Confira a crítica do filme "Quase o Paraíso", comédia dramática ítalo-mexicana de 2024 disponível para assistir na Max.

A competente adaptação de ‘Quase o Paraíso’

Foto: Divulgação
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No filme “Quase o Paraíso” (Casi el Paraíso), Edgar San Juan entrega sua estreia como diretor em grande estilo, adaptando o best-seller homônimo de Luis Spota para os dias atuais.

O longa-metragem é uma sátira ambiciosa que explora as nuances da política, do capitalismo e da idolatria aos títulos nobiliárquicos em uma sociedade onde o poder e a aparência comandam.

Ambientada entre México e Itália, a narrativa se desenvolve com charme, mas enfrenta desafios ao encontrar seu tom e equilíbrio entre crítica social e entretenimento.

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Sinopse do filme Quase o Paraíso (2024)

Ugo Conti (Andrea Arcangeli) é um conde italiano que, ao fugir de um relacionamento conturbado, encontra refúgio no México. Lá, cruza caminhos com Alonso Rondia (Miguel Rodarte), um político corrupto determinado a limpar sua imagem pública para alcançar a governadoria de Oaxaca.

Conti, por sua vez, vê na relação com Rondia uma oportunidade para continuar vivendo no luxo, enquanto o político o usa como fachada para seus esquemas.

Em meio a jogos de poder, interesses pessoais e segredos do passado, a trama costura intrigas políticas e emocionais, tendo como pano de fundo as redes sociais e os conflitos entre aparências e realidades.

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Crítica de Quase o Paraíso, da Max

San Juan utiliza a obra de Spota como uma lente para abordar questões contemporâneas, como a obsessão pela aparência nas redes sociais, a corrupção sistêmica e o enaltecimento de figuras estrangeiras.

A atualização do texto para o século XXI é um dos pontos altos do filme, integrando elementos modernos como o papel dos influencers e a banalização da fama.

No entanto, apesar de sua execução técnica impecável – com destaque para a fotografia de Alejandro Cantú, que capta com maestria a grandiosidade dos cenários italianos e mexicanos –, o filme encontra dificuldades em equilibrar sátira e melodrama.

Entre a comédia e a crítica

Enquanto a história situada na Itália mantém um tom mais dramático, as cenas mexicanas oscilam entre a comédia caricatural e a crítica social.

Karol Sevilla, no papel da filha de Rondia, é um exemplo dessa dicotomia: sua atuação exagerada contrasta com a seriedade de cenas mais densas, gerando um descompasso tonal que enfraquece o impacto da narrativa. Ainda assim, o elenco liderado por Arcangeli e Rodarte sustenta a trama com interpretações competentes e magnéticas.

Roteiro com ótimos momentos

O roteiro, assinado por San Juan, Hipatia Argüero e Juan Curi, oferece momentos de brilhantismo, especialmente ao explorar a dinâmica entre Rondia e Conti. A relação entre os dois personagens reflete um jogo de poder onde ambos acreditam estar no controle, mas são constantemente desafiados por reviravoltas inesperadas.

Além disso, a crítica ao classismo e à pigmentocracia é apresentada de forma contundente, embora em alguns momentos o filme pareça hesitar em ser mais incisivo.

Outro destaque é o uso da música, que transita organicamente entre o reggaeton e o pop, criando uma trilha sonora que dialoga com os temas contemporâneos abordados. A canção original interpretada por Karol Sevilla reforça o caráter comercial da produção, sem comprometer sua essência artística.

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Conclusão

Quase o Paraíso” se destaca pela qualidade técnica e pela ambição de suas propostas. Apesar das limitações em sua crítica à elite política e econômica, o filme é uma adaptação competente que consegue entreter e provocar reflexões sobre temas relevantes.

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Onde assistir ao filme Quase o Paraíso?

O filme está disponível para assistir na Max.

Trailer de Quase o Paraíso (2024)

YouTube player

Elenco de Quase o Paraíso, da Max

  • Andrea Arcangeli
  • Esmeralda Pimentel
  • Karol Sevilla
  • Miguel Rodarte
  • Maurizio Lombardi
  • Enrique Arreola
  • Katie Barberi

Ficha técnica do filme Quase o Paraíso

  • Título original: Casi el Paraíso
  • Direção: Edgar San Juan
  • Roteiro: Edgar San Juan, Hipatia Argüero Mendoza, Juan Curi
  • Gênero: drama, musical
  • País: México, Itália
  • Duração: 116 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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