O Advogado de Deus crítica do filme 2026 - Flixlândia (1)

Crítica | ‘O Advogado de Deus’: a vida é uma escola

Foto: Cinética Filmes / Divulgação
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Caro leitor e apreciador de temas espirituais, seja bem-vindo! Sabemos que há aqueles que olham para esses temas e passam “batido”, mas o livro “O Advogado de Deus”, de mesmo nome do filme, de Zíbia Gasparetto, é um dos que contêm uma mensagem sobre o Espiritismo extremamente refinada, criando um roteiro muito atraente para as telas, com uma teia muito bem construída.

Zíbia afastou-se do Espiritismo em 1989, por divergências em relação ao caminho escolhido para a divulgação da mensagem de Kardec e do mundo espiritual, e dedicou-se basicamente ao que sempre fez muito bem desde 1958: a escrita, sempre com seu mentor e inspirador, Lucius. Seus livros focam a evolução do espírito, a cura emocional e a continuidade da vida após a morte.

Nesta adaptação de seu livro de 1998, ficam claros todos os princípios básicos que Kardec deixou para os espíritas: caridade, lei de causa e efeito, ensino moral de Jesus, livre-arbítrio, aprendizado sem culpa e perdão.

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Sinopse

Alberto (Danilo Mesquita, de Amor da Minha Vida) mora em Londres desde pequeno. Após receber pelo correio um pacote oriundo do Brasil e descobrir sua verdadeira história, resolve vir ao país para cobrar uma injustiça cometida por seu tio, muitos anos atrás, contra sua família.

Ao chegar aqui, acaba contratando como seu advogado Daniel (Nicolas Prattes, de Mania de Você), que tem como sócio e amigo Rubinho (Lucas Leto, de Turma da Mônica Jovem), ambos recém-formados.

Daniel é filho do deputado Antônio (Augusto Madeira, de Livros Restantes), que insiste em levá-lo para trabalhar com ele como assessor em Brasília, para que comece a ganhar experiência como advogado. Daniel, porém, deixa claro, reforçando que “nepotismo é ilegal”, o lado do “jeitinho” brasileiro do deputado, que insiste mesmo assim.

O amigo do deputado é justamente o empresário José Luis Camargo (Eucir de Souza, de Gênesis), que, com o desenrolar da trama, revela-se ser justamente a pessoa que Alberto quer processar.

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Crítica do filme O Advogado de Deus

Daniel começa a ter sonhos estranhos, normalmente relacionados a uma sala de julgamento, na qual sempre ouve a frase: “você não foi culpado”. Nesses sonhos, aparece a figura de um homem de cabelos e barba brancos, que depois ele descobrirá ser seu avô, Antonio Camargo, vivido por Henri Pagnoncelli (José do Egito e tantas outras novelas).

Ao conversar com Alberto e iniciar a investigação de toda a sua história, Daniel consegue entender os verdadeiros motivos de estarem unidos novamente, após terem vivido, em vidas passadas, uma outra realidade que culminou em tragédia, inclusive com a participação de uma ex-namorada de Alberto na Inglaterra, Lídia (Lorena Comparato, de Não Foi Minha Culpa).

O Advogado de Deus crítica do filme 2026 - Flixlândia
Foto: Cinética Filmes / Divulgação

Infelizmente, Lídia é filha do empresário José Luiz Camargo e de Maria Júlia (vivida pela estrela Beth Goulart), e se vê envolvida com Daniel, formando um triângulo amoroso que já havia ocorrido em outra vida.

Ao descobrir que seria processado por Alberto, o empresário recorre aos meios mais violentos para conseguir se livrar dessa sina, colocando até o deputado Antônio contra o próprio filho.

Mas Daniel é persistente e não desiste, mesmo sabendo que isso poderá abalar a família de Lídia. Após muita violência por parte de José Luiz, ele consegue levá-lo a julgamento, contando com uma testemunha essencial, trazida de última hora para um caso que parecia perdido.

Conclusão

“O Advogado de Deus” conta uma ótima história, dentro do tema espírita, que pôde ser adaptada com clareza para o cinema, com atores de boa qualidade, tendo Beth Goulart, como sempre, em ótima forma, e nomes consagrados dando peso ao elenco.

Com direção de cena envolvente e algumas sequências muito rápidas, o diretor Wagner de Assis foi muito feliz na construção do “fio da meada” do roteiro.

Infelizmente, como em toda adaptação literária, a história parece caminhar muito rápido e, pela quantidade de personagens, às vezes precisamos parar para pensar com calma nos nomes de todos eles e entender qual é a ligação de cada um. Mas isso faz parte das adaptações para o cinema.

A captação de áudio está muito boa, à exceção de alguns problemas de dicção no fim de certas frases, que dificultam a compreensão. É um problema mínimo, mas recorrente na pós-produção de áudio do cinema brasileiro, talvez pelos recursos menores para a realização de regravações em estúdio — algo que filmes com orçamentos maiores conseguem superar.

Ainda assim, é uma ótima opção para sairmos do cinema brasileiro realista — e, às vezes, catastrofista — e entrarmos em um tema que traz mensagens de justiça, esperança e união entre as pessoas, se não neste mundo, pelo menos no outro.

Um balde de pipoca com um refri de 500 ml. Boa diversão!

Trailer do filme O Advogado de Deus

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Elenco de O Advogado de Deus (2026)

  • Nicolas Prattes como Daniel
  • Danilo Mesquita como Alberto
  • Lorena Comparato como Lídia
  • Lucas Leto como Rubinho
  • Eucir de Souza como José Luiz Camargo
  • Leticia Braga como Lanira
  • Henri Pagnoncelli como Antônio Camargo
  • Gisele Froes como Alice de Almeida
  • Augusto Madeira como Antônio de Almeida
  • Helga Nemetik como Josefa
  • Catarina Saibro como Juçara
  • Participação especial Beth Goulart como Maria Júlia Camargo
Escrito por
Cleon

Cleon (pseudônimo de Antonio Filho) é da área de TI, mas vive com a cabeça nas estrelas. Trocou linhas de código por linhas de roteiro — e escreve sobre séries e filmes como quem decifra algoritmos de emoção humana.

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