série Fúria do Disney+ 2026

‘Fúria’: nova série do Disney+ com Emmy Rossum revoluciona o suspense policial

Foto: Disney+ / Divulgação
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Gosta de um bom suspense psicológico, mas sente que o gênero está rodando em círculos com os mesmos clichês de sempre? Então, você precisa dar uma chance para Fúria (título original Furious), a nova aposta do Hulu que acaba de desembarcar no Brasil pelo Disney+.

Criada por Elizabeth Meriwether (a mesma mente brilhante por trás de The Dropout e New Girl) e inspirada livremente no filme O Mistério da Viúva Negra (1987), a série liberou seus três primeiros episódios de uma vez e se consagra rapidamente como uma das surpresas do ano. É o tipo de televisão feita para adultos, que não mastiga a trama para o espectador e prende a sua atenção desde a primeiríssima cena.

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Sinopse

A trama acompanha Alice Black (Emmy Rossum), uma ex-detetive de homicídios da polícia de Nova York (NYPD) que viu sua carreira e reputação desmoronarem após ser espancada pelo ex-namorado, o também policial Marshall (Jake Lacy). “Rebaixada” a atender o telefone de denúncias do FBI, ela vê uma chance de voltar à ativa quando seu ex-parceiro, o leal Danny (Scoot McNairy), a chama para a cena da morte de Caleb Easton, filho do bilionário Jay Easton.

Logo de cara, Alice percebe que o que parecia uma overdose acidental foi, na verdade, um assassinato, ligando o caso a uma serial killer chamada Catherine (Lola Petticrew). Com uma aparência quase infantil e escondida por uma máscara de Halloween, Catherine atrai homens ricos, os droga e os observa morrer. Tentando caçar a assassina, Alice consegue entrar na unidade de crimes sexuais do FBI, onde é apadrinhada por Nora (Quincy Tyler Bernstine), uma chefe cínica e esgotada pelos anos de combate aos piores monstros da humanidade.

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Crítica

O peso do silêncio e da atmosfera

Se você espera tiroteios desenfreados e perseguições velozes, pode ir mudando as expectativas. A direção de Brian Kirk nos dois primeiros episódios constrói a tensão na base da duração. A câmera simplesmente para e observa os rostos, deixando o desconforto se acumular na sala. O roteiro confia totalmente no silêncio; não há excesso de diálogos para explicar o que está óbvio na tela.

A trilha sonora fantasmagórica composta por Ariel Marx faz um trabalho cirúrgico, quase imperceptível, empurrando pequenos barulhos domésticos para o primeiro plano até que eles comecem a soar como ameaças reais. É uma atmosfera visualmente fria e opressiva que favorece a imersão total.

série Fúria do Disney+ 2026
Foto: Disney+ / Divulgação

Duas faces da mesma moeda

O grande acerto desses episódios de Fúria é fugir do formato engessado de “quem é o assassino”, afinal, já vemos Catherine injetando a dose letal no primeiro minuto de tela. A série foca em um estudo de personagem fascinante, questionando como o abuso molda os sobreviventes. De um lado temos Alice, que engole seu trauma e tenta recuperar o controle convidando homens aleatórios de aplicativos para sufocá-la em seus próprios termos.

Do outro, temos Catherine, vítima de tráfico infantil que congelou no tempo, carregando uma mochilinha surrada e distribuindo uma vingança letal, porém extremamente calculada, contra os homens poderosos que a exploraram. À medida que a investigação avança, a distância entre a caçadora e a presa diminui, e percebemos que ambas são mulheres quebradas pela violência.

Um elenco que segura a tensão

Emmy Rossum entrega aqui o seu trabalho mais cru e brilhante desde seus tempos de Shameless. Ela atua na contenção, mostrando uma mulher que parece estar prestes a desmoronar por baixo de uma fachada rigorosamente controlada. No outro extremo, Lola Petticrew rouba a cena. Ao invés de fazer um monstro caricato, ela entrega uma assassina assustadoramente humana, com uma lógica própria que te faz quase entendê-la – o que é muito mais perturbador.

Mas quem merece ser aplaudida de pé em cada aparição é Quincy Tyler Bernstine. Como a veterana Nora, ela equilibra um peso dramático devastador com tiradas ácidas e sarcásticas. A dinâmica dela com Alice fornece a bússola moral de uma série onde nada é preto no branco.

Raiva feminina e o eco de crimes reais

No fundo, Elizabeth Meriwether criou um thriller que respira os tempos pós-Jeffrey Epstein. Fúria escancara uma ferida sobre o poder do dinheiro e a impunidade masculina perante os crimes sexuais.

A série recusa a narrativa tradicional da mídia onde as mulheres são apenas “vítimas perfeitas” que choram no chão; em vez disso, ela abraça o lado impalatável, raivoso e distorcido do que acontece quando o limite é ultrapassado. A jornada toda, até aqui, é energizada por uma raiva feminina tão palpável que transcende a tela da TV.

Vale a pena ver a série Fúria?

Assistir aos primeiros 3 episódios de Fúria é uma experiência imersiva e sufocante, no melhor sentido da palavra. É uma produção que respeita a inteligência do público, recompensa quem presta atenção aos detalhes e oferece atuações de tirar o fôlego. Se você gosta de histórias criminais maduras que focam na psicologia dos personagens em vez do banho de sangue, esse lançamento é obrigatório.

Como recomendou um dos críticos estrangeiros, a melhor forma de aproveitar esse início é colocar o celular em outro cômodo, apagar as luzes e deixar a tensão te guiar. Se a série conseguir manter o nível ao longo de seus 8 capítulos, certamente entrará para a lista das melhores do ano.

Trailer da série Fúria (2026)

YouTube player

Elenco de Fúria, do Disney+

  • Emmy Rossum
  • Lola Petticrew
  • Quincy Tyler Bernstine
  • Scoot McNairy
  • Jake Lacy

Ficha técnica

  • Título Original: Furious (no Brasil, Fúria)
  • Criadora / Showrunner: Elizabeth Meriwether
  • Direção (Episódios Iniciais): Brian Kirk
  • Trilha Sonora: Ariel Marx
  • Onde assistir: Hulu (EUA) / Disney+ (Brasil)
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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