Olá, caro leitor! Vamos a mais uma produção do cinema francês. Desta vez, a diretora e roteirista Pauline Loquès nos apresenta Nino de Sexta a Segunda (no original, apenas Nino, mas não temos o poder de decidir os títulos em português).
Com um tema que serve de alerta para a geração mais jovem — mais distante do fantasma da AIDS dos anos 80 e, muitas vezes, mais relaxada em relação à vida sexual —, o filme nos remete à importância da conscientização e dos cuidados com a saúde.
Sinopse
Nino (Théodore Pellerin, de Um Ano em Nova York) é um rapaz comum que vive em Paris e, ao retornar ao médico para receber o resultado de exames feitos por conta de um problema na garganta, recebe a notícia de que está com câncer e precisa iniciar o tratamento o quanto antes — já que as chances de cura estão diretamente ligadas ao diagnóstico precoce.
Isso acontece numa sexta-feira em que, abalado com a revelação, Nino acaba perdendo as chaves do apartamento onde mora e fica do lado de fora, esperando o zelador do prédio aparecer. A partir daí, ele é levado a revisitar caminhos, relações e pequenos encontros que redefinem sua jovem vida.
Crítica do filme Nino de Sexta a Segunda
Nino recebe um potinho para coleta de sêmen a ser congelado: como o tratamento que se aproxima pode comprometer sua fertilidade, ele tenta garantir a possibilidade de ter filhos no futuro. Esse passa a ser um de seus objetivos entre sexta e segunda, antes de iniciar a quimioterapia.
Caminhando pelas ruas de Paris, ele encontra numa padaria uma antiga colega de escola de quem mal se lembra: Zoé (Salomé Dewaels, de Ilusões Perdidas), acompanhada do pequeno Solal (Balthazar Billaud).
Como é seu aniversário, Nino liga para a mãe (Jeanne Balibar, de Os Miseráveis) e combina de encontrá-la, sem ter coragem de contar a notícia. Mais tarde, durante um jantar, ele começa a questionar lembranças ligadas ao pai falecido.

Nino acaba dormindo por lá para, no sábado de manhã, voltar ao prédio e ver se o zelador apareceu. Sem conseguir entrar em casa, ele passa o dia esperando, improvisando a própria rotina e chegando ao ponto de tomar banho em chuveiro público.
Convidado para ir, na noite de sábado, à casa do melhor amigo Sofian (William Lebghil, de Le Beau rôle), ele tenta se animar — e é justamente ali que surge uma surpresa (infeliz e feliz ao mesmo tempo). Depois de exagerar na bebida e passar mal, é no domingo, já no dia seguinte à festa, que Nino recebe um apoio vindo da forma mais inesperada, carinhosa e genuína possível. Quem espera um romance tradicional vai se surpreender.
Conclusão: Nino de Sexta a Segunda é bom?
Com um roteiro que quase flerta com o documental ao retratar a vida de alguém que descobre uma doença grave, Nino de Sexta a Segunda alterna momentos de ternura e descoberta — inclusive com novas pessoas (e crianças) que passam a ocupar um lugar afetivo na trajetória de um garoto recém-saído da adolescência.
Pauline Loquès trabalha bem a linguagem: há tomadas à distância, closes precisos e um protagonista com expressões de angústia muito bem colocadas — sem transformar a história em tragédia. O resultado é mais humano do que melodramático: um lembrete de que isso pode acontecer com qualquer pessoa, e que o essencial é aceitar a situação, encarar de frente e poder contar com família e amigos. Théodore Pellerin está muito bem no papel.
Um filme para ser assistido com uma pipoca média.
Onde assistir ao filme Nino de Sexta a Segunda?
O filme estreia nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.
Trailer de Nino de Sexta a Segunda (2026)
Elenco do filme Nino de Sexta a Segunda
- Théodore Pellerin
- William Lebghil
- Salomé Dewaels
- Jeanne Balibar
- Camille Rutherford
- Estelle Meyer
- Victoire Du Bois
- Balthazar Billaud
- Mathieu Amalric
















