Confira a crítica de "Zona de Risco", filme de ação de 2024 com Liam Hemsworth e Russell Crowe disponível para assistir na Netflix.

‘Zona de Risco’ proporciona cenas de ação intensas, mesmo que sem profundidade

Foto: Divulgação
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O filme “Zona de Risco”, dirigido por William Eubank, apresenta uma trama que combina tecnologia moderna e o clássico cenário de guerra. Estrelado por Liam Hemsworth e Russell Crowe, o longa aposta em cenas de ação explosivas e uma narrativa que tenta manter o espectador envolvido. Mas será que ele consegue equilibrar adrenalina e enredo em um gênero já saturado? É o que vamos analisar.

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Sinopse

Na história, acompanhamos Kinney (Liam Hemsworth), um especialista em comunicação digital que se vê em uma missão de resgate em território inimigo nas Filipinas. Sem experiência no campo de batalha, ele se torna o único sobrevivente de sua equipe após uma emboscada.

Sua única esperança de escapar é contar com o auxílio do capitão Reaper (Russell Crowe), que, à distância, usa um drone para guiá-lo em meio ao caos. Juntos, eles tentam sobreviver em um ambiente hostil e completar a missão, enquanto enfrentam inimigos e os próprios limites.

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Resenha crítica do filme Zona de Risco

“Zona de Risco” é um exemplo claro do que esperar de um típico filme de ação: explosões, tiros e um protagonista carismático tentando superar situações extremas. A direção de William Eubank aposta em sequências visuais bem elaboradas, com cenas de tiroteio e perseguições que remetem a jogos de videogame como “Call of Duty”. No entanto, o longa não escapa de tropeços significativos.

A química do elenco principal e a dinâmica entre Kinney e o capitão Reaper são alguns dos pontos positivos. Liam Hemsworth entrega uma boa atuação, especialmente nas cenas de ação, enquanto Russell Crowe traz peso à trama, mesmo com um papel relativamente limitado. O uso de drones acrescenta um toque contemporâneo ao gênero, funcionando como um contraponto interessante entre a tecnologia moderna e o caos da guerra.

Zona de Risco resenha crítica do filme (2024) - Flixlândia (1)
Foto: Divulgação

Roteiro raso

No entanto, o filme peca pela falta de profundidade narrativa. O roteiro de David Frigerio e Eubank se limita ao básico, sem explorar adequadamente os personagens ou o contexto da guerra. Essa superficialidade faz com que as motivações pareçam vagas e as situações, por vezes, forçadas. Além disso, o excesso de slow motion prejudica o ritmo, transformando momentos de tensão em cenas cansativas.

Outro problema evidente é o subaproveitamento de coadjuvantes de peso, como Milo Ventimiglia e Luke Hemsworth, que poderiam ter enriquecido a narrativa com uma maior interação entre os personagens. Ao contrário, suas presenças acabam reduzidas a figuras de apoio descartáveis.

Apesar disso, “Zona de Risco” entrega o que promete para os fãs de filmes de ação: explosões bem coreografadas, uma trilha sonora intensa e aquela sensação de adrenalina característica do gênero. Para quem procura entretenimento descomplicado, é uma escolha válida, embora longe de ser marcante.

Conclusão

“Zona de Risco” não reinventa o gênero de ação, mas proporciona duas horas de entretenimento visual intenso. Com um elenco talentoso e boas cenas de combate, o filme atende às expectativas do público que busca uma experiência despretensiosa. Contudo, a falta de inovação e os problemas de ritmo impedem que o longa se destaque entre produções semelhantes.

Onde assistir ao filme Zona de Risco?

Trailer de Zona de Risco (2024)

YouTube player

Elenco do filme Zona de Risco

  • Liam Hemsworth
  • Russell Crowe
  • Milo Ventimiglia
  • Luke Hemsworth
  • Ricky Whittle
  • Chika Ikogwe
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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