Vingança Brutal Venganza crítica do filme 2026 - Flixlândia (1)

‘Vingança Brutal’, o ‘John Wick’ mexicano que acerta na porradaria e tropeça no roteiro

Foto: Prime Video / Divulgação
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O cinema de ação mexicano acaba de ganhar um peso-pesado para chamar de seu. “Vingança Brutal” (Venganza, no original), disponível no Prime Video, chegou com a moral de ser a produção mais cara da história do México.

Nascido de uma parceria grandiosa entre a Amazon MGM Studios e a rede Cinépolis, o filme foca no mercado internacional e tenta mostrar que o cinema latino consegue bater de frente com as grandes franquias de Hollywood.

Mas será que todo esse dinheiro e ambição realmente entregam um filme inesquecível? A resposta é um grande “depende do que você está procurando”.

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Sinopse

A trama segue a vida do Capitão Carlos Estrada (interpretado por Omar Chaparro), o líder durão de uma força de elite chamada GAFE. Depois que sua equipe consegue capturar o perigoso chefe do crime Héctor Luna, Carlos entra na mira de militares corruptos que protegiam o bandido. A retaliação é trágica: a esposa do protagonista é brutalmente assassinada no quarto de hotel enquanto eles passavam férias.

É aí que rola o ponto de virada mais inusitado da história, pois o herói, dado como morto, compra vários bilhetes de loteria em um bar e acaba ganhando um prêmio histórico de um bilhão de pesos. Em vez de recomeçar a vida, ele usa essa fortuna absurda para bancar uma guerra pessoal contra o sistema, recrutando antigos parceiros como Miguel (Alejandro Speitzer), Lola (Natalia Solián) e Aurelio (Luis Alberti) para caçar os culpados.

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Crítica do filme Vingança Brutal (Venganza)

Ação, violência e coreografias de tirar o fôlego

Se você gosta de cenas de combate bem executadas, não vai se decepcionar. Logo nos primeiros minutos, o filme entrega uma briga visceral de Carlos com o assassino de sua esposa, usando de tudo – desde um saca-rolhas até a tampa do vaso sanitário – em uma sequência incrível de tirar o fôlego.

Fica óbvio que o orçamento gigante foi bem aproveitado, trazendo dublês da Bulgária e pós-produção na Noruega para garantir sequências de altíssimo padrão. Com um ritmo acelerado e gravado em lugares reais da Cidade do México, o visual agrada bastante e remete a clássicos modernos do gênero, como John Wick e Operação Invasão.

Vingança Brutal Venganza 2026 crítica do filme - Flixlândia (1)
Foto: Prime Video / Divulgação

O roteiro e a “sorte” questionável

Mas quando a poeira baixa e a gente analisa o roteiro, os problemas aparecem. Toda a premissa de usar um prêmio de loteria gigante para financiar a pancadaria soa forçada e demonstra uma baita preguiça criativa na hora da escrita.

O grande erro da obra é tentar emular descaradamente a fórmula americana e esquecer de criar uma identidade própria. A história não inova em nada o velho clichê do “ex-militar que perde a mulher e busca justiça”, e até a tentativa de criticar a corrupção institucional do país acaba servindo só de verniz, sem adicionar aprofundamento real à trama.

A surpresa de Omar Chaparro e o desperdício do elenco

Um dos maiores acertos do longa é a escalação de Omar Chaparro. Famoso no México por fazer comédias românticas pastelão, ele se transforma totalmente para viver esse homem quebrado e obcecado, provando que tem muito alcance como ator. Ao lado dele, Alejandro Speitzer funciona bem como o elo emocional da equipe, questionando a loucura dessa missão.

Porém, o roteiro desperdiça atores ótimos como Natalia Solián e Luis Alberti. Os dois viram personagens de uma nota só, quase rasos, que só abrem a boca para soltar frases curtas ou alívios cômicos no meio do tiroteio.

Problemas técnicos

Apesar de ser uma superprodução linda de se ver, o acabamento tem alguns deslizes que tiram a gente da imersão. Na parte sonora, os barulhos dos socos e tiros são ótimos, mas a mixagem dos diálogos é terrível, deixando muitas falas inaudíveis ou difíceis de entender.

Outro ponto que incomoda são certos cortes bruscos na edição (jump cuts), que acontecem durante as partes mais frenéticas e deixam algumas cenas com um aspecto um pouco forçado.

Conclusão: vale a pena ver Vingança Brutal?

No fim das contas, “Vingança Brutal” é o clássico filme feito sob medida para você desligar a mente, abraçar o exagero e curtir o entretenimento puro. Se você for assistir esperando um estudo complexo de personagens ou uma crítica social profunda, vai bater a cara na parede.

Mas, se a sua intenção é se divertir com quase duas horas de violência muito bem coreografada, ação de primeira linha e um protagonista casca-grossa, o longa entrega exatamente isso. É um avanço técnico bem interessante para a América Latina provar o seu valor no gênero da ação, mesmo que ainda precise amadurecer bastante na hora de contar uma boa história.

Onde assistir ao filme Vingança Brutal?

Trailer de Vingança Brutal (2026)

YouTube player

Elenco do filme Vingança Brutal, do Prime Video

  • Omar Chaparro
  • Alejandro Speitzer
  • Paola Nuñez
  • Natalia Solián
  • Luis Alberti
  • Iazua Larios
  • Lizeth Selene
  • Gustavo Sánchez Parra
  • Vasil Simeonov
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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