Reboot crítica do dorama da série da Netflix 2026

Muito além do mistério: por que ‘Reboot’ é considerado o melhor J-drama de 2026 até agora?

Foto: Netflix / Divulgação
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Desde que VIVANT parou o Japão em 2023, os fãs de doramas de suspense e ação estavam órfãos de uma produção que gerasse tantas teorias e debates nas redes sociais. A espera acabou. Lançada originalmente pela emissora japonesa TBS em janeiro de 2026 e distribuída globalmente pela Netflix em junho, Reboot chegou chutando a porta.

Com um elenco estelar que raramente vemos reunido no mesmo projeto e uma trama caótica sobre troca de rostos e corrupção, a série rapidamente se consolidou como um dos grandes lançamentos do ano, entregando um mistério tenso e cheio de ramificações.

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Sinopse

A história acompanha Riku Hayase, um talentoso confeiteiro que leva uma vida aparentemente pacata administrando a Confeitaria Hayase junto com sua mãe, Ryoko, e cuidando de seu filho doente, Takumi. A dor da família reside no desaparecimento da esposa de Riku, Natsumi, sumida há dois anos e meio. O pesadelo começa quando a polícia encontra os ossos de Natsumi e Riku é preso como o principal suspeito do assassinato, baseado em evidências que ele desconhece.

Sem saída e correndo o risco de ser condenado injustamente, o protagonista toma uma decisão drástica. Com o auxílio da misteriosa contadora da polícia Ichika Goko, ele aceita passar por um treinamento rigoroso e muda sua aparência para assumir a identidade de Ayumi Gido – um detetive de polícia corrupto que foi encontrado morto e que tinha fortes ligações com o submundo do crime comandado por Wataru Goroku.

Infiltrado nesse ambiente letal, Riku precisa descobrir a verdade sobre a morte da esposa enquanto tenta não ser desmascarado pelas pessoas ao seu redor, incluindo a ex-mulher do detetive morto, Mayu Gido.

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Crítica do dorama Reboot

O jogo de identidades e as reviravoltas

O ponto mais alto de Reboot é a sua capacidade de te jogar em um labirinto mental. A premissa de um homem comum se infiltrando no mundo do crime com uma nova identidade rende uma atmosfera de tensão absurda desde o primeiro episódio. O roteiro é complexo e, conforme a série avança, a quantidade de “trocas de rostos” e identidades duplas exige bastante atenção do espectador para lembrar quem é quem de verdade. É o tipo de série em que você simplesmente não pode acreditar em nada do que vê na tela.

Apesar de ser descrita como um verdadeiro passeio de montanha-russa, a execução do mistério divide um pouco as opiniões. Enquanto o ritmo acelerado e os plot twists constantes engajam a grande maioria do público, a tão aguardada “grande reviravolta” pode parecer óbvia demais para os espectadores mais atentos. Algumas pistas dadas logo no episódio 2 tornam certas revelações previsíveis já no quarto episódio, o que acaba esvaziando um pouco o mistério central e diminuindo a tensão para os mais críticos.

Reboot crítica da série do dorama da Netflix 2026
Foto: Netflix / Divulgação

Atuações que seguram a tensão

O que compensa qualquer deslize no roteiro é, sem dúvida, o talento do elenco. Ver nomes de peso como Erika Toda, Kenichi Matsuyama, Hideaki Ito, Meisa Kuroki e Ryohei Suzuki juntos em uma única história é fascinante. Ryohei Suzuki entrega uma performance fria e espetacular, construindo uma química perfeita com Erika Toda, que brilha no papel de uma personagem astuta, misteriosa, mas que esconde um lado muito protetor.

Outro grande destaque vai para as atuações de suporte. Ren Nagase surpreende ao encarnar um vilão mais sombrio, Wataru Fuyuhashi, papel em que ele se encaixou perfeitamente. Mas quem rouba os holofotes na reta final é Hideaki Ito na pele de Masachika Makita.

O arco de seu personagem — que inicialmente parece ser um traidor e inimigo, mas que, na verdade, estava apenas em uma busca implacável pela verdade para expor injustiças — culmina em um desfecho de partir o coração. A dor de ver sua própria família desmoronar em meio ao caos garantiu algumas das cenas mais profundas e comentadas da série.

Dez episódios foram demais?

Visualmente e tecnicamente, o dorama acerta em cheio. A direção de arte, fotografia e a ambientação urbana caótica elevam o material. No entanto, a decisão de esticar a trama por 10 episódios foi questionada.

Com as principais reviravoltas ficando claras na metade do caminho, a história dá algumas derrapadas e muitos sentem que enxugar a série para 8 ou 9 episódios teria mantido o ritmo bem mais frenético e evitado que o enredo parecesse arrastado em sua conclusão.

Um final emocionante e agridoce

Apesar de ser vendida como um thriller de vingança violento e intrincado, a alma de Reboot mora nas relações familiares. O clímax nos dois últimos episódios é brutal, colocando o protagonista e Natsumi em situações extremas nas mãos dos criminosos. Porém, o final entrega respostas para todas as perguntas e traz um sentimento de enorme satisfação.

A cena final de reencontro familiar, saltando alguns anos no tempo, deixa claro que a série era sobre recuperar um lar perdido. E, para fechar com chave de ouro, a tão falada participação especial (cameo) de Takumi Kitamura como a versão “anos depois” do personagem Fuyuhashi foi um toque de gênio. Ele conseguiu emular os trejeitos da atuação de Ren Nagase, mostrando que o personagem encontrou um novo começo e redenção trabalhando em uma ONG, o que gerou um forte impacto emocional no público.

Dorama Reboot é bom?

Reboot é tenso, violento e maravilhosamente caótico. Mesmo que você consiga adivinhar alguns de seus truques antes da hora ou ache que a história se prolongou mais do que devia, o carisma do elenco e a força emocional da jornada dos personagens fazem cada minuto valer a pena.

Com personagens mergulhados na escuridão e um final catártico, este J-drama é uma recomendação obrigatória para quem ama narrativas focadas em investigação criminal, mistério e fortes dramas humanos. Definitivamente, uma das melhores maratonas de suspense do ano.

Onde assistir ao dorama Reboot?

  • Netflix

Trailer da série Reboot (2026)

YouTube player

Elenco de Reboot, da Netflix

  • Ryohei Suzuki
  • Kenichi Matsuyama
  • Erika Toda
  • Hideaki Ito
  • Ren Nagase
  • Yukiya Kitamura
  • Meisa Kuroki
  • Mieko Harada
  • Takumi Kitamura

Ficha técnica

  • Título: Reboot
  • Ano de Lançamento: 2026
  • Plataformas: TBS (Japão) e Netflix
  • Gênero: Drama / Suspense / Investigação
  • Episódios: 10 episódios (46–69 minutos de duração)
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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