Salvo do engavetamento, ‘Coyote vs. Acme’ prova que merecia chegar aos cinemas

Foto: Paris Filmes / Divulgação
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Coyote vs. Acme, que estreia nesta quinta-feira (27), exclusivamente nos cinemas, é uma comédia jurídica em live-action e animação dirigida por Dave Green (As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras), com história concebida por James Gunn (Superman), Samy Burch (Segredos de um Escândalo) e Jeremy Slater (Mortal Kombat 2).

O longa acompanha a disputa judicial do Wile E. Coiote contra a fabricante de seus equipamentos e combina atuações humanas com personagens ilustrados, trazendo nomes como Will Forte (Corram que o Agente Voltou) e John Cena (Pacificador) no elenco. A produção se destaca pelo uso do humor físico tradicional dos desenhos animados e pela abordagem satírica sobre grandes corporações.

Após todos os produtos da marca Acme falharem sistematicamente em suas tentativas de capturar o Papa-Léguas, Wile E. Coiote decide contratar Kevin Avery (Will Forte), um advogado humano sem sorte para processar a corporação Acme por danos pessoais e materiais. A disputa judicial coloca a dupla contra o intimidador advogado da empresa, Buddy Crane (John Cena), desencadeando um confronto nos tribunais que coloca em jogo a própria existência do Coiote e o império da megacorporação.

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Premissa e nostalgia

Um dos meus personagens favoritos da infância finalmente ganha o centro das atenções em um longa próprio, apoiado na ideia criativa de fazê-lo processar a fabricante dos equipamentos responsáveis por suas sucessivas tragédias.

Essa abordagem bem-humorada se estabelece logo no início da projeção, que utiliza o letreiro de abertura para brincar com o espectador ao afirmar que a história é baseada em fatos reais. Com essa premissa simples e eficiente, o roteiro consegue transformar uma piada recorrente dos desenhos clássicos em um ponto de partida promissor para a condução da trama.

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Bastidores complicados

A chegada da produção aos cinemas traz um sentimento de alívio após a controvérsia sobre seu cancelamento por motivos fiscais, mostrando que a mobilização do público e dos profissionais do setor para exigir sua exibição era justa, já que o espectador merecia ver essa história.

Essa trajetória nos bastidores acaba por conferir ao longa um tom quase clandestino de ser uma obra que a própria corporação tentou ocultar, criando uma curiosa sintonia entre os problemas enfrentados fora das telas e a temática apresentada na narrativa. A arte imitando a vida, ou seria o contrário?

Coyote vs. Acme crítica do filme 2026
Foto: Paris Filmes / Divulgação

Influências e estrutura

A condução da narrativa busca clara inspiração na estrutura de Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988), alcançando um equilíbrio eficiente entre a lógica dos desenhos animados e o mundo real interpretado por atores. Essa dinâmica ganha consistência à medida que o enredo se desenrola e revela a existência de uma conspiração por trás das repetidas falhas dos produtos, elemento que adiciona uma camada de mistério e dá maior sustentação ao conflito central.

Dessa forma, o humor visual ganha o apoio de uma linha investigativa que ajuda a prender a atenção ao longo do desenvolvimento do longa, embora as piadas pontuais sejam mais atrativas do que o desenvolvimento da história em si.

Vale a pena assistir Coyote vs. Acme?

Coyote vs. Acme entrega uma execução eficiente como uma opção de entretenimento leve, garantindo bons momentos de diversão por meio de piadas físicas que funcionam bem na tela.

Ainda que mantenha um tom morno em sua totalidade, sem alcançar um nível excepcional, a obra cumpre seu papel de forma honesta e se mostra um projeto que merece ser visto pelos fãs do personagem e do universo dos desenhos animados.

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Ficha técnica

  • Título original: Coyote vs. Acme
  • Direção: Dave Green
  • História / Argumento: James Gunn, Samy Burch e Jeremy Slater
  • Elenco: Will Forte (Kevin Avery), John Cena (Buddy Crane), Lana Condor, Eric Bauza (voz de Wile E. Coiote)
  • Gênero: Comédia / Animação / Live-Action / Jurídico
  • País de Origem: Estados Unidos
  • Duração: 100 minutos (1h40min)
  • Classificação Indicativa: 6 anos
  • Distribuição (Brasil): Paris Filmes
  • Data de Estreia: 27 de agosto de 2026
Escrito por
Bruno de Oliveira

Sou um apaixonado por filmes, séries e cultura pop em geral. Entre um blockbuster e um filme introspectivo e intimista encontro meu lugar no mundo e me sinto a vontade para viajar seja lá para qual mundo for.

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