Confira a crítica da versão em 4K do filme "Cidade dos Sonhos" (2001), que estreia em 17 de abril de 2025 nos cinemas.

‘Cidade dos Sonhos’ continua brilhante mesmo um quarto de século depois (e agora em 4K)

Foto: Divulgação
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Se na data do seu lançamento original, “Cidade dos Sonhos”, o noir surrealista de David Lynch, já era objeto de discussões, amores, ódios e dúvidas, quase um quarto de século depois o enigmático filme continua da mesma maneira: capaz de colocar um imenso “o que acabei de ver?” na mente de qualquer espectador que se aventura por seus plots inexplicáveis.

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Sinopse do filme Cidade dos Sonhos em 4K

Em “Cidade dos Sonhos”, uma jovem atriz viaja para Hollywood e se vê emaranhada numa intriga secreta com uma mulher que escapou por pouco de ser assassinada, e que agora se encontra com amnésia devido a um acidente de carro. Seu mundo se torna um pesadelo e surreal.

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Crítica de Cidade dos Sonhos (2001)

Antes de mais nada, sim, vale a pena ver (ou rever?) a obra relançada em 4k agora em abril? A história, para quem chegou agora, acompanha a aspirante a estrela de Hollywood Betty (Naomi Watts, no papel que a lançaria ao estrelato), que ao chegar à Los Angeles encontra na residência da sua tia a estranha Rita (Laura Harring), que não lembra de nada anterior ao acidente de carro que abre o filme.

As duas unem forças, e ao mesmo tempo que Betty persegue o seu sonho de tornar-se uma estrela, ajuda Rita a encontrar respostas. Respostas essas que são deliberadamente negadas aos espectadores, que pulam de um caos narrativo para outro.

Gângsters da indústria cinematográfica sem relações mas com interesses, MacGuffins que travam a história ao invés de avançá-la, personagem que aparecem e somem: todos esses recursos jogados na tela como se um pintor abstrato resolvesse escrever um roteiro.

A mente genial de David Lynch

Respondendo à pergunta no início do tópico: sim, vale a pena assistir “Cidade dos Sonhos” nos cinemas, ainda mais agora em 4K, onde a qualidade de imagem se une à da obra de 2011.

A intenção de Lynch, se é que alguém pode ter a presunção de achar que entende o que se passa na mente do diretor, é jogar sua história e amarrar a atenção de quem assiste, fazendo o cinéfilo criar laços com os personagens, e de repente, jogar tudo para o alto, numa sopa semiótica e narrativa de deixar confusa até a pessoa mais atenta na audiência. 

Porém, por mais difícil que seja para as novas audiências acreditarem, o exercício de Lynch, que na época já era conhecido por Veludo Azul e Twin Peaks, duas obra  de seu noir surrealista no fim do milênio passado recheados de mistérios e absurdos, conquistou mais fãs que detratores, nos quais me incluo.

Destaca-se também os outros aspectos do longa além da intrincada história: o domínio dos enquadramentos, os diálogos e a trilha não-diegética são parte do pacote hipnotizante do diretor. 

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Conclusão

“Cidade dos Sonhos” é um filme confuso propositalmente, e cai na velha frase do “ser sentido, e não entendido”. Porém, mesmo com quase 25 anos após seu lançamento, continua fascinante, e prende você na cadeira até o final. Ainda mais agora na qualidade 4K.

Você continuará pensando nele muito tempo depois de o ter visto, ao contrário de muitos longas contemporâneos. E se possa dar um conselho: fuja de vídeos de “final explicado” nas redes sociais, ele será muito melhor saboreado deste jeito.

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Onde assistir à versão 2025 de Cidade dos Sonhos?

O filme estreia no dia 17 de abril de 2025 nos cinemas.

Trailer de Cidade dos Sonhos (2001)

YouTube player

Elenco do filme Cidade dos Sonhos (4K)

  • Naomi Watts
  • Laura Harring
  • Justin Theroux
  • Jeanne Bates
  • Dan Birnbaum
  • Randall Wulff
  • Robert Forster
  • Brent Briscoe

Ficha técnica de Cidade dos Sonhos (2001)

  • Título original: Mulholland Drive
  • Direção: David Lynch
  • Roteiro: David Lynch
  • Gênero: drama, suspense
  • País: França, Estados Unidos
  • Duração: 147 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Marcelo Fernandes

Jornalista, músico diletante, produtor cultural e fã de guitarras distorcidas e bandas obscuras.

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