O Tesouro de Sarah crítica do filme do Prime Video 2025 - Flixlândia (1)

Crítica | Atuações brilhantes salvam roteiro irregular de ‘O Tesouro de Sarah’

Foto: Divulgação
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Sempre tem algo inegavelmente poderoso em ver uma parte esquecida da história ganhar vida na tela grande, especialmente quando se trata de uma trajetória de superação. Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme O Tesouro de Sarah (título original Sarah’s Oil) chega para resgatar a incrível história real de uma das primeiras mulheres negras a se tornar milionária nos Estados Unidos.

A obra traz uma mensagem forte sobre resiliência, família e fé, tentando equilibrar o formato de um drama inspirador com uma baita aula de história. Mas será que a execução faz jus ao peso dessa narrativa incrível?

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Sinopse

A trama se passa no início dos anos 1900 e acompanha a jovem Sarah Rector, uma garota afro-americana de apenas 11 anos que vive no Território Indígena de Oklahoma. Após receber um pedaço de terra considerado árido e sem valor, Sarah mantém a convicção de que há petróleo debaixo daquele solo.

Quando a sua intuição se confirma, ela de repente se vê milionária e se torna alvo da ganância de exploradores e oportunistas. Para proteger a sua fortuna e manter o controle de suas terras, a garota precisa se apoiar na sua fé, na união da sua família e na ajuda de perfuradores independentes do Texas.

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Crítica do filme O Tesouro de Sarah

O coração do filme: as atuações

Onde O Tesouro de Sarah realmente brilha é no talento do seu elenco. A jovem Naya Desir-Johnson, que faz a sua estreia nas telonas, carrega o filme com uma mistura perfeita de inocência, inteligência e uma determinação destemida.

A química familiar também é um ponto altíssimo, muito por conta de Sonequa Martin-Green e Kenric Green, que interpretam os pais de Sarah. O fato de eles serem casados na vida real há quinze anos trouxe uma naturalidade e um peso emocional palpável para as telas, ancorando a história e mostrando a força de uma família unida sem precisar apelar para dramas desnecessários.

Do lado dos coadjuvantes, Garret Dillahunt entrega um antagonista excelente, sendo tão bom em ser ruim que até deixa um gostinho de quero mais, enquanto Zachary Levi acaba surpreendendo e entregando uma performance mais sólida do que se poderia esperar.

O Tesouro de Sarah 2025 crítica do filme do Prime Video - Flixlândia
Foto: Divulgação

Entre a inspiração e os tropeços de ritmo

Apesar do tom alto-astral e inspirador que agrada bastante ao público de filmes baseados na fé, o roteiro tem as suas escorregadas. A narrativa às vezes parece um pouco picotada, sofrendo com problemas de ritmo e deixando algumas tramas secundárias mal resolvidas.

O clímax do filme, que tinha tudo para ser uma explosão de emoção, acaba soando um pouco anticlimático. Para uma história tão grandiosa sobre uma das crianças mais ricas da história americana, o roteiro parece ficar “sem combustível” em alguns momentos.

O clichê do “salvador branco”

Outro ponto que incomoda um pouco é o tom adotado na resolução de certos conflitos. Embora o filme celebre a resiliência negra contra o preconceito e a injustiça da época, ele não consegue escapar da velha mania de Hollywood de usar a figura do “salvador branco”.

Em vários momentos cruciais, a narrativa se apoia em personagens brancos — como um homem bondoso que a ajuda a gerenciar a propriedade — para explicar a trama ou “salvar o dia”. Mesmo que isso tenha algum embasamento histórico, na tela acaba tirando um pouco do protagonismo e da radicalidade que a história de Sarah Rector naturalmente possui.

Visual e ambientação agradáveis

Visualmente, a produção entrega exatamente o que propõe. Filmado principalmente em Oklahoma, o design de produção e a fotografia acertam em cheio ao recriar o início do século XX sem deixar a obra com cara de “museu empoeirado”.

A câmera captura a beleza e o isolamento das paisagens do meio-oeste americano, dando uma sensação tátil e realista que ajuda a nos transportar direto para a época. O set de filmagem teve todo um cuidado para manter um ambiente seguro e respeitoso ao gravar as cenas emocionalmente pesadas de racismo, protegendo a atriz principal.

Conclusão: vale a pena assistir O Tesouro de Sarah?

Apesar dos seus defeitos de roteiro e de cair em alguns clichês hollywoodianos, O Tesouro de Sarah tem o coração no lugar certo e é um esforço genuíno e bem-intencionado de jogar luz sobre uma figura histórica incrível que muita gente desconhece.

As performances espetaculares, especialmente da estreante Naya Desir-Johnson e do casal Martin-Green, seguram a onda e garantem que o filme valha a viagem até o cinema ou o play no streaming.

No fim das contas, você pode até não achar o filme perfeito, mas sair de lá conhecendo a coragem e a resiliência de Sarah Rector já é, por si só, uma grande vitória.

Onde assistir ao filme O Tesouro de Sarah?

Trailer de O Tesouro de Sarah (2025)

YouTube player

Elenco do filme O Tesouro de Sarah

  • Naya Desir-Johnson
  • Zachary Levi
  • Sonequa Martin-Green
  • Kenric Green
  • Garret Dillahunt
  • Mel Rodriguez
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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