Reborn crítica do episódio 9 final do dorama série da Netflix 2026

Furos de roteiro ou genialidade? Tudo sobre o último episódio de ‘Reborn’

Foto: Netflix / Divulgação
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Sabe quando você começa uma série meio desconfiado, achando a história um pouco lenta e sem direção, mas de repente ela te fisga de um jeito que você não consegue mais parar de assistir? Foi exatamente assim com Reborn.

A premissa de troca de corpos não é exatamente a roda sendo reinventada na televisão, mas a forma como a trama brinca com o tempo e com as consequências de nossas escolhas deu um tempero todo especial.

E se o episódio 5 já tinha elevado o nível da série, o aguardado episódio 9 (o grande final da temporada) entregou uma conclusão que nos deixa pensando por dias. Sinceramente, a atuação dupla de Issei Takahashi já valeria o play, mas o roteiro guardou seus maiores choques para os 30 minutos finais. Vamos mergulhar nesse desfecho!

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Sinopse do episódio final do dorama Reborn!

Para contextualizar, acompanhamos ao longo da série a jornada de Neo Kosei, um CEO implacável que enriqueceu em cima do infortúnio alheio, que cai das escadas de um templo em 2026 e acorda no ano de 2012, no corpo de Nomoto Eito – um rapaz idêntico a ele que deveria ter morrido em um acidente.

Preso na Rua Comercial Akari, o mesmo lugar que seu “eu” do futuro iria destruir, ele tenta mudar o destino de todos. No episódio 9, as consequências de suas ações passadas e futuras entram em rota de colisão. As verdadeiras identidades são expostas, grandes segredos familiares vêm à tona (como o parentesco surpreendente entre os protagonistas) e o destino trágico de Eito bate à porta em um desfecho cheio de mistério e choque.

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Crítica do episódio 9, final do dorama Reborn!

Dinâmica fascinante e revelação de Neo e Eito

Vamos combinar que Issei Takahashi carregou Reborn nas costas e brilhou absurdamente (assim como já tinha feito em Kishibe Rohan, Nagi’s Long Vacation e no também drama de troca de almas Heaven and Hell: Soul Exchange). O ápice do episódio 9, de longe, é o tão aguardado diálogo entre Neo e Eito com os corpos trocados. É uma cena catártica! Descobrir que eles não são apenas sósias, mas irmãos (ou gêmeos) nascidos da mesma mãe, adiciona uma camada de tragédia e conexão muito profunda à história.

Neo pode parecer narcisista e egoísta, mas o roteiro sempre deixou escapar a vulnerabilidade e a solidão por trás de sua fachada executiva. Já Eito funciona como seu oposto espelhado: a alma bondosa cercada por pessoas problemáticas. Ver essas duas peças do quebra-cabeça finalmente se encaixando e conversando abertamente foi de arrepiar.

Choque de realidade (e hipocrisia) da Rua Akari

Uma das coisas mais ousadas que Reborn fez – e que culmina nesse final – foi desconstruir o clichê estilo The Family Man, onde “pessoas pobres são santas e ricas são vilãs”. A série escancara a hipocrisia dos moradores da Rua Comercial Akari. Enquanto Neo ofereceu acordos justos e tentou genuinamente ajudar, os locais, movidos por ganância e puro sentimentalismo barato, afundaram as próprias vidas.

No desfecho, é revoltante, porém realista, ver como a família de Kinpei culpa Neo pelo suicídio dele, ignorando totalmente o fato de que Kinpei se destruiu sozinho na bebida. Ou como o pai de Eito, Eiji, desperdiçou o dinheiro das previsões psíquicas que salvaria a todos para comprar um terno extravagante. O roteiro mostra que a moralidade não tem a ver com a conta bancária. Todos são falhos, mas apenas Neo/Eito parecem ter uma visão madura e autoconsciente da situação, enquanto os outros preferem terceirizar a culpa.

Furos de roteiro

Apesar de ser um final eletrizante, não dá para passar pano para alguns deslizes narrativos que incomodam quem prestou atenção desde o começo. O maior deles é o elefante na sala: a revelação de que o Neo original tinha, na verdade, a intenção de cometer suicídio e se jogar das escadas. Se ele sabia o tempo todo que pulou por vontade própria, por que diabos ele passou a série inteira no corpo de Eito tentando descobrir “quem o empurrou” e tratando a queda como um assassinato?

Esse foi um tropeço grave do roteiro que cria uma confusão desnecessária no final. Além disso, o fato do interesse amoroso de Eito ficar 14 anos esperando por ele testa bastante a nossa suspensão de descrença, convenhamos.

Morte predestinada e final aberto

Aqueles 30 minutos finais são uma montanha-russa imprevisível. A morte de Eito dividiu os fãs, deixando uma sensação de final insatisfatório para alguns, mas, se analisarmos bem, faz todo o sentido teatral. Eito cumpriu seu papel, viveu o roteiro que lhe foi dado e sua saída de cena estava predestinada. Ironicamente, o plano original de Neo de morrer caindo da escada se concretizou, mas no corpo de Eito.

A cena final com o bebê deixa aquele mistério pairando no ar. Será a reencarnação do velho Neo ou do velho Eito retornando ao ciclo com as memórias intactas? É uma escolha corajosa dos roteiristas não entregar tudo mastigado.

Vale a pena ver o dorama Reborn na Netflix?

O nono episódio de Reborn entrega um final que, embora esbarre em algumas inconsistências de roteiro e subtramas um pouco frustrantes, consegue ser corajoso e poético. A série prova que não é apenas um dorama de fantasia, mas um estudo de personagem complexo. Como muito bem resumido pela frase marcante do final: “Talvez Deus goste de manter as coisas equilibradas, coisas boas e ruins sempre parecem se revezar”.

Vale a pena assistir pelo trabalho fenomenal de câmera, edição, trilha sonora e, principalmente, pela aula de atuação de Issei Takahashi. Ele pegou uma história cheia de nuances e nos fez sentir empatia até mesmo nos momentos mais sombrios. Um desfecho misterioso e impactante que certamente continuará gerando debates. E você, de que lado ficou: fã do final filosófico ou frustrado pelas pontas soltas?

Onde assistir ao dorama Reborn!?

  • Netflix

Elenco de Reborn, da Netflix

  • Issey Takahashi
  • Anne Nakamura
  • Ouji Suzuka
  • Mayuu Yokota
  • Fumiyo Kohinata
  • Masachika Ichimura
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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