Confira a crítica de "Mamonas Assassinas - O Filme", cinebiografia da banda está disponível para assinantes da Max.

‘Mamonas Assassinas – O Filme’ não é a homenagem que a banda merecia

Foto: Divulgação
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Quem não viveu os anos 1990, provavelmente não tem ideia do tamanho do fenômeno que foi a banda “Mamonas Assassinas”. Em tempos de TikTok, com músicas de 30 segundos, e de cancelamentos, dificilmente o grupo formado por Dinho, Júlio Rasec, Samuel Reoli, Bento Hinoto e Sérgio Reoli dificilmente alcançaria o sucesso que obteve, principalmente com o lançamento de seu primeiro CD homônimo em 1995, que vendeu mais de três milhões de cópias somente no Brasil.

A morte dos integrantes em um trágico acidente de avião em março de 1996, cerca de um ano depois de estourarem, elevou os jovens de Guarulhos a um patamar que dificilmente será visto novamente, sendo amplamente aceitos em distintos gostos musicais e campos ideológicos. Por isso, a produção de um longa-metragem ficcional até demorou a ser feita (em 2011 já havia sido lançado o documentário “Mamonas para Sempre”). Com o lançamento de “Mamonas Assassinas – O Filme”, essa espera finalmente acabou, mas a aguardada homenagem acabou não sendo a que o quinteto tanto merecia.

Sinopse de Mamonas Assassinas – O Filme (2023)

Em Guarulhos, Dinho, Sérgio, Samuel, Julio e Bento são garotos típicos da década de 90. O humor debochado e inteligente irá mudar suas vidas para sempre. Em pouco tempo, tornaram-se o fenômeno musical brasileiro da década: os Mamonas Assassinas.

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Crítica do filme Mamonas Assassinas – O Filme (2023)

Em “Mamonas Assassinas – O Fime”, Edson Spinello tenta capturar a trajetória meteórica da banda que conquistou o Brasil com humor irreverente e músicas contagiantes. O longa-metragem acompanha a ascensão dos cinco amigos de Guarulhos, desde os primeiros shows em bares até o sucesso estrondoso e o trágico acidente que os tirou da vida.

O elenco liderado por Ruy Brissac como Dinho, apesar de não ter trabalhos expressivos em seus currículos, entrega atuações dedicadas e capta a essência dos Mamonas. As cenas de shows reproduzem com fidelidade a energia contagiante das apresentações, e a emoção da história real transborda em momentos como a relação entre os integrantes e seus familiares.

Roteiro fraco e clichê

No entanto, o roteiro inconsistente de Carlos Lombardi impede que o filme alcance seu potencial. A trama oscila entre humor e drama de maneira abrupta, e a caracterização de alguns personagens é extremamente superficial, parecendo, em muitas vezes, até uma paródia em vez de homenagem. A tentativa de abarcar muita coisa em pouco tempo resulta em um retrato incompleto da banda e de seus integrantes.

Clichês de cinebiografias, como a romantização da figura do artista e a simplificação de eventos complexos, também marcam presença, e o filme, apesar de ter boas intenções, acaba se tornando uma obra irregular que, embora emocione os fãs nostálgicos, deixa a desejar em termos de profundidade e completude.

Conclusão

Em resumo, “Mamonas Assassinas: O Filme” sustenta pela nostalgia e pelo carisma do elenco, que retrata os integrantes com respeito e dedicação. Mas o roteiro raso acaba fazendo desta cinebiografia apenas mais uma produção cinematográfica, passando longe da relevância que a banda teve no cenário musical brasileiro.

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Onde assistir ao filme dos Mamonas Assassinas (2023)?

O filme está disponível para assinantes da Max.

Trailer do filme Mamonas Assassinas – O Filme, do Prime Video (2023)

YouTube player

Mamonas Assassinas – O Filme: elenco do filme do Prime Video (2023)

  • Ruy Brissac
  • Rhener Freitas
  • Beto Hinoto
  • Adriano Tunes
  • Robson Lima
  • Fefe Schneider

Ficha técnica do filme Mamonas Assassinas – O Filme, do Prime Video (2023)

  • Direção: Edson Spinello
  • Roteiro: Carlos Lombardi
  • Gênero: biografia, musical, comédia
  • País: Brasil
  • Ano: 2023
  • Duração: 95 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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