Rustin crítica do filme da Netflix 2023

Foto: Netflix / Divulgação

Dirigido por George C. Wolfe (“A Voz Suprema do Blues”), chega ao catálogo da Netflix o aguardado “Rustin”, filme estrelado por Colman Domingo e Chris Rock sobre o ativista Bayard Rustin, que ajudou a mudar o curso da história dos Direitos Civis ao orquestrar a Marcha sobre Washington em 1963.

Leia também

‘Amor em Águas Turvas’, uma boa comédia romântica japonesa

‘Forever’: uma crônica sobre amadurecimento e amizade

‘O Assassino’ é mais uma aula de David Fincher

Sinopse do filme Rustin

A trama concentra-se principalmente na organização da Marcha de 1963, relegando outros aspectos da vida de Rustin, como sua vida romântica, a meras insinuações. Ele desafiou as autoridades e nunca se desculpou por sua identidade, por seus ideais ou por quem desejava, e não recuou, fazendo história, mas também sendo esquecido.

Vale a pena assistir Rustin na Netflix?

A cinebiografia escrita por Julian Breece e Dustin Lance Black busca reivindicar e celebrar Bayard Rustin, resgatando-o da obscuridade histórica. Concentrando-se no período que antecede a Marcha em Washington, o filme explora a riqueza da história do ativista, desde sua postura pacifista até seu papel como organizador incansável. A trama revela um homem que desafiou convenções e leis, contribuindo para um momento definidor dos direitos civis nos EUA.

Na proeminência de sua carreira, Colman Domingo, no papel-título, empresta uma energia cativante a cada palavra e gesto, tornando-se a força propulsora do filme. Rustin, o ativista gay pelos direitos civis, conselheiro de Martin Luther King Jr., e organizador da histórica marcha, emerge das sombras da história, guiando-nos por sua jornada multifacetada. Sua atuação envolvente transcende a narrativa muitas vezes fragmentada, tornando-se a espinha dorsal da experiência cinematográfica.

O elenco de apoio, incluindo Aml Ameen, Jeffrey Wright e Chris Rock, contribui para a construção do mundo ao redor de Rustin, embora alguns personagens pareçam subdesenvolvidos e suas interações careçam de uma exploração mais completa. A miscelânea de relacionamentos do protagonista, incluindo sua luta contra a homofobia interna dentro do movimento, é apenas superficialmente explorada, deixando lacunas na compreensão total do homem por trás do ícone.

Pouco aprofundamento

No entanto, apesar dos esforços admiráveis, “Rustin” enfrenta desafios narrativos que impedem um aprofundamento de sua rica vida. A trama, muitas vezes, cai sob o peso da personalidade central e da monumental história condensada em menos de duas horas. A luta para dar justiça ao legado de Rustin resulta em uma narrativa que, por vezes, parece um espetáculo solo em vez de uma experiência coletiva.

Não obstante suas limitações, “Rustin” consegue capturar a atmosfera da época, com imagens de protestos e tensões raciais, e ressoa emocionalmente com imagens de pessoas unidas por uma causa nobre, destacando o otimismo da época contrastado com os desafios atuais. As falhas narrativas são atenuadas pela entrega apaixonada de Colman Domingo. Assim, o filme serve como um convite para explorar mais sobre esse herói muitas vezes esquecido, desencadeando uma reflexão sobre o ativismo, a igualdade e a persistência na busca pela justiça.

Onde assistir ao filme Rustin (2023)?

O filme “Rustin” estreou nesta sexta-feira, dia 17 de novembro de 2023, no catálogo da Netflix.

Trailer do filme Rustin, da Netflix (2023)

Rustin: elenco do filme da Netflix (2023)

  • Colman Domingo
  • Chris Rock
  • Glynn Turman
  • Audra McDonald
  • Aml Ameen
  • Gus Halper

Ficha técnica do filme Rustin, da Netflix (2023)

  • Título original do filme: Rustin
  • Direção: George C. Wolfe
  • Roteiro: Julian Breece, Dustin Lance Black
  • Gênero: drama
  • País: Estados Unidos
  • Ano: 2023
  • Duração: 108 minutos
  • Classificação: 14 anos

Sobre o autor

5 thoughts on “‘Rustin’ é um convite para a reflexão sobre um herói esquecido

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *