The Boys 5 Temporada 7 Episódio Crítica da série do Prime Video - Flixlândia (1)

Crítica | ‘The Boys’ (5×07): o preço da guerra contra o Capitão Pátria

Foto: Prime Video / Divulgação
Compartilhe

Sabe aquele episódio que te deixa com o coração na mão e, ao mesmo tempo, coçando a cabeça de tanta frustração? É exatamente essa a sensação que o sétimo e penúltimo episódio da 5ª temporada de The Boys entrega.

A série, que construiu sua fama quebrando tabus e rindo da cara dos clichês de super-heróis, agora nos coloca de frente com o abismo absoluto antes de sua conclusão definitiva. Com apostas altíssimas e a promessa de um confronto final sangrento, o episódio nos lembra por que amamos essa equipe disfuncional, mesmo tropeçando feio em algumas de suas próprias narrativas.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

No episódio intitulado “O Francês, a Mulher e o Homem Chamado Leitinho de Mãe“, acompanhamos as consequências desastrosas da imortalidade recém-adquirida pelo Capitão Pátria (Homelander), que agora comanda o país de dentro do Salão Oval com mão de ferro.

Enquanto a propaganda da Vought tenta vendê-lo ao público como o novo Deus, Billy Bruto e Hughie buscam soluções desesperadas e acabam presos pelo telepata Sinapse. Paralelamente, o restante dos The Boys foca no Plano B: replicar os níveis absurdos de radiação do Soldier Boy em Kimiko, na esperança de fritar o Composto V no sangue do Capitão Pátria. No meio do caos, perdas irreparáveis acontecem, testando o limite de todos os envolvidos.

Crítica do episódio 7 da temporada 5 de The Boys

A ascensão do falso Deus e o novo mundo político

A série nunca foi sutil, mas ver o Capitão Pátria literalmente esmagando a cabeça do presidente Calhoun apenas por ele não ser um “verdadeiro crente” eleva o nível de terror político da trama. É assustadoramente cômico como ele despacha exigências absurdas — desde o banimento do aborto e do “leite de nozes”, até a obrigatoriedade da amamentação —, transformando Ashley na nova Presidente dos Estados Unidos simplesmente por sobrevivência corporativa.

O toque de mestre fica para o bizarro número musical liderado por Oh-Pai (Oh Father, interpretado genialmente por Daveed Diggs), que traz uma vibe distorcida de Hamilton misturada com culto fascista. A sátira afiada de The Boys continua brilhando nesses momentos absurdos.

The Boys 5 Temporada Episódio 7 Crítica da série do Prime Video - Flixlândia (1)
Foto: Prime Video / Divulgação

Retornos desperdiçados e problemas de roteiro

Nem tudo são flores (ou sangue bem espalhado). A forma como a série incluiu os personagens de Gen V foi, para dizer o mínimo, decepcionante. Os fãs esperaram muito para ver Marie Moreau e Jordan Li entrarem na briga, apenas para vê-los sendo rapidamente escanteados por Luz-Estrela (Annie) sob o pretexto de que “Marie não consegue controlar seus poderes”. É um furo de continuidade gigantesco que ignora todo o desenvolvimento da garota na série derivada, soando quase como um desrespeito a quem acompanhou o spin-off.

Outro que sofre com um roteiro conveniente é o Soldier Boy. Depois de toda a tensão, ele simplesmente recusa o papel de “Jesus” do parque temático do filho, diz que vai para Bogotá atrás de drogas e mulheres, toma um mata-leão do Capitão Pátria e volta direto para a câmara criogênica. É um uso muito anticlimático para o personagem, assim como o destino patético de Profundo, que é expulso dos Sete e proibido de entrar no oceano por um tubarão-martelo dublado por Samuel L. Jackson (uma participação hilária, mas que o deixa sem rumo na narrativa).

Corações partidos: Leitinho e os demônios de Bruto

No lado emocional, o episódio acerta em cheio ao dar a Leitinho uma nova história de origem para o seu apelido. Diferente da versão nojenta dos quadrinhos originais, a série nos mostra que ele ganhou o apelido na infância ao ser zoado por nutrir e salvar um pombo machucado. É um momento lindo e sensível que contrasta perfeitamente com a loucura do universo de The Boys.

