O Diabo Veste Prada 2 resenha crítica do filme 2026 - Flixlândia

Crítica (com spoilers) | ‘O Diabo Veste Prada 2’ entrega nostalgia com propósito e um final surpreendente

Foto: 20th Century Studios/Divulgação
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Duas décadas após o impacto cultural do primeiro filme, a continuação O Diabo Veste Prada 2 assume o desafio de revisitar personagens icônicos em um mundo completamente transformado — especialmente no jornalismo e na moda. Em vez de apenas apostar na nostalgia, o filme constrói sua relevância ao explorar como essas indústrias evoluíram com a ascensão do digital, redes sociais e a cultura do cancelamento.

O retorno de Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci funciona como um reencontro que vai além do fan service. Há maturidade, novas camadas e uma evolução clara nas relações, sem perder a essência que definiu cada personagem.

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Sinopse

Andy Sachs enfrenta um momento de crise após ser demitida em uma reestruturação brutal no jornalismo, o que a leva a questionar os rumos da profissão. Sua indignação pública chama atenção e a coloca novamente no caminho da Runway, agora em um cenário completamente diferente, onde a relevância é medida por cliques e engajamento.

Enquanto isso, Miranda Priestly lida com os desafios de manter seu império relevante em meio a críticas constantes e mudanças culturais. Quando Andy retorna para ajudar a revitalizar a imagem da revista, as duas precisam equilibrar passado e presente enquanto enfrentam uma indústria em transformação.

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Crítica do filme com spoilers de O Diabo Veste Prada 2

Entre o clique e a credibilidade

O filme traduz com precisão a crise do jornalismo contemporâneo, especialmente a dificuldade de converter atenção superficial em leitura real. A Runway representa esse conflito, tentando sobreviver em um ambiente onde o conteúdo é consumido rapidamente e raramente aprofundado.

Andy surge como uma figura que tenta resgatar propósito e qualidade editorial, mas sem ignorar as novas regras do jogo. O roteiro acerta ao mostrar que adaptação não significa abandonar valores — mas sim reinterpretá-los.

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Foto: 20th Century Studios/Divulgação

Miranda Priestly: poder sob vigilância

Miranda continua sendo uma presença dominante, mas agora opera sob novas regras. A inclusão de uma assistente que controla seus impulsos é ao mesmo tempo cômica e reveladora, mostrando como até figuras poderosas precisam se adaptar.

Sua relação com Andy evolui significativamente, deixando de ser baseada apenas em hierarquia para se tornar uma dinâmica mais estratégica e respeitosa. Ainda há tensão, mas também há reconhecimento.

Nostalgia com propósito

A nostalgia é usada com inteligência, trazendo de volta dinâmicas familiares sem parecer repetitiva. Nigel continua sendo o coração emocional da história, enquanto Emily ganha destaque ao explorar ambição e vulnerabilidade.

A participação de Lady Gaga adiciona espetáculo e reforça a conexão entre moda e cultura pop. Ainda assim, o arco romântico de Andy soa desnecessário, funcionando mais como complemento do que como parte essencial da narrativa.

Conclusão: O Diabo Veste Prada 2 é bom? (com spoilers)

O desfecho amarra bem os conflitos ao colocar a Runway à beira de uma reformulação destrutiva após a morte do CEO e a ascensão de seu filho, que não entende a essência da revista e decide desmontá-la. Em meio ao caos, Andy tenta salvar tudo articulando a compra da publicação com Benji Barnes através de Emily, mas a situação se complica quando fica claro que Emily também tinha interesses próprios em assumir o lugar de Miranda.

A verdadeira virada acontece quando Andy e Miranda se unem estrategicamente para oferecer não apenas a Runway, mas todo o grupo para Sasha Barnes — transformando uma crise em oportunidade. A negociação dá certo, garantindo não só a sobrevivência da revista como a ascensão de Miranda a um cargo ainda maior e a estabilidade de Nigel.

Emily, por sua vez, enfrenta as consequências de suas escolhas, perde o relacionamento e o emprego, mas encerra o filme em um novo ponto de maturidade ao finalmente construir uma amizade sincera com Andy.

O final funciona como um fechamento coerente: alianças se redefinem, ambições são expostas e, acima de tudo, os personagens evoluem sem perder quem são.

Onde assistir ao filme O Diabo Veste Prada 2?

O Diabo Veste Prada 2 estreia nesta quinta-feira, dia 30 de abril de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

O Diabo Veste Prada 2: trailer do filme

YouTube player

Elenco do filme O Diabo Veste Prada 2

  • Meryl Streep
  • Anne Hathaway
  • Emily Blunt
  • Stanley Tucci
  • Kenneth Branagh
  • Justin Theroux
  • Lucy Liu
  • B.J. Novak
  • Simone Ashley
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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