Foto: Nedda Afsari/Divulgação

Setembro amarelo: música do Rise Against aborda tema sensível

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O Rise Against se apresentou no primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026 na noite de sexta-feira, 4 de setembro, superando um grave imprevisto de logística para entregar um show visceral no Palco Mundo. Mesmo com seus instrumentos e equipamentos extraviados antes da apresentação, a banda norte-americana de punk rock e hardcore melódico subiu ao palco com instrumentos emprestados e sem o uso de bases pré-gravadas ou samples. No repertório, ao lado de grandes clássicos de sua carreira, esteve a canção “Make It Stop (September’s Children)”, cuja mensagem ganha ainda mais relevância no contexto do Setembro Amarelo e da conscientização sobre a prevenção do suicídio e a saúde mental.

A energia no Palco Mundo do Rock in Rio 2026

No festival, antecedendo a atração principal Foo Fighters, o grupo trouxe essa urgência política e social para a Cidade do Rock. Ao revelar que estavam utilizando guitarras, baixo e bateria cedidos pela produção e conhecidos poucas horas antes de subir ao palco, o Rise Against destacou o valor de uma performance 100% orgânica no peito e na raça.

Ao incluir “Make It Stop (September’s Children)” em seu setlist no Rock in Rio, a banda reforçou o compromisso com a resistência e o ativismo que marcam sua trajetória desde 1999, lembrando que o diálogo e a empatia continuam sendo ferramentas vitais na luta pela preservação de vidas.

O impacto e a mensagem de “Make It Stop (September’s Children)”

Lançada originalmente no álbum Endgame (2011), a música “Make It Stop (September’s Children)” aborda de forma direta a dor causada pelo bullying homofóbico e as preocupantes taxas de suicídio entre adolescentes LGBTQ+. A composição foi idealizada pelo vocalista Tim McIlrath como uma resposta à onda de suicídios de jovens ocorrida em setembro de 2010 nos Estados Unidos.

Na ponte da música, a letra faz questão de citar abertamente os nomes de jovens que tiraram a própria vida após sofrerem assédio e discriminação, como Tyler Clementi, Billy Lucas, Seth Walsh, Cody J. Barker e Harrison Chase Brown. Essa denúncia transforma a canção em um manifesto contra a intolerância e a indiferença social.

Parceria com o It Gets Better Project e o videoclipe oficial

Para reforçar o propósito de apoio aos jovens, o Rise Against firmou uma colaboração oficial com a organização It Gets Better Project, fundada por Dan Savage. O videoclipe da faixa foi gravado na antiga escola de ensino médio de Tim McIlrath, em Chicago, sob a direção do premiado diretor Marc Klasfeld.

O clipe retrata adolescentes enfrentando episódios severos de bullying e intercala depoimentos reais de superação fornecidos pela campanha It Gets Better. A letra transita do desespero do assédio para um forte chamado de resistência e autoaceitação, culminando nos versos: “But proud I stand of who I am / I plan to go on living” (“Mas me orgulho de quem sou / Pretendo continuar vivendo”). McIlrath relatou inclusive a história de uma fã em Boston que levou um cartaz ao show afirmando que a mensagem da canção salvou sua vida em um momento de crise.

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