Os Testamentos Das Filhas de Gilead crítica episódio 6 da série do Disney+ - Flixlândia (1)

Crítica | ‘Os Testamentos: Das Filhas de Gilead’: episódio 6 muda tudo o que sabemos sobre a Tia Lydia

Foto: Disney+ / Divulgação
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Se você acompanhou todo esse universo até aqui, com certeza já passou muita raiva com a Tia Lydia, mas no fundo sempre quis saber o que passa na cabeça dela, né? O sexto episódio da primeira temporada de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead (The Testaments) finalmente nos dá esse presente: um mergulho profundo e chocante no passado e nas motivações dessa personagem tão icônica.

Longe de ser apenas mais um episódio de transição, ele entrega as respostas que os fãs estavam esperando há anos, misturando o terror psicológico das origens de Gilead com um presente cheio de tensões e revelações de cair o queixo.

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Sinopse

O episódio constrói sua narrativa dividida em duas linhas do tempo. No presente, estamos no tenso “Dia das Candidatas”, o momento em que as Tias decidem o futuro das garotas do grupo Verde, arranjando casamentos com os Comandantes de Gilead.

Enquanto Agnes corre por fora tentando garantir seu casamento com o recém-promovido Comandante Garth, no passado somos jogados para o momento exato em que o governo norte-americano caiu num golpe dos Filhos de Jacó. Guiados pela narração de Tia Lydia, vemos os dias aterrorizantes em que ela e sua então colega de profissão, Vivian (a futura Tia Vidala), foram presas num estádio com centenas de outras mulheres, precisando tomar decisões brutais simplesmente para continuar respirando.

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Crítica do episódio 6 de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead

O estádio e o preço da sobrevivência

A atmosfera de terror construída nas cenas do passado é sufocante e absurdamente imersiva. Ver as mulheres que eram consideradas “pecadoras” sendo executadas sumariamente no meio de uma quadra de tênis é daquelas coisas que dão um nó no estômago da gente.

O brilhantismo do episódio, impulsionado por uma atuação gigantesca de Ann Dowd, é nos mostrar que Lydia não nasceu um monstro. Como ela mesma reflete, a vontade de manter seus ideais acabou perdendo a briga para o instinto básico de sobrevivência. Ela percebeu que a única forma de não morrer era se adaptando a esse novo mundo opressor, e foi ela mesma quem sugeriu ao Comandante Judd a ideia de que as mulheres deveriam treinar e disciplinar outras mulheres, criando ali a base das Tias.

Os Testamentos Das Filhas de Gilead crítica 6 episódio da série do Disney+ - Flixlândia (1)
Foto: Disney+ / Divulgação

A origem da inimizade com Vidala

Sabe aquela tensão bizarra e os olhares atravessados entre Lydia e Vidala que a gente via desde o início? O motivo finalmente veio à tona e é genial. Para provar sua lealdade e sobreviver, o Comandante Judd deu uma arma para Lydia e mandou que ela matasse uma das prisioneiras no estádio. A prisioneira era ninguém menos que Vivian, sua colega de escola e futura Tia Vidala.

Lydia apertou o gatilho sem hesitar, provando que faria qualquer coisa para viver, mas por ironia cruel, a arma estava descarregada. Ninguém consegue relaxar sabendo que trabalha todos os dias ao lado da mulher que literalmente puxou o gatilho contra sua cabeça, o que justifica perfeitamente o ressentimento profundo de Vidala no presente.

Traumas apagados e a nova geração

No presente, a trama consegue acompanhar o peso do passado sem perder o fôlego. Achei muito triste a parte da Agnes (que, pra quem não lembra, é a Hannah, filha de June e Luke) não conseguir se lembrar de absolutamente nada sobre seus pais biológicos ou de sua vida antes de Gilead.

Os criadores da série explicaram que trouxeram essa abordagem baseados em pesquisas reais sobre traumas extremos na infância, e até sugerem a possibilidade bem sombria de que Gilead tenha drogado essas crianças por anos para apagar suas memórias. Além disso, ver a empolgada Hulda sendo forçada a escolher um castigo violento – mãos amarradas e chicotadas – para sua colega Shunammite só escancara como o ciclo de opressão obriga as meninas a participarem do próprio sofrimento.

O ponto de virada: a infiltração

O episódio guarda o melhor para o final. A grande reviravolta é descobrir que Tia Lydia está, na verdade, fazendo um jogo de xadrez de longuíssimo prazo. Em um cofre escondido atrás de uma tapeçaria, ela guarda um diário secreto onde documenta minunciosamente cada crime cometido pelos Comandantes.

O objetivo dela? Usar isso para derrubar os homens no poder e implodir Gilead por dentro. Isso não apaga as coisas horríveis que ela fez, mas adiciona uma camada de complexidade incrível. Ela veste a máscara da carrasca brutal apenas para proteger a si mesma e, talvez, as próprias garotas da escola.

Conclusão

Em resumo, o episódio 6 é de longe um dos melhores e mais importantes episódios de Os Testamentos até o momento. Em vez de simplesmente nos dar respostas fáceis ou tentar perdoar as atrocidades cometidas por Tia Lydia, a série a humaniza ao colocar o espectador no centro do trauma que a formou.

O roteiro conecta o passado ao presente de uma forma muito natural, nos deixando ansiosos não só para saber com quem Agnes vai acabar casando, mas principalmente para ver como o plano secreto e ardiloso de Lydia vai se desenrolar. A partir de agora, é impossível olhar para ela do mesmo jeito!

Leia mais:

Onde assistir à série Os Testamentos: Das Filhas de Gilead?

Trailer da série Os Testamentos: Das Filhas de Gilead

YouTube player

Elenco de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, do Disney+

  • Ann Dowd
  • Chase Infiniti
  • Lucy Halliday
  • Mabel Li
  • Amy Seimetz
  • Brad Alexander
  • Rowan Blanchard
  • Mattea Conforti
  • Zarrin Darnell-Martin
  • Eva Foote
  • Isolde Ardies
  • Shechinah Mpumlwana
  • Birva Pandya
  • Kira Guloien
  • Elisabeth Moss
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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