Confira a crítica do filme "O Melhor do Mundo", comédia dramática mexicana de 2025 disponível para assistir na Netflix

‘O Melhor do Mundo’ emociona em uma história sobre ausência, amor e escuta

Foto: Netflix / Divulgação
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A paternidade nem sempre nasce do sangue, mas quase sempre exige presença, escuta e entrega — elementos que o filme “O Melhor do Mundo” explora com sensibilidade e uma dose certeira de humor.

Dirigido por Salvador Espinosa, o longa mexicano lançado pela Netflix adapta livremente o argentino “Vamos Consertar o Mundo” (2022), mas imprime seu próprio tom ao tratar das complexidades das relações familiares contemporâneas. Com Michel Brown no papel principal, o filme entrega uma história comovente sobre ausência, reconstrução e o que, afinal, significa ser pai.

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Sinopse do filme O Melhor do Mundo (2025)

Gabriel Gaitán, conhecido como Gallo (Michel Brown), é um produtor de televisão carismático, mas narcisista e viciado em trabalho, que vive imerso nas armadilhas do entretenimento fácil e das emoções fabricadas. No talk show que dirige, “O Melhor do Mundo”, ele manipula conflitos banais para gerar audiência.

Porém, sua vida vira do avesso quando Alicia (Fernanda Castillo), sua ex-companheira, o confronta sobre a paternidade de Benito — um garoto doce, sensível e carente que ele acreditava ser seu filho biológico.

Instantes depois da revelação, Alicia sofre um acidente fatal, deixando Gallo com uma criança e um turbilhão de dúvidas. Um exame confirma que Benito não é seu filho, mas a conexão entre os dois — frágil, mas genuína — inicia uma jornada repleta de encontros, memórias e autoconhecimento, em busca do verdadeiro pai do garoto e de algo mais profundo: a chance de se tornar, enfim, um pai de verdade.

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Crítica de O Melhor do Mundo, da Netflix

Gallo é o clássico exemplo do homem que cresceu profissionalmente, mas atrofiou emocionalmente. Michel Brown entrega uma performance afinada, equilibrando a arrogância e a vulnerabilidade do personagem com naturalidade.

Gallo não é um herói convencional, tampouco um vilão; é um homem falho, que só começa a ouvir os outros — e a si mesmo — quando já parece tarde demais. A jornada que se segue não busca redenção grandiosa, mas pequenos gestos de aproximação, de escuta e de afeto.

Um roteiro que abraça o imperfeito

O texto de Tato Alexander não idealiza a paternidade. Pelo contrário: escancara suas falhas, omissões e desafios. Alicia não é uma mártir; sua morte, embora funcione como catalisadora da narrativa, não a reduz a um ponto de virada. Ela permanece presente em lembranças e olhares alheios, ganhando novas camadas à medida que Gallo refaz seus passos.

O filme opta por não dar respostas definitivas — nem sobre o passado, nem sobre o futuro — e esse movimento é coerente com a proposta da trama: mais do que entender quem é o pai, importa descobrir quem deseja ser um.

Um olhar terno sobre as novas famílias

A relação entre Gallo e Benito, interpretado com doçura por Martino Leonardi, foge dos clichês melodramáticos. Há conflitos, silêncios desconfortáveis e descobertas mútuas. O garoto não reage com revolta à revelação sobre sua origem — sua mágoa está na ausência recorrente de figuras paternas, não na biologia. O filme acerta ao retratar um tipo de família que escapa das convenções tradicionais, mas que se constrói na base da escuta e da presença, mesmo que tardias.

Salvador Espinosa conduz o filme com leveza, sem abrir mão da emoção. Há cenas cômicas — algumas até escrachadas — que contrastam com momentos de introspecção e tristeza genuína. O equilíbrio entre esses registros impede que o longa caia na armadilha da pieguice. Ao final dos 83 minutos, a história se encerra com uma precisão admirável: não sobra, não falta.

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Conclusão

“O Melhor do Mundo” é um filme que não entrega verdades absolutas sobre a paternidade, mas propõe uma reflexão sensível sobre o que torna alguém pai: a biologia ou a escolha diária de estar presente? Com atuações consistentes, roteiro honesto e direção segura, o longa consegue emocionar sem forçar, e divertir sem banalizar. É uma obra que, embora trate da perda, celebra o reencontro — com o outro e consigo mesmo.

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Onde assistir ao filme O Melhor do Mundo?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de O Melhor do Mundo (2025)

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Elenco de O Melhor do Mundo, da Netflix

  • Michel Brown
  • Martino Leonardi
  • Mayra Hermosillo
  • Fernanda Castillo
  • Julieta Egurrola
  • Angélica Vale
  • Erik Rubin
  • Arath de la Torre
  • Ricardo Fastlicht
  • Eduardo Santamarina

Ficha técnica de O Melhor do Mundo (2001)

  • Título original: Lo mejor del mundo
  • Direção: Salvador Espinosa
  • Roteiro: Tato Alexander
  • Gênero: drama, comédia
  • País: México
  • Duração: 83 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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