Bruto abraça de vez a escuridão. Através das memórias escavadas pelo telepata Sinapse, confirmamos que Kessler (Jeffrey Dean Morgan) é apenas uma alucinação de um antigo parceiro de esquadrão que morreu graças à liderança inconsequente de Bruto. A cena deixa claro que ele sacrificará quem for necessário para cumprir sua missão genocida com o vírus, consolidando-o como um dos grandes vilões da trama.

O sacrifício do Francês

A coroa do episódio, no entanto, vai para a tragédia envolvendo o Francês. Após convencer a apática Mana Sábia (Sage) a ajudar nos cálculos da radiação usando um discurso inesperado sobre o “amor”, o químico percebe que o plano perfeito esbarrou na falta de tempo com a chegada do Capitão Pátria. Escondendo Kimiko em um duto de zinco, o Francês atrai o vilão, abre o urânio e os banha em radiação.

O Capitão Pátria sangra e foge, mas o estrago no corpo humano do Francês é fatal. Vê-lo sucumbir nos braços de Kimiko, após prometer no início do episódio que eles teriam uma família e se mudariam para a França, é um golpe baixo (e brilhante) no coração do espectador. Foi uma morte digna, impactante, silenciosa no final e que elevou drasticamente as apostas da série.

Conclusão

Este penúltimo episódio é um saco de emoções mistas. Enquanto entrega o humor característico da série, atuações excelentes e uma despedida devastadora e corajosa para um personagem tão amado como o Francês, ele também sofre com decisões preguiçosas de roteiro e resoluções apressadas (estamos olhando para você, núcleo de Gen V).

Contudo, as peças estão indiscutivelmente no tabuleiro para o grand finale. Com o Capitão Pátria descobrindo que pode voltar a ser mortal e Bruto disposto a liberar um vírus letal no mundo, o palco está montado não para um resgate heroico, mas para uma verdadeira carnificina. Que venha o desfecho.

Onde assistir à série The Boys?

Trailer da temporada 5 de The Boys

YouTube player

Elenco da 5ª temporada de The Boys

  • Karl Urban
  • Jack Quaid
  • Antony Starr
  • Erin Moriarty
  • Jessie T. Usher
  • Laz Alonso
  • Chace Crawford
  • Tomer Capone
  • Karen Fukuhara
  • Nathan Mitchell
  • Colby Minifie
  • Susan Heyward
  • Valorie Curry
  • Daveed Diggs

Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Bem-vindos ao Wrexham crítica do final da temporada 5
Críticas

Fim do conto de fadas? O que a 5ª temporada de ‘Bem-Vindos ao Wrexham’ nos ensina

Se você acompanhou a jornada do Wrexham AFC até aqui, sabe que...

O Urso The Bear temporada 5 crítica da série
Críticas

Final de ‘O Urso’ serve um banquete caótico e emocionante

Sabe aquela sensação de que tudo vai dar errado ao mesmo tempo...

Notas da Última Fila crítica do dorama série da Netflix 2026
Críticas

‘Notas da Última Fila’ entrega o melhor do suspense psicológico coreano

Se você estava sentindo falta de um k-drama que te fizesse fritar...

uma nova mulher 3 temporada netflix crítica da série
Críticas

‘Uma Nova Mulher’: o fim emocionante e agridoce da 3ª temporada na Netflix

Chegou a hora de dar tchau. A jornada de cura, espiritualidade e...

avatar o último mestre do ar 2 temporada
Críticas

‘Avatar: O Último Mestre do Ar’: 2ª temporada corrige erros da anterior, mas escorrega no ritmo

A missão do Avatar é trazer equilíbrio ao mundo, mas parece que...

O Polígamo crítica da série sul-africana da Netflix 2026
Críticas

Como ‘O Polígamo’ transformou o ‘trash TV’ em uma crítica brutal ao machismo

Quando a Netflix decidiu mergulhar de cabeça no formato das novelas sul-africanas,...

Te Vejo no Trabalho dorama 2026 do Prime Video
Críticas

‘Te Vejo no Trabalho!’ vicia já no primeiro episódio

Se você é fã daquele bom e velho romance de escritório que...

Força de Vontade dorama da Netflix crítica
Críticas

‘Força de Vontade’: novo dorama tailandês da Netflix entrega emoção, mas esbarra no clichê

Sabe aquela sensação boa de começar uma nova série buscando um conforto...