Confira a crítica do filme "Frozen Hot Boys", drama tailandês de 2025 disponível para assistir no catálogo da Netflix

‘Frozen Hot Boys’ é imperfeito, mas tem muita alma

Foto: Netflix / Divulgação
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À primeira vista, “Frozen Hot Boys” pode parecer apenas uma comédia adolescente com título esquisito e premissa excêntrica. No entanto, o que começa como uma aventura de jovens delinquentes em uma competição de esculturas de neve no Japão revela-se um retrato tocante sobre pertencimento, perdão e segundas chances.

Dirigido por Naruebordee Wechakum e Tanakit Kittiapithan, o filme tailandês combina leveza e emoção em uma história que, apesar das falhas, conquista pelo coração.

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Sinopse do filme Frozen Hot Boys (2025)

Chom (Natapohn Tameeruks) é uma professora relutante em um centro de detenção juvenil na Tailândia. Quando surge a oportunidade de visitar seu pai distante em Sapporo, no Japão, ela encontra no talento de seus alunos a chance ideal para unir o útil ao emocional: levá-los para participar de um torneio internacional de escultura em neve.

A viagem, no entanto, se transforma em uma jornada de amadurecimento coletivo. Entre conflitos internos, laços improváveis e um passado que insiste em assombrá-los, esses jovens buscam não apenas uma vitória, mas um lugar no mundo.

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Crítica de Frozen Hot Boys, da Netflix

“Frozen Hot Boys” parte de um conceito promissor: jovens infratores encontrando redenção por meio da arte e do afeto. A narrativa, escrita por Pruch Neamsri, Rangsima Aukkarawiwat e Tanakit Kittiapithan, evita o sentimentalismo barato e aposta em um amadurecimento orgânico. A relação entre Chom e os meninos se constrói aos poucos, com atritos, desconfianças e, acima de tudo, humanidade.

A protagonista, marcada por sua própria desconexão emocional, funciona como espelho desses adolescentes negligenciados. Sua jornada em busca de reconciliação com o pai se entrelaça à busca dos garotos por validação e pertencimento. Essa simetria emocional é o coração do filme.

Humor inconsistente que enfraquece a mensagem

Apesar da carga emocional bem dosada, o humor do longa é um de seus maiores tropeços. As piadas, em sua maioria, soam infantis e desnecessárias — algumas, inclusive, ofensivas. O contraste entre temas como abandono, violência e arrependimento com gags superficiais torna a obra desequilibrada em tom.

O filme tenta ser uma comédia dramática, mas falha em unir com eficácia esses dois universos. A alternância entre cenas sensíveis e momentos de escárnio acaba confundindo a proposta e enfraquecendo o impacto de passagens importantes.

Personagens carismáticos, mas pouco aprofundados

Os meninos — Jab, Joe, Toomtan e Win — têm histórias pessoais com grande potencial dramático. Contudo, o roteiro dedica tempo excessivo às montagens de treinamento e à competição, deixando de explorar com mais profundidade os conflitos individuais. Jab (interpretado por Nuttawat Thanathaveeprasert) e Joe (Sadanont Durongkavarojana) são os que ganham mais destaque, mas ainda assim carecem de desenvolvimento pleno.

A atuação de Natapohn Tameeruks como Chom é um dos pontos altos do filme. A atriz transmite bem a oscilação entre o sarcasmo da professora desiludida e a vulnerabilidade da filha rejeitada. Sua entrega dá densidade a uma personagem que poderia facilmente se tornar caricata.

Estética simbólica e uso eficiente dos cenários

A ambientação em Sapporo, com sua paisagem congelada, não é apenas um pano de fundo, mas parte ativa da narrativa. A neve funciona como metáfora para a fragilidade emocional dos personagens — fria por fora, mas capaz de ser moldada e transformada com cuidado. O contraste entre o ambiente gélido e os laços afetivos em construção reforça o espírito acolhedor do filme.

Apesar da simplicidade da produção, há beleza na forma como os momentos íntimos são filmados: sem trilhas dramáticas exageradas, sem câmera tremida forçada. Apenas encontros humanos em meio ao frio.

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Conclusão

“Frozen Hot Boys” é uma obra que oscila entre o sensível e o desajeitado. Seu título pode até afastar o espectador mais desavisado, mas por trás do nome bobo há um filme com alma. É imperfeito, sim, e por vezes frustrante em suas escolhas narrativas, mas também é generoso em sua mensagem e sincero em sua execução.

Ideal para quem busca uma história leve, mas com emoção genuína, o longa é um convite a repensar os limites do perdão e o poder dos vínculos afetivos. Mesmo sem atingir o patamar de outros dramas asiáticos recentes, como Como Ganhar Milhões Antes que Vovó Morra, ele cumpre sua missão com dignidade: aquecer corações com histórias de redenção.

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Onde assistir ao filme Frozen Hot Boys?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Frozen Hot Boys (2025)

YouTube player

Elenco de Frozen Hot Boys, da Netflix

  • Natapohn Tameeruks
  • Nuttawat Thanataviepraserth
  • Chatchai Chinnasri
  • Sadanont Durongkavarojana
  • Piyaphong Dammunee
  • Punnanon Treewannakul
  • Suppakorn Kitsuwan
  • Kanjanaporn Plodpai

Ficha técnica do filme Frozen Hot Boys

  • Título original: Kaeng Hima Deuxd
  • Direção: Tanakit Kittiapithan, Naruebordee Wechakum
  • Roteiro: Rangsima Aukkarawiwat, Tanakit Kittiapithan, Pruch Neamsri, Alinda Peeraket
  • Gênero: comédia, drama
  • País: Tailândia
  • Duração: 117 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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