Confira a crítica do filme "O Mal que Nos Habita", terror de 2023 que está disponível para assinantes da Netflix.

‘O Mal que Nos Habita’, um demônio é real e implacável

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

O gênero de terror, além de contar com inúmeros fãs, vai além de sustos e gritos. Ele pode penetrar na alma com cenas drásticas que nos deixam abismados. O filme argentino “O Mal que Nos Habita” (Cuando Acecha la Maldad) é um exemplo perfeito dessa vertente do terror. Dirigido por Demián Rugna, responsável pelo sucesso “Aterrorizados” (2017), o longa promete enojar, assustar e impactar os espectadores com imagens que ficarão na mente por semanas.

Sinopse de O Mal que Nos Habita, da Netflix

Os moradores de uma pequena cidade rural descobrem que um demônio está prestes a nascer entre eles. Em uma tentativa desesperada de escapar antes que o mal se manifeste, eles se encontram em uma luta contra o tempo e o desconhecido. Os protagonistas, os irmãos Pedro (Ezequiel Rodríguez) e Jaime (Demián Salomón), inadvertidamente agravam a situação ao tomar decisões equivocadas que prolongam a narrativa de terror.

Crítica do filme O Mal que Nos Habita (2023)

“O Mal que Nos Habita” se destaca por criar seu próprio universo, com regras e crenças específicas que são intransigentemente seguidas pelos personagens. A existência do demônio é real e implacável, e as ações dos irmãos Pedro e Jaime, por mais desastrosas que sejam, não se tornam cômicas, mas sim uma representação natural de pessoas incapazes de ouvir conselhos. Essa dinâmica cria uma aventura que leva os protagonistas do campo para a cidade e de volta para lugar nenhum, gerando um road movie de terror repleto de misticismo e folclore.

Os efeitos práticos são um ponto alto do filme, com sangue e pus que reviram o estômago, cenas agressivas e violentas, e jump scares bem posicionados. O diretor Demián Rugna não poupa ninguém – nem animais, idosos ou crianças – da fúria demoníaca. A narrativa, por sua vez, não se intimida com explicações desnecessárias, focando na sobrevivência dos personagens e na ajuda aos entes queridos, criando uma trajetória de destruição e loucura.

Apesar das qualidades evidentes, “O Mal que Nos Habita” peca em alguns aspectos. O filme sofre com dificuldades de ritmo, especialmente nas partes dedicadas ao desenvolvimento ou à ação, o que pode frustrar o espectador. Outro ponto de crítica é a influência norte-americana percebida na produção, que, embora traga qualidade, também tira um pouco da essência do cinema argentino.

Conclusão

“O Mal que Nos Habita” combina sustos, nojo e impacto emocional. Mesmo com algumas falhas, como o ritmo irregular e a influência estrangeira, o longa de Demián Rugna traz uma brutalidade anárquica e efeitos práticos impressionantes. Para os fãs de terror que buscam uma experiência visceral e marcante, este é um filme imperdível.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Onde assistir O Mal que Nos Habita?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do filme O Mal que Nos Habita

YouTube player

Elenco de O Mal que Nos Habita, da Netflix

  • Ezequiel Rodríguez
  • Demián Salomón
  • Silvina Sabater
  • Luis Ziembrowski
  • Marcelo Michinaux
  • Emilio Vodanovich
  • Virginia Garófalo
  • Desirée Salgueiro

Ficha técnica de O Mal que Nos Habita (2023)

  • Título original: Cuando Acecha la Maldad
  • Direção: Demián Rugna
  • Roteiro: Demián Rugna
  • Gênero: terror
  • País: Argentina, Estados Unidos
  • Ano: 2023
  • Duração: 99 minutos
  • Classificação: 18 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Made in Korea crítica do filme indiano da Netflix 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Made in Korea’: um choque cultural com muito coração, mas pouco tempero

Se você é fã da onda hallyu (a febre da cultura sul-coreana)...

Matar Vingar Repetir crítica do filme 2025 HBO Max - Flixlândia (1)
Críticas

Muito além da Marvel: o multiverso sombrio e realista de ‘Matar, Vingar, Repetir’

Sabe aquela sensação de que o cinema já esgotou completamente a fórmula...

Caçadores do Fim do Mundo crítica do filme 2025 - Flixlândia
Críticas

‘Caçadores do Fim do Mundo’ é uma grande colcha de retalhos sem originalidade

Lançado em 2025, Caçadores do Fim do Mundo (Afterburn) é aquele típico...

Depois do Fogo crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Depois do Fogo’ é uma experiência sensível sobre o despertar da esperança em tempos difíceis

Dirigido por Max Walker-Silverman (Uma Noite no Lago), Depois do Fogo se...

POV Presença Oculta crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘POV: Presença Oculta’: quando o terror veste farda e a câmera nunca desliga

POV: Presença Oculta, filme que estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas brasileiros,...

Hora do Recreio crítica do documentário de Lucia Murat Créditos_ Taiga Filmes
Críticas

‘Hora do Recreio’: documentário de Lucia Murat mostra realidade que persiste em não mudar

O Rio de Janeiro além dos pontos turísticos é fonte de diversas...

Missão Refúgio 2026 crítica do filme - Flixlândia
Críticas

‘Missão Refúgio’: quando a truculência tem sentido

Olá, caro leitor! Já ouviu falar das Hébridas? Provavelmente, como eu, também...

Iron Lung crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Iron Lung’: fenômeno de bilheteria afunda em roteiro raso e tédio prolongado

A invasão dos criadores de conteúdo em Hollywood acaba de ganhar seu...