto e um lembrete gentil de que nunca é tarde para voltar a sonhar.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

+ Instagram

+ Twitter

+ TikTok

+ YouTube

Onde assistir ao filme A Lista da Minha Vida?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de A Lista da Minha Vida (2025)

YouTube player

Elenco de A Lista da Minha Vida, da Netflix

  • Sofia Carson
  • Kyle Allen
  • Sebastian de Souza
  • Connie Britton
  • José Zúñiga
  • Jordi Mollà
  • Dario Ladani Sanchez
  • Federico Rodriguez
  • Marianne Rendón
  • Michael Rowland
  • Chelsea Frei
  • Luca Padovan
  • Rachel Zeiger-Haag
  • Maria Jung
  • Donnetta Lavinia Grays

Ficha técnica do filme A Lista da Minha Vida

  • Título original: The Life List
  • Direção: Adam Brooks
  • Roteiro: Adam Brooks, Lori Nelson Spielman
  • Gênero: comédia, romance, drama
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 125 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
filme eu e você na toscana de 2026
Críticas

‘Eu & Você na Toscana’ tem romance, paisagens e fórmulas conhecidas

As comédias românticas sempre encontraram força na capacidade de transportar o espectador...

Amor Apocalipse 2025 crítica do filme
Críticas

Comédia romântica ‘Amor Apocalipse’ traduz nossa ansiedade atual

Amor Apocalipse é o sexto longa-metragem dirigido pela cineasta canadense Anne Émond,...

criadas crítica do filme brasileiro de 2026
Críticas

‘Criadas’ desafia os clichês do terror para entregar um retrato perturbador do racismo estrutural

Criadas é o longa-metragem de estreia na ficção da diretora e roteirista...

Hit para Dois crítica do filme 2026
Críticas

‘Hit para Dois’, uma sinfonia agridoce sobre fama e frustração

Quem acompanha a carreira do diretor e roteirista irlandês John Carney já...

O Afinador crítica do filme 2026
Críticas

‘O Afinador’ entrega boa trama e não sai do tom

Duas artes distintas música e cinema tiveram combinações extraordinárias na história. Em...

Cinco da Tarde critica do filme brasileiro 2026
Críticas

Estrelado por atriz de Ainda Estou Aqui, ‘Cinco da Tarde’ entrega drama tocante sobre perda e solidão

O novo longa-metragem do diretor Eduardo Nunes, Cinco da Tarde, chega aos...

As Cores do Mal Preto critica do filme da Netflix 2026
Críticas

Novo suspense da Netflix prova que cidades pequenas escondem os piores segredos

O cinema policial polonês conquistou de vez o seu espaço no catálogo...

Emily Blunt em Dia D de 2026 - crítica do filme com spoilers
Críticas

‘Dia D’ não é uma obra-prima, mas é o resgate perfeito do bom e velho Spielberg (spoilers)

Aos 79 anos de idade, Steven Spielberg prova que ainda domina a...