Resenha crítica do filme Manga, da Netflix (2025) - Flixlândia

[CRÍTICA] ‘Manga’, o sabor das segundas chances

Romance dinamarquês ambientado na ensolarada Andaluzia fala sobre recomeços e afetos maduros

Foto: Netflix / Divulgação
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Frigiliana, um distrito de Málaga, na Andaluzia, é um pequeno paraíso espanhol com pouco mais de 3 mil habitantes e vista para o Mar Mediterrâneo. Mas este não é um roteiro de turismo — é o cenário encantador de Manga, o novo filme do diretor dinamarquês Mehdi Avaz (Toscana, Uma Bela Vida).

A escolha da locação é inspirada: as paisagens montanhosas e o casario branco com influência árabe tornam-se quase um personagem à parte, irradiando paz e beleza em cada cena.

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Sinopse

Lærke (Josephine Park), gerente de empreendimentos hoteleiros em Copenhague, é convocada por sua chefe Joan (Paprika Steen) para viajar a Málaga e negociar a compra de uma propriedade de Alex (Dar Salim), um produtor de mangas em dificuldades financeiras. O terreno é cobiçado por um grande grupo hoteleiro, e Lærke seria a responsável por fechar o negócio.

O problema é que ela está prestes a sair de férias com a filha Agnes (Josephine Højbjerg). Joan insiste que leve a garota junto, e a viagem inesperada acaba se tornando uma jornada de reencontros e descobertas — não apenas com Alex, mas também com ela mesma. Entre belas paisagens e sabores tropicais, mãe e filha redescobrem laços afetivos e aprendem sobre amor, perdão e prioridades.

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Resenha crítica

Logo ao chegar à propriedade, Lærke e Alex se reencontram — um acaso que logo se transforma em conexão.
O roteiro adota o formato clássico das comédias românticas europeias: provocações leves, humor sutil e uma química crescente entre os protagonistas. Josephine Park se destaca com uma atuação sensível, transmitindo emoção e força com o olhar.

Paralelamente, a jovem Agnes cria uma amizade sincera com Paula (Sara Jiménez), cunhada de Alex e parceira na plantação. Essas duas relações — a da mãe e a da filha — correm em paralelo, explorando de maneiras diferentes a busca por pertencimento e a vontade de começar de novo.

Visualmente, o filme é um deleite. A fotografia é ensolarada, natural e cheia de vida. As ruas estreitas, os telhados brancos e os campos de manga contrastam com a vida acelerada de Copenhague, reforçando o tema central: às vezes, é preciso se afastar para enxergar o que realmente importa.

crítica do filme Manga, da Netflix (2025) - Flixlândia
Foto: Netflix / Divulgação

Conclusão

Com um roteiro simples e tranquilo, Mehdi Avaz conduz uma história sobre recomeços, reconciliação e amadurecimento emocional. A relação entre mãe e filha é retratada com delicadeza e momentos de verdadeira ternura. Há também espaço para reflexões sutis sobre diferenças culturais e emocionais — especialmente quando comparamos a racionalidade dinamarquesa com a intensidade latina.

Manga é leve, colorido e reconfortante. Pode não ser um grande drama, mas é daqueles filmes que fazem bem à alma, lembrando que a vida nem sempre precisa de grandes reviravoltas para ser bela. 🍿 Uma boa pedida para o fim de tarde — com pipoca média e um sorriso no rosto.

Onde assistir ao filme Manga?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Manga (2025)

YouTube player

Elenco de Manga, da Netflix

  • Josephine Park
  • Dar Salim
  • Josephine Chavarria Højbjerg
  • Sara Jiménez
  • Anders W. Berthelsen
  • Paprika Steen
  • Sebastian Jessen
  • Lise Baastrup
  • Ninton Sánchez
  • Jacob Jørgsholm
Escrito por
Cleon

Cleon (pseudônimo de Antonio Filho) é da área de TI, mas vive com a cabeça nas estrelas. Trocou linhas de código por linhas de roteiro — e escreve sobre séries e filmes como quem decifra algoritmos de emoção humana.

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